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NXT UK TakeOver: Blackpool – Novos campeões e surpresas em evento memorável

Afonso Viana Santos · 6 min

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A WWE realizou ontem o primeiro NXT UK TakeOver e os resultados foram sensacionais. Um evento que segue o mesmo modelo dos NXT TakeOver, tendo apenas cinco combates, que são mais do que suficientes.

O resultado foi um evento bem feito, sem um mau combate, e com vitórias e aparições inesperadas, que levaram o público britânico à loucura.

Este evento foi um passo importante e firme da WWE para a sua expansão na Europa. Se assim continuarem, mais eventos deste género ficarão na nossa expetativa!

Zack Gibson e James Drake são os primeiros campeões Tag Team do NXT UK

O primeiro combate da noite serviu para coroar os primeiros campeões Tag Team do NXT UK. Sendo este o combate escolhido para abrir o evento, o público estava em alta.

Cedo se percebeu que os Moustache Mountain eram os favoritos do público – receberam a maior ovação da noite assim que entraram em ringue. Já Gibson e Drake eram apupados. 

O combate começou com Tyler Bate e Zack Gibson. Ambos tiveram tempo para brilhar devido ao atleticismo de cada um. Contudo, foi quando Trent Seven entrou em combate que a sua equipa perdeu vantagem.

Gibson e Drake começaram a castigar severamente o ombro de Seven, usando o poste, o ringue e submissões para esse efeito. A certa altura, Drake acertou um elbow na nuca de Seven, que começou a sangrar.

No final do combate, Bate encontrou-se nos ombros de Gibson fora do ringue, e Drake conectou um suicide-dive que virou o jovem inglês do avesso, fazendo-o cair no chão. Depois a dupla heel entrou em ringue e aplicou o Take it to Mayhem num desgastado Seven, que foi suficiente para a vitória.

Confesso que fiquei surpreendido com o resultado. Sendo a equipa preferida do público, pensei que quisessem começar um evento com uma grande ovação. O combate foi bom e demonstrou as qualidades de todos os lutadores envolvidos.

Nota: 7/10

Jordan Devlin lesiona Travis Banks antes do combate e, para o substituir, apareceu Finn Bálor!

Ao longo do dia, Devlin atacou várias vezes Travis Banks, lesionando o seu joelho. Quando este chegou ao ringue, Devlin não lhe deu hipótese e atacou novamente o seu joelho até que Travis fosse declarado inapto para combater.

De seguida, Devlin pede um combate com qualquer lutador irlandês que pense ser melhor do que ele. Aí tocou a música de Finn Bálor. O público explodiu, ninguém estava à espera de que o Demon King marcasse presença no primeiro TakeOver do NXT UK!

O que se seguiu foi um ótimo combate entre treinador e aprendiz. Bálor era, obviamente, a estrela do combate. Devlin não quis ficar atrás e deu tudo o que tinha contra o seu mentor.

Um dos momentos altos foi quando Devlin conectou um drop-kick em Bálor, que estava no topo das cordas, e caiu para o chão. Neste momento, o inesperado quase aconteceu, uma vez que Bálor quase perdia por contagem. 

Durante todo o combate, Devlin esteve ao mesmo nível de Bálor. Foram precisas três tentativas para este finalmente aplicar o Coup de Grâce e conseguir a vitória.

Parabéns aos dois homens que fizeram um dos combates da noite. Mesmo perdendo, não tenho dúvidas de que este combate fez de Jordan Devlin uma estrela.

Nota: 7,5/10

Dave Mastiff leva a melhor sobre Eddie Dennis em combate violento

À entrada para este combate, Dennis vinha numa série de vitórias que terminaram às mãos de Mastiff. Não querendo ficar atrás, Dennis quis provar ser o mais imprevisível dos dois e assim este combate ficou marcado sem desqualificações.

Dennis começou melhor e mostrou ser o mais sádico, uma vez que atacou Mastiff com um kendo stick, e depois aplicou uma manobra incrível que levou o Bomber a aterrar nos degraus de metal.

Mastiff tentava fazer uso da sua força, mas era Dennis quem impressionava. Conseguiu elevar os mais de 150 quilos do adversário sobre os seus ombros e aplicar um Razor’s Edge! No entanto, ia ser preciso mais para terminar com a invencibilidade de Mastiff.

