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A temporada 2022 da categoria rainha do motociclismo está aí à porta e promete-nos, tal como no ano passado, uma temporada repleta de vencedores nas variadíssimas etapas que compõem o mundial. Mundial, no qual a consistência irá ser palavra-chave para conseguir abrir a porta que dará acesso ao título de campeão do mundo de MotoGP, um pouco à semelhança do que aconteceu o ano passado com Fabio Quartararo.
Temporada esta que tem o seu início oficial no dia 6 de março (contudo já neste mês de fevereiro iremos poder assistir aos pilotos e respetivas equipas nos testes que irão decorrer na Malásia) e que será marcada por diversas mudanças no grid, com novas equipas e cinco novos rookies. (A grande novidade está relacionada com Rossi que apesar de ter abandonado a pista, não irá abandonar o paddock e será um dos dirigentes da sua equipa que se irá estrear no campeonato do mundo de MotoGP).
Neste seguimento de novidades, aquilo que me traz hoje aqui a escrever são os rookies que se irão estrear na categoria de elite do motociclismo e perceber o que cada um pode dar nesta temporada conhecendo um pouco da sua história.
Foto de Capa: MotoGP
Artigo redigido por Duarte Amaro
1. DARRYN BINDER (24 ANOS)
MotoGP: WithU Yamaha [LIVE]: La presentazione della squadra satellite Yamaha, con Andrea Dovizioso e Darryn Binder in streaming https://t.co/8bGNmlvyqV pic.twitter.com/XZJYDpg08E
— FmiMolise.it (@fmimolise) January 24, 2022
O primeiro dos cinco rookies que aqui trago é Darryn Binder, piloto sul-africano que irá estrear-se na categoria rainha do motociclismo. Estreia esta que está marcada por algumas dúvidas, não só porque este irá dar um salto não muito comum, passando de Moto3 para MotoGP como também por estar afastado de títulos e vitórias, num passado recente. Depois de 6 temporadas na categoria de Moto3, com apenas uma vitória e poucos pódios, Binder chega ao MotoGP para integrar uma das equipas estreantes na prova, a RNF.
Indo ao encontro do que foi o seu percurso até aqui, o piloto sul-africano teve a sua temporada de estreia no Moto3, uma temporada difícil que rapidamente viria a ser esquecida após a sua prestação no ano de 2016 com a Platinum Bay Real Estate. No ano de 2017, Binder permaneceu na mesma equipa conseguindo alcançar os seus primeiros pontos na categoria de Moto3, contudo foi preciso esperar até ao ano de 2018 para assistirmos ao seu primeiro pódio, conquistado no GP do Japão já com uma equipa diferente, a Red Bull KTM Ajo. Uma temporada novamente atribulada que só se vez valer pelo pódio alcançado no Japão. No ano de 2019, o piloto sul-africano mudou-se para a CIP Green Power, no qual conseguiu alcançar aquele que seria o seu segundo pódio, no GP da Argentina. A sua primeira vitória na categoria de Moto3 só viria a chegar no ano de 2020, no Grande Prémio da Catalunha. Já no ano passado, Darryn Binder mudou-se para a Petronas Sprinta Racing e era um dos principais favoritos à conquista do título, contudo apenas alcançou um terceiro e um segundo lugar durante toda a temporada.
Apesar de todo este percurso algo atribulado e sem muitas conquistas, o talento do piloto sul-africano sempre foi visível e nesse sentido foi-lhe concedida a oportunidade de se estrear no MotoGP.
No ano de 2022, Darryn Binder irá ter a oportunidade de provar todo o seu valor na sua nova equipa, a Razlan Razali da WithU Yamaha RNF Racing MotoGp que apostou uma das suas duas fichas no sul-africano, fazendo o piloto dar um salto que poucos dão e que tinha sido dado pela última vez por Jack Miller.
Curiosidade: Em 2022 irá competir com o seu irmão Brad Binder, na categoria rainha do motociclismo.
2. FABIO DI GIANNANTONIO (23 ANOS)
Fabio Di Giannantonio x Gresini Racing, Moto3 > Moto2 > #MotoGP / 📸 Dorna + Gresini pic.twitter.com/JKf3PKvKGO
— Everything Moto Racing (@everythingmrace) January 17, 2022
Fabio Di Giannantonio é outro dos cinco rookies que irá dar o salto para a categoria de elite do motociclismo. Oriundo de Roma, o piloto italiano irá caminhar lado a lado na sua Ducati com a equipa Gresini Racing MotoGP.
Conhecendo um pouco da sua história e fazendo uma viagem pelos seus últimos anos, o piloto começou no Moto3 com 15 anos, antes de mudar as suas atenções para a Taça Red Bull Rookies no ano de 2014 onde viria a assegurar o seu primeiro pódio. No ano de 2015, conseguiu alcançar as suas primeiras vitórias na Taça Rookies e, apesar de ter ficado aquém das expectativas, a verdade é que desde logo chamou a atenção. Desta forma, em 2016 foi-lhe dada a oportunidade de integrar a equipa Gresini Racing na categoria de Moto3. No ano de 2017 e no seguimento do que tinha acontecido anteriormente, realizou uma boa temporada tendo conquistado o quinto lugar do campeonato, mas foi em 2018 que teve a sua melhor prestação ao acabar o campeonato no segundo lugar, apenas atrás de Jorge Martin. Com esta prestação, o piloto italiano viria a integrar a categoria de Moto2 no ano de 2019, ocupando um lugar na equipa da Speed Up Racing onde ganhou o prémio de Rookie do ano. 2020 ficou marcado por uma temporada atribulada e no ano passado mudou-se para a Federal Oil Gresini Moto2. Um ano emocionante para o piloto italiano que conquistou a sua primeira vitória na categoria e foi anunciado no leque de dois pilotos que iram compor a equipa da Gresini Racing, no MotoGP.
Este ano iremos vê-lo sentado numa Ducati, ao lado do seu companheiro de equipa Enea Bastianini.
Curiosidade: No ano de 2021, dedicou o seu terceiro lugar no Qatar ao seu mentor Fausto Gresini que havia morrido pouco tempo antes.
3. MARCO BEZZECCHI (23 ANOS)
Marco Bezzecchi | Rimini, Italia | 23 yo 📸#MooneyVR46RacingTeam #MotoGP pic.twitter.com/ZwP8rLyiBB
— Mooney VR46 Racing Team (@VR46RacingTeam) January 18, 2022
O terceiro dos cinco rookies que irão estrear no MotoGP é Marco Bezzecchi, piloto italiano que fará parte da equipa VR46 Racing Team e que tentará levar a sua Ducati o mais longe possível.
Na minha opinião um dos rookies que estará mais capacitado para assumir a responsabilidade de competir na categoria rainha do motociclismo, muito por aquilo que têm sido os seus últimos anos. Começou a aparecer no ano de 2014, ano em que se sagrou vice-campeão no título da CIV Moto3, título que viria a conquistar no ano seguinte, 2015 que ficaria marcado também pela sua estreia na categoria de Moto3 em duas corridas. Em 2016 somou mais duas presenças em corridas na categoria de Moto3, além de se mostrar mais uma vez a um bom nível na FIM CEV Repsol. No ano de 2017 assumiu uma posição na categoria de Moto3, conquistando o seu primeiro pódio. Já em 2018 mudou-se para a Redox PrustelGP, no qual teve um ano brilhante com nove pódios e três vitórias. Apesar de não conseguir o título, acabou por garantir um lugar no Moto2 com a Redbull KTM Tech3, no ano de 2019. Em 2020 mudou-se para a Sky Racing Team VR46 e aí conseguiu sete pódios, com duas vitórias e a sua consistência permitiu-lhe lutar pelo título que acabaria por não conseguir conquistar. No ano passado, o piloto italiano conquistou um terceiro lugar no campeonato e agora vamos ver o que a temporada de 2022 lhe reserva e como será a sua estreia na categoria principal do motociclismo.
Creio que a consistência será a chave para uma boa primeira temporada e que após 14 pódios e três vitórias no Moto2, Marco Bezzecchi parece estar pronto para dar o salto e ser uma agradável surpresa nesta temporada que está prestes a começar.
Curiosidade: 2022 correrá ao lado do seu amigo Luca Marini, naquele que será o primeiro alinhamento da VR46 Racing Team.
4. RAUL FERNANDEZ (21 ANOS)
#PortugueseGP 🇵🇹 – @25RaulFernandez
Our final one to point out… the Portimao prince 👑#Moto2 rookie Raul Fernandez winning just his third race in the class! 🥇 pic.twitter.com/x8ChdUuDx4
— MotoGP™🏁 (@MotoGP) April 21, 2021
O piloto espanhol Raul Fernandez é outro dos rookies que irão ascender à categoria de MotoGP na temporada de 2022, marcando presença no campeonato que irá iniciar em março com a equipa da Tech3 KTM Factory Racing.
Raul Fernandez cresceu na periferia de Madrid e começou a correr com apenas 11 anos de idade e no ano de 2014 chegou ao campeonato mundial de juniores da FIM CEV Moto3. Após um período com a KTM, em 2016 o piloto espanhol mudou para a Husqvarna e teve um ano bastante interessante, terminando o campeonato no terceiro lugar. Já em 2017 e antes de se mudar de novo para a KTM teve uma época fraca onde só chegou ao top10 em apenas duas ocasiões. A sua mudança para a KTM traduziu-se num período incrível onde em 2018 conquistou o título do campoanto mundial de Moto3. No ano de 2020 voltou a mostrar-se em grande nível, tendo no fim da temporada um lugar para si na categoria de Moto2 ao lado de Remy Gardner. Seguiram-se pódios, vitórias e recordes quebrados, só lhe escapou o título mundial para o seu companheiro de equipa no ano de 2021.
Depois de um ano maravilhoso, muitos eram os interessados no piloto espanhol, o que levou a KTM a assegurar-lhe um lugar na categoria principal do motociclismo. Parece-me que estamos perante uma das maiores promessas do MotoGP e se continuar neste trajeto certamente será um dos melhores do mundo, mas só o tempo o dirá, contudo, as comparações com o seu compatriota Marc Márquez já começam a surgir.
Curiosidade: Raul Fernandez teve a melhor temporada de estreia de sempre na Moto2, batendo diversos recordes de Marc Márquez, terminando a apenas quatro pontos de Remy Gardner.
5. REMY GARDNER (23 ANOS)
Welcome back Remy 👋🏻
Grand Prix winning Moto2 star Remy Gardner will move into the MotoGP class next season with Tech3 KTM Factory Racing.#KTM #Tech3 #MotoGP #2k22 #Tech3KTMFactoryRacing #RG87 @MotoGP pic.twitter.com/yBhfs0Lfa4
— Tech3 Racing (@Tech3Racing) June 2, 2021
Por fim e para terminar o leque dos cinco rookies que iremos ter oportunidade de assistir na temporada de 2022, temos aquele que me parece estar mais capacitado para se afirmar na elite do motociclismo, o australiano Remy Gardner, atual campeão do mundo de Moto2.
Costuma-se dizer que filho de peixe, sabe nadar e nesse sentido filho do campeão sabe ganhar. Remy Gardner iniciou a sua carreira no FIM CEV Repsoal no ano de 2013 com a equipa Calvo/Laglisse, onde a sua melhor pontuação foi um quinto lugar que viria a ser logo superado no ano seguinte ao conquistar o seu primeiro pódio. No ano de 2015, o australiano juntou-se à CIP dando o salto para a categoria de Moto2 em 2016.
No ano seguinte, mudou-se para a Tech3 Racing na qual permaneceu até o ano de 2018 que marcaria uma temporada terrível para o piloto com uma lesão grave. Em 2019, mudou-se para a SAN Team e com uma moto mais competitiva conquistou os seus primeiros pódios, contudo falava-se muito na sua falta de consistência que o impedia de lutar por títulos. No entanto, no ano de 2020 teve uma prestação extraordinária onde conseguiu conquistar a sua primeira vitória na categoria de Moto2 e de forma a corroborar o que tinha feito em 2020, no ano passado, Remy Gardner provou ter asas para voar mais alto, ganhando o título de campeão mundial de Moto2 deixando para trás o seu companheiro de equipa Raul Fernandez.
Curiosidade: Remy Gardner é filho do antigo campeão do mundo de 500cc, Wayne Gardner.
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Apresentados os cinco rookies, aquele que para mim parte da “pole position” para brilhar na temporada que está prestes a arrancar é Remy Garnder, não só porque é o atual campeão de Moto2, mas porque parece-me que o seu percurso até aqui o preparou para este momento.
Apesar disso creio que todos poderão ser agradáveis surpresas nesta nova temporada. A minha maior incógnita está em Darryn Binder pois pode ter sido uma passo demasiado precoce, mas só o tempo nos dirá.
E tu, se tivesses de apostar num destes rookies, em qual apostarias?













