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Loeb, sua raposa velha

David Pacheco · 3 min

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Ai, o “mercado de transferências”! Finalmente! Falta uma ronda para acabarmos o Mundial de Ralis de 2018, não temos campeão definido, mas a temporada de 2019 já promete muito. Kris Meeke está de volta, desta vez com a Toyota Gazoo Racing. Esapekka Lappi vai ser companheiro de Sebastien Ogier na Citroen, o que fará a M-Sport? Vai trazer Sebastien Loeb? Não me cheira, mas nunca se sabe. Caro leitor, vamos ao que interessa agora, 2018 não acabou e ainda não temos campeão.

Penúltima prova do campeonato, o rali da Catalunha. Três dias de rali e duas superfícies completamente diferentes. Gravilha e asfalto, de um dia para o outro. Não só o terreno foi atração este ano. No WRC2, a Volkswagen estreou o seu novo modelo, o Polo R5. Pilotado por Eric Camilli e pelo campeão de 2003 de ralis, Petter Solberg. O rei da Gymkana também estava de volta ao WRC, Ken Blcok pilotava mais um Ford Fiesta WRC da M-Sport. Na Citroen, regressava o nove vezes campeão do mundo, Loeb. 

O líder do campeonato começou o rali com um estrondo. Thierry Neuville capotou o Hyundai i20 Coupé WRC no shakedown. Nada de grave, a equipa sul-coreana colocou o carro em boa forma e lá se começou as especiais “a doer”. 

Solberg mostrou o novo modelo da marca alemã Volkswagen
Fonte: WRC

No primeiro dia, os pisos eram de gravilha. Tanto Neuville como Ogier fizeram uma má escolha de pneus e não conseguiram atacar a liderança da sensação da segunda parte da temporada. Ott Tanak seguia na frente, com Elfynn Evans e Dani Sordo na sua perseguição. Infelizmente não podemos contar com o americano Ken Block no rali completo, já que este capotou o Fiesta logo no primeiro dia. 

No segundo dia, Ott Tanak já parecia ter o rali controlado, mas o azar bateu-lhe à porta. O estónio teve que parar para mudar um pneu furado, perdendo 1m45s, e a liderança do rali passou assim para o piloto da casa, Dani Sordo. Jari-Mati Latvala subiu para o pódio. Mais atrás, Ogier continuava na frente do seu rival do campeonato, Neuville. Já Craig Breen contava com dois peões dentro das especiais, o que o colocava muito atrás na classificação.

Ogier volta à Citroen em 2019, mas ainda vai disputar o título com Neuville na Austrália pela M-Sport Ford
Fonte: WRC

Domingo chegou e outro Toyota Yaris WRC parecia ter a vitória no bolso. Jari-Mati Latvala estava na liderença, após Dani Sordo tem perdido imenso tempo nas especiais da tarde de sábado. Ogier era agora segundo e Loeb estava em terceiro. O nove vezes campeão do mundo esteve sempre a morder os calcanhares ao pódio e agora podia assaltar a vitória, pois só cerca de 8s o separava de Latvala. Neuville era quinto. E mais uma reviravolta na equipa de Tommi Makkinen. Latvala bateu contra um rail e perdeu imenso tempo. Mas quem dava “show” era Loeb, que imprimiu um ritmo alucinante e fixou-se na primeira posição. À entrada para a última especial do rali, a Power Stage, Ogier ainda podia alcançar Loeb, mas não o conseguiu fazer. Assim sendo, Loeb volta a vencer o rali da Catalunha, seis anos depois. Ogier acabaria em segundo e o seu colega de equipa, Evans, fechava o pódio. Apesar da má posição na classificação geral, Tanak ainda conseguiu vencer a Power Stage, amealhando mais cinco pontos. 

O #43 voltou, mas não deu tanto show, pois Ken Block rolou o Fiesta WRC logo no início do rali
Fonte: WRC

Assim, o campeonato será decidido na Austrália, de 15 a 18 de novembro. Ogier lidera com 204 pontos, Neuville é segundo com 201 pontos e Tanak é terceiro com 181 pontos. Os três podem ser campeões. Para a terra dos cangurus.

Foto de Capa: WRC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

David Pacheco

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