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O Rally Dakar 2020 arrancou domingo, dia 5 de janeiro, sendo a sua 42.ª edição. Após três décadas da prova realizada em África e mais uma na América do Sul, a prova é realizada de forma integral na Arábia Saudita, o que marca uma nova “era” da competição.
A edição de 2020 arrancou em Yeda, a segunda cidade mais importante da Arábia Saudita. Nos carros, Nasser Al-Attiyah na Toyota e os Mini Buggy de Stéphane Peterhansel e Carlos Sainz são os grandes candidatos à vitória. Nos camiões, a Kamaz procura mais uma vitória no Rally Dakar. Os SSV prometem, com muitos bons pilotos. Nas motos, o contingente KTM vai tentar revalidar a vitória e o seu domínio no séc. XXI do Rally Dakar.

Uma das grandes novidades no Rally Dakar 2020 é a presença de Fernando Alonso. O piloto vai correr com a Toyota e apesar de estar ciente das dificuldades que irá atravessar, pelo do facto de ser uma novidade para si e pela falta de experiência, assume que não está pronto para obter a liderança, mas espera conseguir obter uma boa posição no final da prova.
CARROS
Na primeira etapa, o lituano Vaidotas Zala, em Mini, conseguiu superar a grande concorrência, terminando a tirada entre Yeda e Al Wajh, na distância de 752 km, com 319 km ao cronómetro, em 3h19m04s. Acabou por ser a grande surpresa da etapa que inaugurou o Dakar.

Fonte: Dakar Rally
Relativamente aos resultados da primeira etapa, o top cinco ficou fechado com Bernhard Ten Brinke (Toyota) e o primeiro lugar pertenceu a Vaidotas Zala (Mini) com 3h19m04s. É de referir também a classificação de Fernando Alonso, a grande novidade da competição, que ficou em décimo primeiro lugar com +15m27s do que o primeiro classificado.
Ainda relativamente à etapa inaugural, a terceira participação de Romain Dumas na prova durou somente 65 km. Um azar que o deixou o piloto francês aquém dos 329 km que a etapa exigia.
No segundo dia de provas, Vaidotas Zala (Mini) – que possui o primeiro lugar na primeira etapa – foi o décimo na segunda etapa e caiu para o quinto lugar da classificação geral.
Stéphane Peterhansel e o português Paulo Fiúza que o acompanha ficaram em 12.º lugar na segunda etapa e “caíram” para o oitavo lugar da geral.
Um dos acontecimentos que marcou este prova foi o facto de Fernando Alonso ter batido numa rocha e danificou uma roda e a suspensão, o que fez com que acabasse o percurso com mais de duas horas e meia de atraso. Ocupa, assim, o 48.º lugar da geral.
No terceiro dia, Carlos Sainz (Mini) apresenta-se como vencedor da etapa, tornando-se o novo líder do Dakar (carros) após vencer
Piloto espanhol foi o vencedor da terceira etapa terceira etapa (Neom-Neom) com 477 km cronometrados realizando o tempo de 3h48m01s
Ricardo Porém (Borgward) foi 22.º nesta terceira etapa, a 41m07s do espanhol, estando no 17.º lugar da tabela final. No quarto lugar da etapa chegou Fernando Alonso (Toyota).
Quarta etapa concluída e Carlos Sainz continua na linha da frente. É de realçar que Stéphane Peterhansel junto com o seu navegador português, Paulo Fiúza, foram os vencedores da quarta etapa do Dakar e ocupam agora o terceiro lugar da classificação geral. Benediktas Vanagas (Toyota) junto com o seu navegador português Filipe Palmeiro ocuparam a 19.ª posição distanciando-se dos vencedores com 36m01s de diferença, encontrando-se agora o em 11.º lugar da “geral”.
Ricardo e Manuel Porém terminaram a mais de três horas de Peterhansel e “cairam” na classificação para o 39.º lugar.
Carlos Sainz (Mini) foi o vencedor da 5.ª etapa do Rali Dakar, entre Alula e Hail. Cumpriu os 450 quilómetros da especial em 3:52.01 horas, à frente do qatari Nasser Al-Attiyah (Toyota), que chegou a 2.56 minutos. O francês Stéphane Peterhansel (Mini) terminou na terceira posição, a 6.11 de Sainz
O dia que antecede o descanso ficou marcada pela vitória de Stéphane Peterhansel e o seu navegador português, Paulo Fiúza, que venceram nesta sexta-feira a sexta etapa do Dakar na prova de carros.
A dupla composta pelo francês e pelo português, (Mini) venceu a segunda prova desta edição realizando um tempo de 4h27m17s nos 477 quilómetros da ligação entre Hail e Riade.
O segundo lugar de Carlos Sainz (Mini) na prova permitiu um avanço do mesmo em relação a Nasser Al-Attiyah (Toyota).

