Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
Por norma, é sempre a partir da silly season (pausa de verão) que acontece a especulação dos pilotos que ficam, regressam ou vão para a próxima época. A Haas não ficou impune a toda esta ansiedade por parte da comunidade F1.
Com a época a não correr tão bem como desejavam, a maior parte expectava numa mudança de pilotos para a equipa americana: a possível vinda de Nico Hulkenberg – que ainda não tem lugar garantido para o próximo ano – ou mesmo a promoção do seu piloto de testes, Pietro Fittipaldi.
Mas, foi apenas com o GP da Singapura que chegou a decisão final que acaba por surpreender tudo e todos: a equipa de Guenther Steiner vai manter os dois pilotos atuais, Romain Grosjean e Kevin Magnussen, para a próxima época.
Com base neste acontecimento, decidi fazer uma pequena análise às últimas épocas da equipa, e de que forma os pilotos atuais tem ajudado na construção e desenvolvimento da mais recente equipa de Fórmula 1.

Fonte: Haas F1 Team
A Haas começou a sua aventura na Fórmula 1 em 2016, com Romain Grosjean e Esteban Gutierrez como line-up principal da equipa.
Depois de ter brilhado na antiga equipa (Lotus F1 Team), Grosjean conseguiu, logo na sua primeira corrida de estreia, arrecadar um incrível sexto lugar, que ditava um futuro brilhante, tanto para o piloto, mas principalmente para a equipa, que ainda agora se tinha lançado ao mundo da Fórmula 1.
Kevin Magnussen, com apenas três anos de experiência na F1 (dois na McLaren e um na Renault) estreou-se pela equipa no ano seguinte à formação da mesma (2017), para substituir Esteban Gutierrez.
A partir daqui, a Haas tem feito o melhor que pode, de forma a conseguir o “título virtual” do “the best of the rest”. Desde que estes dois pilotos estão na equipa, a sua melhor época foi a de 2018, acabando em quinto lugar do campeonato de construtores.
Este ano, pelo contrário, o desempenho da equipa tem sido um fracasso. Pior do que a Haas, temos apenas a Williams, o que não é bom, de todo.
Desde então, o line-up da Haas tem sido este. Um dinamarquês à procura de ser o piloto número um da equipa e de um carro cada vez mais competitivo; e um francês que, com um historial fantástico no mundo dos desportos motorizados, é muitas vezes sacrificado pelos seus erros, mas já provou que a sua experiência é uma mais-valia para a equipa.

Fonte: Haas F1 Team
Sendo assim, aqui fica a questão: será que manter Grosjean e Magnussen terá sido mesmo a melhor aposta para a equipa americana?
Guenther Steiner sempre referiu que, para 2020, a sua principal prioridade era contar com dois pilotos com experiência suficiente para entender o carro que aí vem. Então, porque não contar com os pilotos que já são da casa há três/quatro anos?
Sabemos que a relação entre os dois pilotos não é a melhor. E muito se deve aos resultados (quase) precários que a equipa tem encarado.
No entanto, e daquilo que entendo, terem dado mais uma oportunidade aos dois foi a escolha certa.
Por um lado, sim, é “mais do mesmo”, e até pode não dar em nada. Mas, do nível que a Haas está a competir (nível médio-alto, e agora até tem estado bastante abaixo disso), tem em mãos dois pilotos com um historial e uma experiência que, certamente, os vai ajudar a alcançar os objetivos propostos para o próximo ano – porque, para este ano, duvido que a coisa melhore consideravelmente.
Ainda é cedo para perceber se foi uma boa escolha ou não. Mas, para responder a esta questão, teremos toda a temporada de 2020 que nos dirá se a Haas poderia ter arriscado na mudança ou se fez bem em continuar no conforto ao manter os pilotos da casa.
Foto de Capa: Haas F1 Team
Revisto por: Jorge Neves









