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Cai neve em Nova Iorque, mas na Suécia não caiu, pelo menos não como seria de esperar. O Rali da Suécia é a única ronda com a qual podemos relacionar, verdadeiramente, o inverno. É a única prova que concilia motores quentes e estradas geladas, na qual somos presenteados com altas velocidades, temperaturas muito baixas, aquilo que podemos chamar de “neve a sério” e o salto em Colin’s Crest. Ou pelo menos assim deveria ter sido.
O país que recebeu a competição, este mês, foi surpreendido por temperaturas mais elevadas do que as normais nesta altura do ano. A situação já tinha alarmado a organização da competição pelo facto de impedir a realização da prova em determinados troços e esta acabou por encurtar a mesma (inclusive 21,19 km eliminados do mapa num só dia) para cerca de 140 quilómetros, que se dividiram em nove especiais, sendo que estavam previstas o dobro das mesmas.
Desta forma, a “prova de inverno” realizou-se em condições muito diferentes do habitual, consequência da falta de gelo e neve, porém, nada disto diminuiu o grau de dificuldade da prova.
Ainda assim, as alterações da prova não a fizeram perder a emoção que seria de esperar de um rali. Com a emoção vem a competitividade, o esforço, a demonstração do melhor dos melhores na luta pela vitória e, desta vez, a vitória pertence ao galês Elfyn Evans (Toyota Yaris) que dominou o rali, ganhando metade das especiais. O piloto conquistou este domingo a segunda vitória da carreira ao vencer o Rali da Suécia e encontra-se na liderança do Campeonato do Mundo com 42 pontos, a mesma pontuação que Thierry Neuville (Hyundai).

Fonte: WRC
A verdade é que Evans teve uma prestação firme e a sua vitória acabou por ser previsível, pois o piloto liderou do início ao fim para garantir uma vitória dominante. Evans terminou a segunda de 13 rondas do Mundial com 1h11m43,1s.
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O campeão do Mundo Ott Tänak (Hyundai) terminou na segunda posição, conseguindo os primeiros pontos da temporada. Relembramos que o piloto abandonou a primeira etapa de Monte Carlo após um acidente violento a alta velocidade. Ott Tänak é o sexto classificado no campeonato.
Para além desta boa classificação de Ott Tänak, Kalle Rovanpera (Toyota) também se destacou de uma forma positiva e recuperou o terceiro lugar, que tinha perdido para Sébastien Ogier (Toyota), ao vencer a power stage
Já o finlandês Kalle Rovanpera terminou a 20,2 segundos do vencedor e ganhou 3,9 segundos a Ogier na derradeira especial da prova, e Thierry Neuville, que ocupa o sexto lugar na prova, conseguiu salvar quatro pontos graças ao segundo lugar alcançado na power stage.
Ogier é terceiro, com 37 pontos, seguido de Rovanpera (30). Desta forma, Elfyn Evans lidera a competição e possui o mesmo número de pontos que Thierry Neuville.

Fonte: WRC
E como por vezes os talentos surgem por herança, o filho do antigo piloto Harri Rovanpera, Kalle (Toyota), é considerado por muitos um piloto com um futuro promissor, inclusive visto como um dos futuros pilotos a vencer o Campeonato do Mundo de Ralis. O jovem finlandês ainda conseguiu reaver a terceira posição na prova, depois de se impor na ‘Power Stage’ final, tendo conseguido chegar ao pódio.
E prova que é prova tem sempre peripécias pelo meio, pois até os melhores dos melhores têm, por vezes, azar. O “azarento” em terras suecas foi Jon Armstrong, piloto do Mundial Junior, que se despistou numa zona de alta velocidade ao perder o controlo do carro. Piloto e co-piloto saíram ilesos do acidente.
A competição muda constantemente de cenário e a próxima prova disputa-se entre 12 e 15 de Março, no México. Para já, é esperar pelo mês de Maio para que a competição passe novamente por cá.
Foto de Capa: WRC
Artigo revisto por Joana Mendes












