Última horaPenálti à trave e autogolo de guarda-redes: Aston Villa e Fulham empatam na Premier League
Publicidade

A temporada de 2022 em Moto3, Moto2 e MotoGP

João Magalhães · 6 min

Fonte: MotoGP

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

modalidades cabeçalho

Chegou ao fim mais uma temporada emocionante no motociclismo mundial com a conclusão dos Campeonatos Mundiais de Moto3, Moto2 e MotoGP. Em jeito de despedida, deixamos aqui um apanhado dos acontecimentos mais memoráveis de 2022.

Foto de Capa: MotoGP

Artigo redigido por João Magalhães

MOTO3

O Campeonato Mundial de Moto3, chegou ao fim com Izan Guevara, da Valresa GASGAS Aspar Team, a conseguir tornar-se campeão mundial, seguido do seu colega de equipa Sergio Garcia e de Dennis Foggia da Leopard Racing, que concluíram o campeonato em segundo e terceiro lugares, respetivamente. No campeonato de construtores a GASGAS levou o título para a sua fábrica, com a sua equipa, Valresa GASGAS Aspar Team, a fechar o “Triple Crown” com a vitória no campeonato de equipas. Izan Guevara foi o piloto com mais pódios, “pole positions” e vitórias conquistados, Jaume Masia foi o piloto com mais volta rápidas em corrida.

Fonte: GASGAS

Chegando ao fim de um ano verdadeiramente memorável para a GASGAS e Izan Guevara. Outros momentos ficam na memória, tais como, o bloqueio de dois mecânicos da Max Racing Team, a Adrian Fernandez da Red Bull KTM Tech3, que o impediu de realizar a última volta rápida na qualificação, para o Grande Prémio de Aragão de 2022. No terceiro treino livre para o Grande Prémio de Valência, Kaito Toba e Jaume Masia têm um desentendimento após uma queda, que chega mesma a chegar a um confronto físico. Também no GP de Valência dá-se a última corrida de John McPhee, depois de dez anos no Moto3, com a conquista de 16 pódios e quatro vitórias, abandona a categoria depois de completar 28 anos, a idade limite para participar nas corridas de Moto3.

MOTO2

O Campeonato Mundial de Moto2 foi conquistado por Augusto Fernandez da Red Bull KTM Ajo, após o GP de Valência onde o seu rival, Ai Ogura, cai e oferece o título ao espanhol. A fechar o pódio ficam Ai Ogura e Aron Canet, em segundo e terceiro lugares, respetivamente. No campeonato de construtores a Kalex mantém o seu domínio, com a Red Bull KTM Ajo a conquistar o campeonato de equipas. Augusto Fernandez foi o piloto com mais pódios e vitórias conquistadas, e mais voltas rápidas em corrida, já Celestino Vietti, Ai Ogura e Aron Canet, partilham entre si o maior número de “pole positions” conquistadas.

Fonte: Ajo Motorsport

Na memória deste Campeonato Mundial, fica o horrível acidente de Jorge Navarro, que acaba por ser atropelado após uma queda, incrivelmente, acaba por sofrer “só” uma fratura no fémur, sendo o pior deste acidente, o facto do piloto ter ficado, imóvel, demasiado perto da pista, não tendo a direção de corrida parado a mesma.

MOTOGP

Francesco Bagnaia é o novo campeão mundial de MotoGP, o italiano liderou, aquele que foi, um regresso em grande da Ducati que, no mesmo ano, consegue o campeonato do mundo de construtores, de equipas, com a Ducati Lenovo Team, e de pilotos, conquistando a tão desejada “Triple Crown”. Em termos estatísticos, “Pecco” Bagnaia foi o piloto com mais vitórias, mais pódios e mais “pole positions” (empatado com Jorge Martin), enquanto Fabio Quartararo só conseguiu ser o piloto com mais voltas rápidas em corrida.

Fonte: Ducati Corse

Sem dúvida que, 2022, foi um ano fantástico para a Ducati, no entanto, os destaques do ano não pertencem exclusivamente à equipa italiana. Com Bastianini a surpreender com quatro vitórias e Miguel Oliveira a provar que é o “Rei da Chuva” com as duas vitórias da temporada em corridas à chuva. O maior destaque vai para a paragem de Marc Márquez, por lesão, depois de ter decidido avançar com uma cirurgia que lhe permitiu voltar a correr sem o desconforto que se queixava até então. Por fim, o regresso da Aprilia à luta pelos lugares de pódio e, até mesmo, pela vitória, faz prever que, as próximas temporadas de MotoGP, terão lutas ainda mais intensas do que a protagonizada por Fabio Quartararo e Francesco Bagnaia, este ano.

PRÉMIOS

Enea Bastianini – Melhor piloto de equipa independente
Marco Bezzechi – Rookie do Ano de MotoGP
Pedro Acosta – Rookie do Ano de Moto2
Diogo Moreira – Rookie do Ano de Moto3

TOP 5 PILOTOS MOTOGP

Francesco “Pecco” Bagnaia – Após perder o título para Fabio Quartararo em 2021, começou o ano de 2022 com alguma instabilidade, até que começa a voar, conquistando sete Grande Prémios e totalizando 10 pódios para recuperar o título de Campeão do Mundo de MotoGP, fazendo história ao ser o segundo piloto italiano a consagrar-se Campeão Mundial, numa moto de uma construtora italiana.

Fabio Quartararo “El Diablo” – Campeão do Mundo em 2021, começou a temporada de 2022 com melhores resultados do que “Pecco” Bagnaia, no entanto, a dada altura da época, não foi capaz de continuar a lutar com o italiano. A Yamaha mostrava estar uns furos abaixo da Ducati, com Quartararo a acabar por falhar, na parte final da época, e vê o título escapar na última corrida do ano.

Enea “Bestia” Bastianini – O melhor piloto das equipas independentes, acaba em terceiro lugar no Campeonato Mundial de Pilotos, depois de uma época fantástica onde consegue quatro vitórias e seis pódios. Acaba por ter demasiadas quedas e a irregularidade que demonstrou, impediu-o de lutar verdadeiramente pelo Campeonato do Mundo de MotoGP.

Aleix Espargaró – Foi graças a ele que a Aprilia consegue dar um salto qualitativo ao ponto de conseguir lutar por vitórias. Considerado o “Underdog” do campeonato, consegue uma vitória e múltiplas presenças no pódio, colocando a Aprilia a lutar novamente com as construtoras de topo no MotoGP. Certamente a sua época fica marcada pelo engano que protagonizou no Grande Prémio da Catalunha, quando pensa que a corrida tinha terminado, faltando ainda concluir uma volta.

Jack Miller – Em ano de despedida da sua equipa de sempre, fez mais uma época regular com uma vitória e sete pódios, no entanto, mais uma vez, não consegue elevar o seu nível ao ponto de discutir o Campeonato do Mundo de MotoGP. Ruma à KTM para substituir o português Miguel Oliveira e deixa no ar a ideia de que os seus dias a lutar por pódios e vitórias, acabaram.

O NOSSO MIGUEL OLIVEIRA

Mais uma época difícil para o português da KTM, muitas corridas a lutar contra os outros pilotos e a sua própria moto, teve sempre muitas dificuldades em qualificação contrastando com as suas boas performances em corrida. Deu prova da sua enorme qualidade à chuva, sendo considerado o “Rei da Chuva”. Apesar de constantes queixas sobre a sua KTM, acaba o ano atrás de Brad Binder e substituído por Jack Miller, ruma à CryptoData Aprilia RNF MotoGP Team e irá pilotar uma Aprilia na próxima temporada.

João Magalhães

Redação Bola na Rede · ver artigos