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Oliveira volta a pontuar numa corrida em que a Suzuki foi rainha

Carolina Neto · 3 min

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O mundial de motociclismo voltou às pistas e foi a vez do circuito de Austin, no Texas, receber os pilotos do mundial, e em especial da classe rainha.

Já sabemos, claro, que é impossível prever uma vitória em qualquer corrida de MotoGP. E o grande prémio do Texas não foi exceção por vários motivos: piso degradado, mau tempo, pouca aderência do asfalto… Mas sabemos sempre que os protagonistas poderão ser os mesmos: Marc Márquez, Marc Márquez, Valentino Rossi, Carl Crutchlow, Álex Rins, Maverick Viñales e Andrea Dovizioso.

E é claro que todos estávamos à espera de mais um duelo entre Marc Márquez e Andrea Dovizioso, mas até nos protagonistas o grande prémio das Américas consegue ser único. O piloto da Honda domina o circuito texano há sete anos consecutivos, sendo que já arrecadou seis vitórias e sete pole positions. E este ano podia ter sido tudo muito idêntico, já que o espanhol dominou em todos os treinos.

Só que, mais uma vez, as previsões estavam erradas e foi Álex Rins, piloto da Suzuki, quem deu nas vistas ao travar uma dura batalha com Valentino Rossi, o renascido.

Rins fez história aos comandos da Suzuki
Fonte: MotoGP

Mas antes assistimos à queda de Marc Márquez, na curva 12, quando ia isolado na liderança da corrida. E, apesar de ter sido ajudado pelos comissários de pista, Marquez foi incapaz de regressar à prova, deixando Rossi à frente, seguido de Rins, Miller, Dovizioso e Morbidelli.

As más notícias para a equipa da Honda continuaram e, logo de seguida, Jorge Lorenzo acabou por abandonar a corrida devido a problemas mecânicos. Está a ser um início de temporada bastante difícil para o piloto espanhol.

Lá na frente, a quatro voltas do final, Álex Rins passou ao ataque e conseguiu roubar a liderança da prova a Rossi. O italiano manteve-se atrás do piloto da Suzuki para conseguir estudar o adversário e delinear o motivo exato para devolver o ataque a Álex Rins. Mas, sempre que o piloto da Yamaha tentava ganhar posição através da travagem nas curvas, acabava por alargar em demasia, e quem ficava a ganhar era o homem da Suzuki.

Rins não olhava para trás e, na última volta, um erro de Rossi permitiu ao piloto espanhol ganhar cerca de sete décimas. Apesar da pressão constante do homem da velha guarda, Álex Rins não cedeu e alcançou a sua primeira vitória na categoria rainha e a terceira vitória para a Suzuki, depois das vitórias de Chris Vermeulen en Le Mans (2007) e Maverick Viñales em Silverstone (2016).

Miguel Oliveira (KTM) terminou a corrida no 14.º lugar e voltou a pontuar. O piloto português tinha partido da 18.ª posição, mas acabou por subir algumas posições e beneficiou de uma falsa partida de Maverick Viñales e Joan Mir, que obrigou os pilotos a passarem pelas boxes.

Oliveira ocupa agora o 16.º lugar da classificação geral e continua a alimentar o sonho português no mundial de motociclismo.

“Vamos continuar esta curva de aprendizagem.”
Fonte: Red Bull KTM Tech3

No final da corrida, Oliveira mostrava-se satisfeito com o resultado, apesar de ter tido algumas dificuldades no início da corrida. “Foi uma corrida bastante complicada. Tive um arranque mediano e não consegui recuperar tantas posições quanto gostaria. Mas, assim que consegui apanhar o ritmo, senti-me bem com a mota. E acabámos por terminar dentro dos pontos, que era o nosso objetivo para este fim-de-semana num circuito muito complicado. Saímos de Austin com muitos pontos positivos e continuamos esta curva de aprendizagem”, comentou o piloto ao BnR.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: MotoGP

Carolina Neto

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