Última horaEM DIRETO: Francesco Farioli e Pablo Rosario lançam o duelo da Champions League entre FC Porto e PSV
Publicidade

UFC Philadelphia: Gaethje a ser Gaethje

Eduardo Pedrosa Costa · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O UFC Philadelphia trouxe mais uma dose de combates escaldantes. Na madrugada de sábado, assistimos a quatro finalizações nos seis combates do cartaz principal! A luta da noite foi na divisão de peso-leve, entre Edson Barboza e Justin Gaethje, mas as performances de Jack Hermansson e de Paul Craig não passaram por despercebidas.

A grande atração da noite, e o combate principal, foi entre o brasileiro Edson Barboza e o americano Justin Gaethje. Ambos são conhecidos pelos seus instintos finalizadores, por darem tudo o que têm dentro do octógono. Barboza tem 13 finalizações em 20 vitórias, enquanto Gaethje tem 18, em 20. O brasileiro é o único lutador do UFC que já finalizou lutas com pontapés na cabeça, no corpo e nas pernas. O americano nunca foi a uma decisão desde que chegou à promoção: venceu por três vezes por KO (nocaute) e perdeu duas vezes também por KO.

Ambos os lutadores iniciaram a luta a dar tudo o que tinham. Cada golpe deferido era à procura da finalização. Apesar da determinação de Barboza, Gaethje terminou rapidamente com as aspirações do brasileiro: aos 2 minutos e 30 segundos da primeira ronda, o americano acertou um cruzado de direita que deixou Barboza completamente inconsciente. No final do evento, esta luta venceu o prémio de “Luta da Noite” atribuído pela direção do UFC.

O “co-main event” da noite foi entre o americano David Branch e o sueco Jack Hermansson. Branch vinha de uma derrota por KO técnico frente a Jared Cannonier no UFC 230 e procurava regressar às vitórias na divisão de peso-médio. Por sua vez Hermansson vinha inspirado após duas vitórias por finalização consecutivas: por KO técnico frente a Thales Leites no UFC 224, e por submissão via guilhotina contra Gerald Meerschaert no UFC on Fox 31.

Hermansson festeja depois de finalizar David Branch
Fonte: UFC

Quem pestanejou não viu este combate: durou apenas 49 segundos! Nos instantes iniciais Hermansson projetou Branch, e conseguiu o controlo lateral após Branch tentar colocar-se em pé. O sueco agarrou o pescoço do seu adversário de uma forma pouco vista no MMA, e aplicou uma guilhotina bem fechada. Foi a terceira vitória consecutiva de Hermansson, e a segunda finalização por guilhotina seguida. A sua excelente exibição valeu-lhe o prémio de “Performance da noite” atribuído pela direção do UFC.

Josh Emmett e Michael Johnson protagonizaram uma luta intrigante. No total, Emmet lançou 22 golpes significativos em 87, enquanto Johnson lançou 24 em 128. O combate estava demasiado técnico, ambos os lutadores a respeitarem muito o adversário e a não quererem entrar em trocas de golpes agressivas. Emmett procurava mais o erro de Johnson para conseguir acertar um forte cruzado direito em contra-ataque. Johnson planeava movimentar-se longe do adversário, utilizar o direto de forma a usufruir da maior distância de braços que tem. Após quase 15 minutos de combate, Emmett consegue acertar um direto de esquerda no corpo de Johnson, que o fez baixar as mãos. Isto deixou o seu queixo completamente desprotegido, e permitiu a entrada do tal forte cruzado de direita que Emmett procurou toda a noite. Venceu assim por nocaute, aos 4 minutos e 14 segundos da terceira ronda.

A única luta entre duas mulheres no cartaz principal foi entre Karolina Kowalkiewicz e Michelle Waterson.  Waterson vinha de duas vitórias consecutivas frente a Cortney Casey no UFC on Fox 29, e Felice Herrig no UFC 229. Encontrava-se em #9 no ranking da divisão de peso-palha e este combate era uma boa oportunidade para subir alguns lugares, visto que a adversária se encontrava em #6.
A vida de Kowalkiewicz não andava fácil. Desde a derrota contra Joanna Jedrzejczyk, a polaca só venceu duas lutas em seis. À entrada para este combate vinha de uma derrota por KO na primeira ronda frente a Jessica Andrade no UFC 228.

Waterson foi mais ativa durante o combate. A nível de striking lançou 82 golpes, dos quais 64 foram significativos. Em contraste, Kowalkiewicz lançou 77 golpes e 57 desses foram significativos. Waterson conseguiu projetar a polaca por duas vezes, em quatro tentativas.
No final, a decisão foi unânime: Michelle Waterson venceu por decisão.

Paul Craig foi um dos vencedores do prémio “Performance da noite”. Lutou contra o estreante no UFC Kennedy Nzechukwu, e surpreendeu pela positiva com o seu striking. Muitos pensavam que ele ia ser dominado em pé, mas conseguiu ter uma boa estratégia para implementar o seu jogo. Perto do fim da terceira e última ronda do combate, Craig conseguiu meter o seu adversário na sua guarda e aplicou um triângulo, finalizando Nzechukwu.

Por fim, Sodiq Yusuff venceu Sheymon Moraes por decisão unânime. O americano dominou o combate no aspeto do striking: lançou 99 golpes, 73 deles foram significativos; e ainda conseguiu uma knockdown, ou seja, quase nocauteou o seu adversário. Moraes por sua vez, lançou 58 golpes, com 54 significativos. É a segunda vitória de Yusuff no UFC, lutador que espera crescer cada vez mais na divisão de peso-pena.

O próximo evento da promoção será o UFC 236 a 14 de abril. O cartaz é protagonizado por Max Hollway e Dustin Poirier, combate a valer o título interino de peso-leve.

Foto de Capa: UFC

Eduardo Pedrosa Costa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luuk de Jong | O que poderia ter sido no Dragão sem lesões

A passagem de Luuk de Jong pelo FC Porto deixa uma sensação de que poderia ter sido muito mais marcante se as lesões não tivessem surgido pelo caminho. Apesar das dificuldades físicas que enfrentou, o avançado neerlandês demonstrou qualidades que justificavam a confiança depositada nele e que faziam acreditar num contributo importante para a equipa azul e branca. Luuk de Jong é um ponta de lança com características muito próprias. A sua capacidade de jogar de costas para a baliza, a força no jogo aéreo, o sentido de posicionamento e a eficácia na finalização fazem dele um avançado capaz de resolver jogos e oferecer soluções diferentes no ataque. Num clube como o FC Porto, habituado a lutar por títulos e a competir ao mais alto nível, estas qualidades poderiam ter sido fundamentais, sobretudo nos momentos em que a equipa precisava de alguém capaz de transformar cruzamentos e oportunidades em golos.

Miguel Costa · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.