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Marc Márquez chegou bem à Espanha, mas uma lesão grave afastou-o do campeonato e, num ano atípico, estar de fora até quase novembro é a “morte do artista”. Por isso, o Bola na Rede traz-te quatro candidatos ao título. Talvez cinco…!
Nota: Não excluir, de todo, o piloto Português da KTM Tech 3. Nem que seja pela vontade que já demonstrou em ser campeão do mundo já em 2020.
Foto de Capa: Repsol Honda Team
Artigo de Carolina Neto e David Pacheco
1.

Fabio Quartararo (Petronas Yamaha SRT) – Incluir o jovem piloto francês da Petronas Yamaha SRT torna-se obrigatório nesta previsão de quem será o novo campeão do mundo, interrompendo o reinado de Marc Márquez que, depois da queda em Jerez, acabou por dizer adeus à presente época.
Quartararo venceu o primeiro grande prémio da época e, apesar dos problemas comuns da Yamaha, tem conseguido alcançar pontos que poderão ser essenciais para as contas finais. Aliás, acho que o francês já percebeu que quando não se consegue vencer, o melhor é terminar a prova nos lugares pontuáveis para ir aumentando a vantagem na classificação geral do mundial.
Relembro que o piloto francês é líder do mundial com 70 pontos.
2.

Brad Binder (KTM Factory Racing) – Poderemos ser loucos ao colocar aqui um rookie como candidato ao título, mas a verdade é que o piloto sul-africano tem dado cartas aos comandos da Red Bull KTM Factory Racing. Venceu a sua primeira corrida no grande prémio da Républica Checa, ocupa neste momento o quarto lugar do mundial com 49 pontos.
É verdade que é um rookie, mas tem conseguido alcançar e pontuar em todas as provas. E é como diz o ditado popular: Grão a grão…
Após Quartararo e Binder, chegamos às Ducati. Uma das motos mais difíceis de pilotar, parece que nas mãos certas podem ficar bem entregues e sem Marc Márquez e a Honda, hipóteses não faltam. Vejamos
3.

Jack Miller (Ducati) – O “puto” novo que vai chegar à moto oficial em 2021 já anda a impressionar na mesma máquina da “raposa velha” de que vamos falar a seguir. Miller, em cinco Grandes Prémios, terminou sempre nos dez primeiros. Apenas tem uma desistência no Grande Prémio da Andaluzia, o que lhe vale o terceiro lugar no campeonato.
Vamos ver como regressa após a lesão no ombro do Grande Prémio da Estíria, porque em forma, Miller é imparável.
4.

Andrea Dovizioso (Ducati) – A “raposa velha” que falava há pouco. Não o nome mais acertado, mas é quem está de saída da Ducati e possivelmente do MotoGP. Dovizioso e a sua experiência podem combater a falta de competitividade que parece assolar a Desmodici da Ducati. Tem a cabeça bem assente na terra e sabe que o campeonato é uma corrida de resistência – por mais curto que seja o campeonato.
Tem sido um dos principais rivais à Honda de Marc Márquez e agora pode ser uma oportunidade de se despedir da moto italiano com uma surpresa. Já só tem três pontos de diferença para o líder Quartararo.
Artigo revisto por Joana Mendes