Fonte: Rally Dakar
CAMIÕES
Relativamente à categoria camiões, a sexta etapa do Rally Dakar foi ganha por Andrey Karginov, (Kamaz) consolidando assim a liderança à geral.

Fonte: Dakar Rally
SSV
Dos carros e camiões passamos aos SSV. Esta categoria tem impressionado os adeptos do Rally Dakar. Com várias disputas, até agora já passaram pela liderança da categoria cinco duplas diferentes. Aron Domzala e Maciej Marton foram os primeiros líderes, mas na segunda etapa, caíram para a 38.º posição da geral. Assim, o vencedor da edição de 2019, Francisco ‘Chaleco’ Lopez e Juan Vinagre passaram para a frente.
Mas, mais uma vez, não seguraram essa liderança. Na terceira etapa, tivemos o terceiro líder diferente: Casey Currie e Sean Berriman. A dupla americana usou a sua regularidade para chegar à liderança. Mas, mais uma vez, nos SSV, as batalhas são muito renhidas. E assim sendo, outra dupla chegou à liderança: Jose Lopez e Diego Ortega Gil.
E ao quinto dia do Dakar, novo líder! Sergei Kariakin e Anton Vlasiuk. No sexto dia, na etapa que logou Hail a Riyadh, ‘Chaleco’ Lopez assumiu a liderança.

Caros leitores, pelo que viram, tivemos seis etapas e cinco líderes diferentes. Ao contrário dos camiões ou até das motos, as diferenças na frente são tão poucas, que um erro poderá ser “a morte do artista”. Após o dia de descanso, espera-se uma luta muito renhida por esta categoria do Dakar.
Quanto aos portugueses, Pedro Bianchi Prata é navegador no #404 e encontra-se na sexta posição da geral.

Fonte: Dakar Rally
QUADS

Nos Quads, Ignacio Casalo colocou-se na liderança, logo após a primeira etapa. O chileno daí nunca mais saiu, estando agora com uma liderança de mais de trinta minutos para o francês Simon Vitse e o polaco Rafael Sonik já está a mais de uma hora da liderança.

Fonte: Dakar Rally
MOTOS
Nesta categoria, a KTM tem dominado o Rally Dakar há muitos anos. Toby Price mostrou isso logo na primeira etapa, quando levou a melhor sobre Ricky Brabec em Honda. O australiano da KTM ainda levou uma penalização, pois no fim não conseguiu utilizar o roadbook.
No segundo dia, problemas para Price ditaram que Sam Sunderland, também da KTM, ascende-se à liderança. Para perceberem que a competitividade é muita no Dakar, o pódio foi completamente novo após a segunda etapa. Juntando-se a Sunderland estiveram Pablo Quintanilla na Husqvarna e Kevin Benevidas na Honda.
A terceira etapa chegou e Brabec venceu. O americano procura a sua primeira vitória no Dakar e a primeira vitória da Honda neste século. A partir daqui, o americano foi sempre abrindo vantagem, tendo conseguido vencer a sexta etapa para estar agora na liderança, com mais de vinte minutos de vantagem para Pablo Quintanilla. Price recuperou e já se encontra na terceira posição.

Em termos de pilotos lusos, Paulo Gonçalves lidera a comitiva lusa pela Hero Motorsport. Na estreia da moto no Dakar, Gonçalves teve problemas na etapa três, perdendo muito tempo. Encontra-se a recuperar e já está na 46.º posição à geral. Joaquim Rodrigues, também em Hero, encontrou problemas no primeiro dia de Dakar.
António Maio é o melhor português até agora. O piloto da Yamaha segue na 30.º posição à geral.

Fonte: Dakar Rally
Artigo de opinião de David Pacheco e Helena Escaleira
Foto de Capa: Rally Dakar














