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As «máquinas» para 2023 #1 | MotoGP

João Magalhães · 3 min

As «máquinas» para 2023 #1 | MotoGP
Foto: MotoGP

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É já esta semana que se realiza o “Shakedown” em Sepang, naquele que é o primeiro teste das novas motos para a temporada de 2023. Até aqui, apenas cinco equipas apresentaram as suas motas, mas domingo todas elas estiveram em pista, acompanhadas pelos seus pilotos, para dar início à nova época do MotoGP.

Ainda envoltas em muito secretismo, no que diz respeito às alterações de chassis, pacote aerodinâmico, motor e todos os outros componentes das motas, o “Shakedown” servirá, para os pilotos terem a sua primeira experiência com a moto, para as equipas recolherem dados vitais para o desenvolvimento da moto, e para os fãs de MotoGP, saciarem, um pouco, a fome que têm pelos domingos intensos de corrida.

Artigo redigido por João Magalhães

MONSTER ENERGY YAMAHA

O segundo lugar e a horrível ponta final da temporada de 2022 são razões, mais do que suficientes, para que a Yamaha tomasse a dianteira ao ser a primeira equipa a revelar a sua máquina para 2023. Depois das grandes alterações que se verificaram nos testes de final de temporada, com a introdução de um novo motor, a Yamaha apresenta uma moto com um design mais agressivo quando comparada com a moto de 2022.

Depois da desilusão sentida com a performance demonstrada pelo novo motor, a introdução de um pacote aerodinâmico com um novo para-lamas traseiro, asas nas laterais da moto, uma maior abertura de ar na frente, entre outras alterações, certamente será uma tentativa de perceber se a pobre performance do motor será problema deste ou da generalidade da moto.

GRESINI RACING MOTOGP

A Gresini apresenta uma moto mais elevada e com uma inclinação mais acentuada, visível na maior altura a que se apresenta a traseira da moto quando comparada com a de 2022. Para além disso, é possível reparar nalguns pormenores irregulares da carenagem da moto, claramente diferentes do modelo liso e regular de carenagem apresentado em 2022, pequenos pormenores aerodinâmicos que serão certamente importantes na performance da moto.

Na moto de 2023, o vermelho da Ducati destaca-se muito mais, facto que até mereceu comentário por parte dos canais de comunicação da MotoGP.

DUCATI LENOVO TEAM

Seguindo a velha máxima de que, em equipa que ganha, não se mexe, a Ducati apresentou uma moto com poucas diferenças visíveis quando comparada com a moto de 2022. O pormenor que salta mais à vista será mesmo a adoção de uma carenagem mais irregular, uma das alterações mais vista nas novas motos, também as asas da moto estão maiores.

Em 2022 ganharam tudo o que havia para ganhar, sendo a equipa que está à frente de todas as outras, as leves alterações exteriores podem ser uma tentativa de não estragar o que está bem feito, o “Shakedown” permitirá levantar um pouco o véu daquilo que será a Ducati em 2023.

PRIMA PRAMAC RACING

Sendo um das equipas satélite da Ducati, as alterações verificadas na moto de 2023 são muito semelhantes àquelas vistas na moto da equipa principal, como a maior entrada de ar na frente da moto, asas maiores e uma carenagem mais irregular de forma a aumentar a performance aerodinâmica.

KTM FACTORY RACING

Para já, a equipa que apresentou menos alterações. A mais notória é a reposição do cano de escape para que a saída do ar seja na traseira da moto por cima da roda, invés da saída pela lateral da moto junto à roda.

Depois de diversas queixas sobre a estabilidade da moto e a difícil gestão da temperatura dos pneus da moto, o facto de não serem visíveis grandes alterações, faz crescer o receio sobre a temporada de 2023 para a KTM.

João Magalhães

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