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2018 esteve longe de ser um ano perfeito para a WWE. O acordo com a Arábia Saudita criou muitas dúvidas, Brock Lesnar ainda é campeão, e os ratings dos programas semanais têm vindo a descer consideravelmente. A empresa também se pode queixar de azar, sobretudo devido ao afastamento de Roman Reigns.
Assim, a divisão masculina do main-roster não teve um bom ano. Tirando AJ Styles, foram poucos os lutadores que criaram momentos inesquecíveis e combates fantásticos. Mas, felizmente, a WWE alberga o melhor talento feminino de todo o mundo, e o NXT continua a provar ser a melhor brand de toda a empresa (como se vai perceber ao longo desta lista).
Dito isto, aqui estão os melhores combates da WWE em 2018!
10.

Women’s Royal Rumble Match – Royal Rumble – Este ano foi um dos mais importantes para a divisão feminina. Primeiro combate Elimination Chamber, primeiro combate Last Woman Standing, e o primeiro PPV dedicado à divisão. Mas tudo começou no Royal Rumble.
Foi uma boa noite para combates Royal Rumble, uma vez que ambos foram memoráveis, e este acabou por ser o main-event! Esteve repleto de lutadoras do passado, cada uma com o seu momento, e o facto de Stephanie McMahon estar nos comentários ajudou a que o combate fosse mais especial.
Das surpresas, destaco Michelle McCool, que teve uma grande ovação, Beth Phoenix também desfrutou de um bom momento quando entrou e fez frente a Nia Jax, e o face-off entre Sasha Banks e Trish Stratus.
No final, ganhou a lutadora que mais merecia. Asuka eliminou por último Nikki Bella e fez história. Não só continuava a sua invencibilidade como traçava o seu próprio caminho rumo à Wrestlemania. E o melhor ficou guardado para o fim, com a estreia de Ronda Rousey na WWE.
9.

Ronda Rousey e Kurt Angle vs Stephanie McMahon e Triple H – Wrestlemania – Foi um ano fantástico para Ronda Rousey. Provou ser uma excelente wrestler e teve o melhor ano de estreia de qualquer lutadora na história da WWE. No entanto, poucos diriam que a sua estreia em ringue seria o melhor combate de toda a Wrestlemania deste ano.
Este combate Tag Team era muito esperado, mas ninguém imaginava que fosse tão bom como acabou por ser. Nenhum dos envolvidos era lutador a tempo inteiro e, sendo a estreia de alguém que nunca praticara wrestling profissional, as expectativas não eram as mais altas.
No entanto, a química entre todos foi fantástica. Ronda foi a verdadeira estrela, mas Kurt Anlge também teve um bom momento quando aplicou o Angle Lock em Stephanie! Já Triple H teve o seu momento quando fez frente a Ronda e esta acabou por surpreendê-lo de forma espectacular.
Foi a melhor introdução na WWE que Rousey poderia desejar. Fez dela imediatamente uma estrela e demonstrou merecer o lugar de destaque que foi tendo ao longo do ano.
8.

WarGames Match – NXT Takeover: WarGames – Que dizer deste combate? Foi um caos frenético, um variado uso de manobras e armas à disposição, mas mesmo assim com uma história bem contada. Algo que a WWE às vezes tem tanta dificuldade em fazer, o NXT fá-lo muitas vezes e bem!
Na minha opinião, todos os lutadores envolvidos neste combate têm chance de se tornar estrelas enormes, mas para mim os melhores posicionados para isso são Adam Cole e Ricochet. E não foi por acaso que o combate começou com eles.
Após os Undiputed Era terem usado algumas tácticas “sujas”, todos os lutadores brilharam. Os Undiputed Era como um grupo, e a outra equipa de forma individual. Para além do Tower of Doom que envolveu sete lutadores, o maior destaque vai para o incrível Ricochet, que fez um Duplo Moonsault do topo da jaula!
No final, a vitória foi para a equipa face e merecidamente. Após terem estado em desvantagem numérica grande parte do combate, a vitória assentou-lhes bem e foi um final perfeitos para PPV’s do NXT em 2018.
7.

Men’s Royal Rumble Match – Royal Rumble – É o segundo combate Royal Rumble da lista, mas merecidamente. Penso ter sido o melhor deste género nos últimos cinco anos. Houve surpresas, momentos fantásticos e um vencedor que todos queriam!
No início do combate, o principal destaque foi Heath Slater. Sempre que tentava entrar no ringue era atacado e quando finalmente Sheamus lhe fez a vontade e o atirou lá para dentro foi imediatamente eliminado pelo próprio Slater. Foi hilariante e criou, provavelmente, o melhor momento da carreira de Heath Slater.
No entanto, os “grandes nomes” só entraram a partir de meio do combate. Quero destacar as estreias no main-roster de Andrade “Cien” Almas e de Adam Cole, que receberam grandes ovações. Dos retornados, Hurricane teve um bom momento com John Cena, mas o grande destaque foi Rey Mysterio, uma vez que ninguém esperava que este aparecesse.
No fim, Shinsuke Nakamura eliminou John Cena e Roman Reigns para garantir uma vitória histórica e a hipótese de lutar pelo título da WWE, na Wrestlemania.
Este combate foi excelente e demonstrou tudo o que queremos num Royal Rumble: entusiasmo, retornos inesperados, excitação e um justo vencedor!
6.

