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As Maiores Recordações de Bray Wyatt | WWE

Afonso Viana Santos · 5 min

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A mente mais criativa que a WWE teve desde Chris Jericho foi despedida. Bray Wyatt nunca foi consensual, mas como fã incondicional da sua criatividade no mundo do wrestling, várias foram as recordações que o “Eater of Worlds”, “The Leader of the Wyatt Family”, e “The Fiend” criou.

Estas são as principais.

Foto de capa: WWE

TÍTULOS MUNDIAIS

Vencer um título mundial é o sonho de qualquer lutador e Wyatt teve o luxo de conquistar três deles, o que é um registo relevante.

O problema é que todos esses reinados – um como WWE Champion e dois como Universal Champion – não foram bons e, de certa forma, contribuíram para que a magia de Wyatt se desvanecesse aos olhos de alguns fãs e, como se pôde comprovar, dos próprios responsáveis da WWE.

Três títulos mundiais são conquistas importantes para a carreira de qualquer lutador, mas o legado de Wyatt na WWE nunca será definido pelas mesmas.

RIVALIDADE/EQUIPA COM MATT HARDY 

Colocar Matt Hardy e Bray Wyatt na mesma história fazia sentido em 2018, dada a apetência para fenómenos paranormais que ambos se haviam habituado a protagonizar.

A rivalidade terminou com o combate cinematográfico “The Ultimate Deletion” e deu depois origem à equipa dos “Deleters of Worlds”.

Eram uma parelha divertida e sempre houve imensa química entre ambos. Hardy podia ser aquele que mais se fazia ouvir, mas Wyatt foi essencial para que esta equipa, que conquistou os Raw Tag Team Championships, fosse “WONDERFUL”.

 

BRAY WYATT VS THE UNDERTAKER 

Não sendo dos melhores combates da carreira de ambos, enfrentar “The Undertaker” na Wrestlemania é uma distinção que só cabe a um grupo de lutadores de elite – e Bray Wyatt está entre eles.

Foi um combate satisfatório, cuja história foi totalmente contada por Wyatt, nos Raw, antes da Wrestlemania. Foi também o primeiro combate de “Undertaker”, depois de Brock Lesnar ter conquistado a sua Streak.

Um facto pouco conhecido sobre este embate é o de Bray Wyatt ter lutado com uma lesão no tornozelo, que lhe causou imensas dores durante o combate. Wyatt merece crédito por não deixar que a sua lesão influenciasse o combate.

 

WYATT FAMILY

O personagem de Bray Wyatt “Eater of Worlds”, tal como “The Fiend”, sempre teve imenso potencial e foi tão mal aproveitado pela WWE a um ponto de incompreensão. Por duas vezes, a empresa teve um diamante já polido nas suas mãos, que apenas necessitava de ser bem tratado.

Como líder da “Wyatt Family”, Bray Wyatt introduziu diferentes personagens que nunca haviam sido vistos na WWE. Com um talento natural para as promos e uma qualidade em ringue muitas vezes subvalorizada, Wyatt provou ser especial.

A sua popularidade era também inegável, levando sempre o público a ligar as lanternas dos telemóveis assim que a sua música tocava, criando múltiplas vezes esse visual icónico.

No entanto, a sua incapacidade para vencer quase todas as rivalidades na qual se envolvia denegriu a sua mística e acabou por ser a razão que o levou a “isolar-se” durante meses para criar “The Fiend”.

A Wyatt Family deu ainda a conhecer ao mundo Erick Rowan, Braun Strowman e o recentemente falecido Luke Harper.

WYATT FAMILY VS THE SHIELD 

O melhor combate da qual a Wyatt Family fez parte.

Para se perceber o quão “over” estas equipas estavam antes de se enfrentarem no Elimination Chamber 2014: o público já cantava “this is awesome” antes de o combate começar.

O combate é espantoso, violento, imprevisível e a vitória da Wyatt Family até foi, na altura, uma surpresa agradável que só abrilhantou tudo o que ocorrera antes.

 

THE FIREFLY FUN HOUSE

O vídeo acima simboliza o desenvolvimento mais criativo de uma personagem de wrestling de sempre.

O tom assustadoramente jovial e alegre de Wyatt, as referências ao seu passado (Huskys “The Pig” era Husky Harris e Mercy representava Waylon Mercy, o homem no qual Wyatt se baseara para criar o “Eater of Worlds”) e a introdução cuidada e meticulosa de “The Fiend” foi orquestrada e executada na perfeição.

A Firefly Fun House tornou-se na principal razão para assistir ao Raw e tudo foi graças ao génio incrivelmente criativo de Bray Wyatt.

 

BRAY WYATT VS DANIEL BRYAN 

A certo ponto, Daniel Bryan (no pico da sua popularidade) e Bray Wyatt protagonizaram uma rivalidade intensa, o que fez com que Bryan se juntasse, ainda que brevemente, à Wyatt Family.

Ora, quando Bray e Daniel se encontraram no Royal Rumble 2014, alimentados por uma história cativante, criaram magia.

Um dos três melhores combates, tanto da carreira de Wyatt, como da de Bryan.

THE FIEND

A obra-prima de Bray Wyatt.

Desde a sua estreia se percebeu que “The Fiend” era algo inédito e irrepetível. Uma personagem demoníaca, com várias nuances, que englobava vários elementos, tais como antigas promos de Bray Wyatt e a óbvia inspiração na personagem de banda desenhada “The Joker”.

A música, a entrada, a roupa, a maravilhosa máscara: foram todos elementos que elevaram este personagem a um patamar único.

A maneira como depois foi tratado é conhecida e triste, mas pelo menos deu-nos algo verdadeiramente memorável…

 

FIREFLY FUN HOUSE MATCH

Pode não ser considerado um “combate a sério”; é mais um filme. O que importa é que o confronto entre John Cena e Bray Wyatt na Wrestlemania 36 foi a maior dissecação de um personagem que a WWE já viu.

O “combate” fala das fases da carreira de John Cena, mas também da WWE.

Wyatt aborda tópicos tais como o facto de Cena ter quase sido despedido em 2002, a sua relação falhada com Nikki Bella, e todas as oportunidades que Cena recebeu sem as merecer.

Fala também da “impossível” heel-turn de John Cena, fazendo com que este se juntasse à NWO, explorando assim um universo que nunca deixou de ser imaginário.

Em relação à WWE, Johnny “Large Meat” representa a era da empresa em que, segundo Wyatt, não importava se alguém não possuísse talento nenhum, desde que tivesse enormes músculos espalhados pelo corpo.

É importante também recordar que este combate ocorreu durante a primeira vaga da pandemia da Covid-19. Numa altura coberta de incerteza e apreensão, este combate foi uma luz ao fundo do túnel e, durante esse momento, fez até esquecer toda a pandemia.

Obrigado, Bray Wyatt. Esperemos que ainda não seja demasiado tarde para “Let You In”.

Artigo revisto por Andreia Custódio

Afonso Viana Santos

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