Quando a luta veio para fora do ringue, o chão à sua volta já tinha sido exposto. Mastiff aproveitou isso da melhor maneira ao conseguir conectar um rolling thunder e um senton, que tiraram o ar dos pulmões de Dennis.

Já no ringue, Dennis tentou usar uma mesa que estava num canto, mas falhou. Já Mastiff não vacilou e fez Dennis partir a mesa ao aplicar um canon ball. Esta manobra devastadora foi suficiente para terminar com o combate.

Apesar de ter perdido, fiquei muito impressionado com Eddie Dennis. Parece ser muito magro e alguém que prefere voar pelo ar a usar a sua força. Contudo, ele conseguiu fazê-lo ao agarrar e levantar o gigante Dave Mastiff várias vezes ao longo do combate. Combate esse que cumpriu com o esperado e foi um dos muitos pontos altos da noite.

Nota: 7,5/10

Toni Storm vence Rhea Ripley para se tornar campeã feminina do NXT UK

Este combate foi a desforra da final do torneio que coroara Rhea Ripley como a primeira campeã feminina do NXT UK. Depois dessa noite, Toni Storm vencera o Mae Young Classic e voltava ao Reino Unido para desafiar a sua inimiga.

A campeã começou melhor e focava-se nas costas de Storm, tal como tinha feito no anterior combate entre as duas. Aplicou suplexes e submissões que levaram Storm ao limite. Só até esta conseguir conectar vários german suplexes conseguiu ganhar tempo e castigar a adversária. 

Após uma troca de socos, as duas mulheres aplicaram o seu finisher. Primeiro Ripley conectou o Rip Tie e Toni aplicou o Storm Zero, mas nada disto terminara o combate. Foi preciso Toni Storm surpreender Ripley e aplicar um segundo Storm Zero para vencer o combate e o título. 

Foi uma vitória merecedora para Toni, mas Ripley não fica atrás. Este foi apenas o segundo combate que vi dela, mas já sou fã do seu look, da sua personagem e do seu carisma. Ainda tem 22 anos e, tanto ela como Storm, são duas estrelas que garantirão o futuro da divisão feminina da WWE.

Nota: 7/10

Pete Dunne é levado ao limite por Joe Coffey, mas continua campeão 

Este foi, de longe, o combate da noite. Pete Dunne levava 603 dias como UK Champion, mas, devido às últimas semanas, parecia que o seu reinado estava em perigo de terminar às mãos de Joe Coffey.

O início do combate foi controlado por Pete Dunne, que fez uso do seu estilo metódico e sádico para castigar tanto as mãos, como o tornozelo do adversário. Coffey estava em dificuldades. O campeão provou ser um lutador completo ao usar um misto de força, técnica e agilidade.

No entanto, Coffey começava a explodir e usava a sua força para desgastar Dunne. Conseguiu aplicar um boston-crab, um power-slam fora do ringue e uma power-bomb na berma do mesmo. Tudo isto fez com que Dunne se começasse a preocupar com as suas costas, mas também com o seu título.

A meio do combate houve um momento incrível com uma troca de cabeçadas entre os dois. Depois, Dunne pegou em Coffey e aplicou o Bitter End. No entanto, o combate não ficaria por aí e, de seguida, Coffey aplicou o Best for the Bells, que quase o coroou como campeão.

Após um segundo Bitter End, Coffey foi inteligentemente para fora do ringue. Depois, subiram os dois ao topo das cordas e Coffey sofreu uma queda feia contra a barreira de proteção. 

De volta ao ringue, Dunne aplicou um terceiro Bitter End, do qual Coffey também escapou! O campeão não perdeu tempo e, de seguida, prendeu a mão de Coffey e quase lhe partiu os dedos até este desistir, terminando assim o combate.

Nota: 8,5/10

Quando este evento histórico parecia ter terminado, começou a tocar uma música. E aí apareceu WALTER. Um lutador sensacional do circuito independente, que fez a sua estreia no NXT UK e já está de olhos postos em Pete Dunne. Esta foi a forma perfeita de terminar um ótimo evento, deixando os fãs a pedirem por mais NXT UK TakeOvers.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: WWE

Afonso Viana Santos

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