Johnny Gargano vs Tommaso Ciampa – NXT Takeover: New Orleans – Esta rivalidade foi, sem sombra de dúvida, a melhor do ano. Ficou em espera após uma longa lesão de Ciampa, mas, quando este regressou, ficou marcado um combate Unsactioned, significando que valia tudo. E se Johnny Gargano perdesse, teria que abandonar o NXT.
Com tudo isto em jogo, o combate seria sempre fantástico. Teve momentos brutais, como o suplex de Ciampa do topo da mesa de comentadores, ou o power-bomb de Gargano que levou Ciampa ao cimento exposto.
O final foi especialmente bem feito. Gargano ia atacar Ciampa com uma canadiana, mas hesitou, olhou para ele, e pensou por tudo o que passaram juntos. Quando se sentou ao lado dele, quase a pedir perdão, Ciampa tentou atacá-lo com a sua knee-brace. Mas Gargano percebeu isso e contra-atacou usando essa mesma knee brace para aplicar uma submissão que lhe deu a vitória.
O final emocional deu um toque especial ao combate, e o público explodiu de alegria quando Johnny Wrestling submeteu Ciampa e garantiu o seu lugar no NXT. Mas a rivalidade estava longe de terminar e quem diria que conseguiriam criar um combate ainda melhor do que este.
5.

AJ Styles vs Shinsuke Nakamura – Money in the Bank – Não vou mentir, esta rivalidade deixou um pouco a desejar. Não pela heel-turn inesperada de Nakamura (que fez o seu papel muito bem), mas porque os dois nunca tiveram um combate tão bom e incrível como o que tiveram na NJPW dois anos e meio antes.
Por isso, não estava com muitas expectativas para este combate Last Man Standing, que encerrou a rivalidade. No entanto, acabou por ser fantástico. Teve a dose certa de brutalidade e incerteza que era desejada.
Um dos momentos altos foi o Kinshasa de Nakamura nas mesas de comentários. Mas nem isso nem um low-blow foram suficientes para o japonês ganhar o título.
Após trabalhar o joelho de Nakamura durante uma boa parte do combate, Styles aplicou o seu Phenomenal Fore-Arm através da mesa de comentários, o que foi suficiente para garantir a contagem de 10.
Pode não ter sido um combate de cinco estrelas, mas foi um final perfeito para a longa rivalidade e deu mais uma vitória ao excelente reinado de AJ Styles como campeão da WWE.
4.

Andrade “Cien” Almas vs Johnnny Gargano – NXT Takeover: Philadelphia – No início do ano, Johnny Gargano estava destinado a conquistar o título do NXT e o primeiro NXT Takeover de 2018 parecia o local ideal para o fazer. Mas este encontrou Andrade “Cien” Almas mais forte que nunca e com todo o momento do mundo desde que conquistara o título.
Este combate foi fabuloso porque trouxe ao de cima o melhor de cada lutador. Foi surpreendentemente técnico, mas com uma agilidade fantástica dos dois. Como se pôde comprovar quando Almas foi ao topo da corda arriscar um moonsault, Gargano desviou-se, mas, assim que aterrou de pé no ringue, Almas aplicou logo outro moonsault que surpreendeu toda a arena.
Ao longo do combate, Gargano esteve muito perto de vencer mais do que uma vez. No entanto, o seu pescoço causava-lhe problemas, e Almas aproveitou isso com um double-knee na berma do ringue, contra o poste. Após esta manobra devastadora, Almas ainda aplicou o seu Hamerlock DDT do topo das cordas para conseguir a vitória.
Apesar do resultado despontante para Johnny Wrestling, o público aplaudiu de pé os dois homens, que lutaram ao longo de 30 minutos. Após o combate, Tommaso Ciampa regressou para atacar o ex-amigo e lançar uma rivalidade que ficará na história do NXT.
3.

