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O Rali Vinho da Madeira, a sétima prova do Campeonato de Portugal de Ralis, demonstrou o talento dos pilotos locais e a competitividade que existe na Madeira.
A armada “continental” presente na sétima prova do CPR teve várias surpresas. Ricardo Teodósio após a conquista da sua primeira vitória queria levar outra vez o Skoda Fabia R5 ao lugar mais alto do pódio. João Barros também voltou a estar presente numa prova do CPR, está claro, motivado pelo pódio em Castelo Branco. Armindo Araújo, doze anos depois, está de volta ao Rali Vinho da Madeira onde na sua última presença tinha tripulado um Mitsubishi Evolution IX.
Num dos mais técnicos ralis de asfalto presentes no CPR, a primeira especial decorreu na Avenida do Mar. Aí, Armindo Araújo demonstrou ser superior ao resto do pelotão, assim iniciando o rali muito bem. Na segunda posição estava Pedro Meireles, enquanto o “Senhor Espetáculo” Ricardo Teodósio fechava o pódio da geral.

Fonte: Rali Vinho da Madeira
Mas tudo iria mudar no segundo dia. Os locais começaram a impor-se. Alexandro Camacho, em Skoda Fabia R5, ganhou nove das dez especiais que se correram nesse dia, garantindo assim uma diferença de cerca de 22s para João Silva, em Citroen DS3 R5. A completar o pódio vinha o primeiro piloto do CPR, José Pedro Fontes. Este mostrava-se mais confortável no novo Citroen C3 R5. Quem teve um segundo dia para esquecer foi Armindo Araújo. Um furo no Hyundai i20 R5 custou-lhe a liderança, acabando o dia em nono da geral. Giandomenico Basso, que substituía no outro carro da Hyundai Portugal o campeão Carlos Vieira, teve problemas com a caixa de velocidades do carro da marca sul-coreano, ficando assim pelo caminho logo no início do rali.

Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting
Último dia de rali e mais uma demonstração de rapidez por parte dos pilotos locais. Alexandre Camacho voltou a ganhar sete das oito especiais deste dia. Escusado será dizer que o piloto madeirense venceu a 59.ª edição do Rali Vinho da Madeira. Na segunda posição da geral ficou Miguel Nunes, no Citroen DS3 R5 na PlayTotal Racing. Na terceira posição ficou José Pedro Fontes, que garantiu os pontos máximos nas contas do CPR. Neste último dia os grandes azarados foram Miguel Barbosa, que com uma grande saída de estrada com o Skoda Fabia R5 da BP Ultimate Vodafone Team. Pedro Paixão, que estava pela segunda vez a bordo do Hyundai i20 R5 de Manuel Castro, teve um princípio de incêndio quando estava em quarto lugar da geral. Um piloto para o futuro. De notar também o desastroso rali para Pedro Meireles, que no primeiro dia teve um toque e no segundo acabou por desistir.

Fonte: Rali Vinho da Madeira
Contas finais. Armindo Araújo acabou em sétimo da geral, e em quarto no CPR, mantendo a liderança do campeonato sobre Ricardo Teodósio que foi segundo no CPR neste rali. A diferença entre os dois é de 22,67 pontos.
Esta sétima etapa do Campeonato de Portugal de Ralis permitiu-me verificar algumas fragilidades dos pilotos que competem no maior escalão português de ralis. A diferença para os pilotos locais foi demasiada. Será que estes pilotos madeirenses poderiam vir para o nacional? Será que ainda ficaria mais competitivo? Talvez um dia.

Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting
O Campeonato de Portugal de Ralis volta em setembro com a realização do Rali Amarante Baião nos dias 21 e 22.
Foto de Capa: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting













