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As duas rodas na América

Carolina Neto · 2 min

As duas rodas na América

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Passadas duas semanas do início do campeonato, no Qatar, a classe rainha do motociclismo ruma, este fim-de-semana, às terras do Tio Sam, ou seja, aos EUA. O circuito das Américas, situado em Austin, faz parte do calendário desde 2013 e, segundo as estatísticas, é território de Marc Marquez

Mas antes de esmiuçar o Grande Prémio deste fim-de-semana, recordam-se alguns acontecimentos da corrida do Qatar, até porque pode influenciar o que se passará em Austin.

A Honda, aos comandos de Marc Marquez e Dani Pedrosa, não confirmou o favoritismo, tendo o bicampeão Marquez alcançado, apenas, o quinto lugar na corrida de domingo. Esta posição deveu-se a dois factores: ao erro cometido pelo espanhol logo na primeira volta, que o levou a ter de recuperar algumas posições, e também ao excepcional rendimento da Yamaha, com Valentino Rossi e Jorge Lorenzo, e da Ducati aos comandos de Andrea Dovizioso.

Aliás, o piloto italiano da Yamaha foi o grande vencedor, contrariando deste modo todas as previsões. O próprio disse que a corrida do Qatar tinha sido das melhores da sua carreira. E a verdade é que foi. E foi também a confirmação da vitalidade do «Il Doctore».

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Em 2014, Marc Marquez dominou no circuito das Américas.
Fonte: redbull.com

A corrida do Qatar já é passado para Marc Marquez e para os outros pilotos, e é hora de rumar ao outro lado do mundo para um circuito onde o espanhol é o claro favorito. Contudo, as condições atmosféricas – e convenhamos que são um factor importante -, mostram-se algo diferentes: a chuva parece querer aparecer e tramar o favoritismo de Marc Marquez, que venceu sempre em Austin… mas em piso seco.

Em 2014, o espanhol dominou durante todo o fim-de-semana: fez o melhor tempo em todas as sessões de treino, conseguiu a pole position, terminou a corrida a mais de quatro segundos de distância para o segundo lugar e estabeleceu o recorde do circuito. Uma autêntica máquina.

Apesar do favoritismo de Marquez, tanto os pilotos da Yamaha como da Ducati estão optimistas, considerando que a superioridade da Honda não será, este ano, tão grande como em 2014. No circuito das Américas, a velocidade será um factor importante, e as máquinas da Yamaha e da Ducati já mostraram que são mais fortes que a HRC no que toca à aceleração em recta.

A verdade é que cada Grande Prémio é um mistério. E nem sempre o favoritismo e as estatísticas se confirmam. Não podemos, porém, esquecer-nos de que o facto de a Yamaha e a Ducati terem voltado a ser competitivas só torna o Mundial mais apelativo e mais emocionante para quem segue as duas rodas. E quiçá para conquistar novos adeptos.

A corrida das Américas começa às 20h00 de Lisboa.

Foto de capa: Página de Facebook de MotoGP

Carolina Neto

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