Adam Cole vs Velveteen Dream vs Lars Sullivan vs EC3 vs Ricochet vs Killian Dain – NXT Takeover: New Orleans – Este Ladder Match foi agendado para coroar o primeiro NXT North American Champion e foi, na minha opinião, o melhor combate deste género que a WWE fez nos últimos cinco anos. Para além disso, contou com a estreia em ringue de Ricochet no NXT.
Dos lutadores envolvidos, tenho de dizer que Killian Daine foi impressionante. Possui uma agilidade, que lhe permite fazer suicide-dives, e força suficiente para pegar em dois homens de 100 quilos sem se esforçar muito.
Mas todos brilharam. Ricochet teve uma óptima estreia devido aos voos e à agilidade a que já nos habituara; Velveteen Dream é fantástico em tudo o que faz (e ainda só tem 23 anos!); Adam Cole é dos lutadores mais carismáticos de todo o mundo; Lars Sullivan é um monstro legítimo, capaz de rivalizar com qualquer adversário; e EC3, para além do seu look, é um excelente wrestler.
É impossível destacar todos os spots incríveis do combate. Dream aplicou um incrível Purple Rainmaker Elbow do topo de um escadote. Quando Ricochet estava a ser empurrado do topo de um escadote, aterrou de pé nas cordas e aplicou um moonsault para fora do ringue. Lars Sullivan partiu um escadote ao usar EC3 e Dream, e logo de seguida Daine fez o mesmo com Cole e Ricochet.
No final, o vencedor foi Adam Cole (BAY-BAY!), o que gerou uma grande ovação do público. Mas, após o combate incrível que nos deram, a vitória assentaria bem a qualquer um.
2.

Becky Lynch vs Charlotte Flair – Evolution – O Summerslam foi um dia histórico para Becky Lynch. Desde então, tornou-se a maior estrela de toda a WWE, com um apoio fantástico dos fãs, e provou ser realmente “The Man”.
Este combate tinha todos os ingredientes de um verdadeiro clássico. Peço desculpa a Ronda Rousey, mas este foi o verdadeiro main-event do Evolution. Duas lutadoras que desde o início fizeram parte da revolução feminina na WWE. De grandes amigas, a melhores inimigas, este combate foi o ponto máximo da revolução iniciada há mais de três anos.
Com a estipulação de Last Women Standing, as duas lutadoras deram tudo o que tinham. O combate foi verdadeiramente violento, devido ao uso de cadeiras, escadotes e kendo sticks. A certa altura, parecia que Charlotte ia ganhar, após aplicar um swanton-bomb que quebrou uma mesa, e um Figure-Eight com auxílio de um escadote.
Mas Lynch conseguiu recuperar e parecia ter ganho o combate após um leg-drop do topo de um escadote que quebrou a mesa de comentadores. Mas Charlotte conseguiu levantar-se antes da contagem de 10. O final do combate chegou quando Lynch aplicou um power-bomb, do topo das cordas, que levou Charlotte atravessar uma mesa que estava fora do ringue. Foi um momento brutal e o final perfeito para um dos melhores combates de sempre da divisão feminina da WWE.
1.

Tommaso Ciampa vs Johnny Gargano – NXT Takeover Chicago – Brutal. Fantástico. Emocional. Fabuloso. O melhor combate de 2018.
É difícil arranjar formas de descrever este combate. Estamos a falar de dois homens que se odiavam há um ano. Ciampa lesionara Gargano mais que uma vez e até a mulher deste magoou-se, devido à insanidade do “Blackheart”.
Com a estipulação de Chicago Street Fight, os dois passaram 30 minutos a tentar destruir o adversário. O pescoço de Gargano era uma preocupação, e Ciampa focou-se em lesioná-lo ainda mais. Já Gargano só se focava em vencer o seu maior inimigo a qualquer custo. Todo o combate foi impressionante, e a certa altura Ciampa fez algo pouco visto e “expôs” o ringue ao tirar o tapete que o protege e expondo assim a madeira que suporta todo peso do ringue e dos lutadores.
Mas o que destaca este combate de todos os outros nesta lista é o final. Os dois lutadores subiram a rampa e foram para a zona de produção. Do topo de uns caixotes, Ciampa tirou o anel de casamento de Gargano e atirou-o para o meio do público. Mas Gargano surpreendeu-o, pegou nele, e saltou para aplicar um white-noise que quebrou duas mesas que estavam no chão. Este momento foi incrível e parecia mesmo que o combate não ia ter vencedor, uma vez que Ciampa estava a ser ajudado por médicos para ser levado a um hospital.
Enquanto isso, Gargano reparara no desaparecimento do seu anel e a sua raiva começou a aumentar. Ele não ia deixar que Ciampa escapasse daquela forma. Afastou todos os médicos e levou o seu ex-melhor amigo para dentro do ringue. Aí prendeu-lhe as mãos com umas algemas, aplicou um número incalculável de super-kicks e o Gargano Escape. Após ser levado para fora do ringue por “oficiais” do NXT, atacou-os e quis voltar a entrar. Mas quando estava na berma, Ciampa apanhou-o e aplicou um DDT na madeira exposta do ringue. A este ponto, ninguém se lembrava que o combate ainda não acabara, o público só queria ver Johnny Wrestling a destruir Tommaso Ciampa. Mas quando este fez o pin e o árbitro contou até três, o choque foi visível em toda a arena.
Gargano ficara cego de raiva, o que o levou a cometer um erro que lhe custou o combate. Este final emocional e chocante foi fantástico e um que ficará na nossa memória durante muitos anos. É por isso que o considero o melhor combate da WWE em 2018.
Foto de Capa: WWE
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro









