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Antevisão GP Qatar: Ducati e Yamaha na linha da frente

Carlos Eduardo Lopes · 3 min

Antevisão GP Qatar: Ducati e Yamaha na linha da frente
Foto: MotoGP

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A ANTEVISÃO: PRIMEIRA POLE PARA BAGNAIA (DUCATI) E UM DUELO À VISTA NO DESERTO

A caravana do MotoGP chegou ao Qatar, desta vez “a contar”, para o início de mais uma época – a 73.ª na história da modalidade.

Nos testes de pré-época, a Ducati e a Yamaha superiorizaram-se à concorrência no conjunto dos cinco dias, com a marca nipónica a colocar três motas no Top 4. Jack Miller, agora aos comandos da Ducati de fábrica, bateu o recorde de pista com um tempo impressionante de 1:53.183, com a dupla da Yamaha de fábrica Maverick Viñales/Fabio Quartararo a fecharem o pódio de tempos a apenas oito centésimos de segundo de Miller.

No reverso da medalha, e ainda durante os testes, o português Miguel Oliveira (agora com a KTM de fábrica) e o seu colega Brad Binder não foram além do 16.º e 17.º lugares, respectivamente. Sinais pouco encorajadores para a KTM, de quem alguns esperam grandes feitos para esta época, uma vez que apenas a ela foi concedida o luxo de continuar a evolução do motor. Também a Tech 3 KTM e a SKY VR46 (Ducati) mostraram andamento inferior, ao não irem além do 19.º posto.

Pré-época encerrada, seguimos para o Grande Prémio, também ele no traçado de Losail. No conjunto das quatro sessões de treinos livres, os motores Ducati mostraram-se novamente muito fortes, com Miller e “Pecco” Bagnaia (também Ducati de fábrica) a serem os dois pilotos mais rápidos, seguidos de Quartararo e Johann Zarco (Pramac Ducati). Marc Márquez, que continua ainda a longa recuperação após um acidente em Jerez na primeira corrida de 2020 e três operações ao braço direito, foi novamente substituído por Stefan Bradl na Repsol Honda, na melhor das hipóteses, para as primeiras duas corridas no Qatar.

Saltando para a primeira sessão “a contar”, a qualificação de sábado, confirmação do domínio Ducati/Yamaha. Bagnaia conseguiu uma volta brilhante de 1:52.772 (recorde de pista) para somar a sua primeira pole em MotoGP, enquanto as Yamahas, apesar de alguns problemas com o timing das últimas voltas rápidas (em particular a de Quartararo) colocaram ambos os pilotos também na primeira linha.

Grande destaque ainda para o “Doutor” Valentino Rossi, que agora aos comandos da Petronas Yamaha SRT pareceu sentir dificuldades durante os treinos mas apareceu de forma brilhante na qualificação, subindo ao 4.º posto para liderar a segunda linha da grelha à frente de Miller e Zarco.

Mais para trás ficaram pilotos como o campeão Joan Mir (10.º, Suzuki), Pol Espargaro (12.º, na sua estreia pela Repsol Honda) e Miguel Oliveira (15.º), com a prestação do “Falcão” e do colega de equipa Brad Binder (19.º) a confirmarem os problemas de afinação da KTM em Losail.

EQUIPA A TER EM CONTA

Yamaha – Apesar da pole de Bagnaia e de um certo domínio histórico da Ducati em Losail, a Yamaha parte para o GP do Qatar com quatro pilotos no Top 7. Uma boa partida de Quartararo e Viñales pode significar uma corrida de gestão para a marca nipónica, mas caso isso não aconteça o resultado deverá mesmo ser favorável à Ducati, que tem Miller e Zarco prontos a atacar da segunda linha da grelha.

PILOTO QUE PODERÁ SURPREENDER

Joan Mir – Impossível descartar o actual campeão do Mundo, especialmente se Ducati e Yamaha perderem tempo (ou pilotos) na luta pelo pódio. O espanhol, que venceu este GP em 2017 na classe Moto3, parte de 10.º atrás de Alex Rins, seu colega de equipa na Suzuki.

Carlos Eduardo Lopes

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