Publicidade

GP Países Baixos: Quartararo cada vez mais líder

Carolina Neto · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CORRIDA: FABIO QUARTARARO VOLTOU A VENCER E REFORÇA A LIDERANÇA DO CAMPEONATO

O mundial de motociclismo voltou ao circuito de Assen, nos Países Baixos, depois da ausência do ano passado devido à COVID-19. As Yamaha estavam na primeira linha de partida, comandada por Maverick Viñales que depois do pesadelo da última corrida, estava a viver um sonho.

Mas ainda assim, o piloto espanhol continua descontente com a sua equipa e moto. Tanto Viñales, como Quartararo pareciam aptos para liderarem a prova deste o primeiro minuto, mas a verdade é que essa faceta coube a Pecco Bagnaia que teve um arranque perfeito e liderou durante várias voltas.

Mas lá atrás vinha um Fabio Quartararo decidido a conquistar a quarta vitória da temporada.

Depois de ultrapassar o piloto da Ducati, o francês da Yamaha impôs mais de três segundos de vantagem e Bagnaia parecia não ter ritmo para acompanhar a M1 de Quartararo. Lá atrás, víamos uma luta intensa pelo pódio entre Nakagami, Viñales, Zarco e Mir, enquanto Miguel Oliveira corria atrás do prejuízo depois de ter perdido várias posições no arranque.

Bagnaia tentava alcançar Quartararo, e acabou por ultrapassar os limites de pista e já sabemos no que isso resulta: uma long lap penalty que o afastou dos lugares do pódio. E quem beneficiou com isso foi Maverick Viñales que se estabeleceu no segundo lugar – o paraíso depois do pesadelo na corrida no GP da Alemanha.

Se as duas primeiras posições pareciam estar entregues, a luta pelo último lugar do pódio foi das mais interessantes deste grande prémio, onde Joan Mir levou a melhor sobre Zarco e Miguel Oliveira. O atual campeão do mundo não subia ao pódio deste Mugello, e teve uma recuperação fantástica: de décimo para terceiro.

Já o português Miguel Oliveira voltou a terminar no top 5, o que lhe valeu mais uns pontos para a classificação geral do mundial de motociclismo onde ocupa a sétima posição a apenas dez pontos de Maverick Viñales.

Foto de capa: MotoGP

PILOTO DO DIA

Maverick Viñales – O espanhol continua a viver um pesadelo na Yamaha, onde continua a não conseguir encontrar bons “feelings” na moto, o que o leva a não conseguir andar na luta pelas vitórias.

Mas parece que durante este fim de semana algo mudou – mais na moto de Viñales do que na sua própria maneira de lidar com tudo o que se passa à sua volta, já que terminou a prova e continuava a abanar a cabeça mostrando algum descontentamento.

Mas depois de terminar em penúltimo no passado fim de semana, este segundo lugar e a pole position de Viñales caíram que nem ginjas na box do espanhol.

DESILUSÃO DO DIA

Pecco Bagnaia – o piloto da Ducati teve um arranque perfeito que o colocou na primeira posição, mas acabou por não ter armas suficientes para lutar mano a mano com Quartararo e Viñales. A sede de vitórias levou-o a forçar em demasia, acabando por ultrapassar os limites de pista – que lhe valeram uma long lap penalty e atirou-o para fora do top 5 deste grande prémio dos Países Baixos.

Carolina Neto

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.