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Survivor Series – Raw esmaga SmackDown Live

Afonso Viana Santos · 6 min

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O Survivor Series deste ano será relembrado pois o Raw destruiu a (suposta) competição que o SmackDown Live apresentou. Todos os combates do evento acabaram em vitória para a brand vermelha, que provou, pelo terceiro ano consecutivo, ser a melhor da WWE.

Em termos de wrestling, foi mais um bom evento, mas que não deslumbrou. Houve bons combates e momentos chocantes que podem resultar em storylines muito interessantes para o futuro.

Nota do evento: 7/10

Team Raw (Mickie James, Nia Jax, Sasha Banks, Tamina e Bailey) venceu Team Smackdown (Carmella, Asuka, Naomi, Mandy Rose e Sonya Deville) – Women’s 5 on 5 Survivor Series Elimination Match

No primeiro combate da noite, as divisões femininas de cada brand mediram forças. Este começou com algumas eliminações rápidas: uma tendência que iria repetir-se ao longo da noite.

No entanto, o público só ficou verdadeiramente interessado quando Asuka e Sasha Banks se encontraram frente a frente. Ambas deram um verdadeiro espectáculo, foram o maior destaque de todo o combate e deixaram ficar no ar a possibilidade de se encontrarem novamente no futuro. 

Entretanto, Nia Jax atacou a própria companheira, Sasha, permitindo que Asuka a eliminasse através do Asuka Lock. Depois, bastou Nia Jax entrar em ringue, aplicar um Samoan Drop em Asuka e dar a primeira vitória da noite para o Raw.

O combate (tal como o evento) não surpreendeu e apenas Asuka e Sasha puderam mostrar aquilo que realmente valem. De resto, foi Nia quem saiu por cima. Esta vai enfrentar em breve Ronda Rousey pelo título feminino.

Nota do combate: 6/10

Seth Rollins consegue vencer Shinsuke Nakamura

De seguida, tivemos o embate entre os campeões mid-card. Naquele que já se esperava ser o verdadeiro main-event da noite, Seth Rollins e Shinsuke Nakamura não desiludiram e proporcionaram um combate que correspondeu ao talento de cada um.

O início foi muito interessante, uma vez que ambos apostaram nos jogos mentais para levar a melhor sobre o adversário. Sendo já um especialista neste campo, Nakamura começou melhor após fazer uso dos seus joelhos.

Rollins tentava recuperar, mas não encontrava resposta para o Strong Style de Nakamura. Apenas quando conectou três suicide dives é que ganhou alguma vantagem. A partir daqui, o combate aumentou o ritmo.

Ambos começaram a dar tudo o que tinham e, após um Kinshasa na nuca, Nakamura parecia ter ganho, mas Rollins escapou do pin no último segundo. Após uma troca de golpes, Rollins ganhou tempo suficiente para aplicar o Stomp e sair vitorioso.

Apesar da derrota, Nakamura mostrou todo o seu talento e provou que ainda merece mais um combate pelo título da WWE. Rollins, por sua vez, ganha moral após umas semanas difíceis, já se podendo preparar para enfrentar Dean Ambrose no TLC.

Nota do combate: 8/10

AoP (Akam e Rezar) surpreenderam os The Bar (Sheamus e Cesaro) para saírem vencedores

As melhores Tag Team da WWE enfrentaram-se num bom combate, que sofreu pelo pouco tempo que teve e pelo final bizarro.

Os AoP começaram melhor e fizeram uso da sua força para infligir dano em Cesaro. Foi preciso Sheamus entrar para equilibrar as contas e, após um Brogue Kick, a vitória parecia ser certa.

No entanto, Drake Maverick salvou o combate para os Aop. Depois, tentou fugir de Sheamus, mas foi ao encontro de Big Show. O que se seguiu foi uma tentativa de comédia, suficiente para Sheamus ser surpreendido pelos adversários, que aproveitaram a oportunidade para saírem vencedores.

Confesso que esperava mais deste combate pois creio que, com mais tempo, as duas equipas podiam ter dado espectáculo.

Nota do combate: 5,5/10

Buddy Murphy reteve o seu título com sucesso ao vencer Mustafa Ali

No único combate que não opunha Raw e SmackDown, Buddy Murphy punha o seu título em jogo pela primeira vez contra Mustafa Ali. Os dois lutadores tiveram bastante tempo disponível e acabaram mesmo por surpreender ao realizarem um ótimo combate.

De início percebeu-se que Murphy era o mais forte dos dois, por isso, Ali teria de recorrer à sua agilidade para vencer o título. Foi esse o seu plano, começando melhor o combate ao aplicar golpes vistosos e devastadores. 

Murphy teve de esperar pela sua oportunidade, até que conseguiu empurrar Ali do topo das cordas contra a barreira de proteção. No entanto, mais uma vez surpreendendo o campeão, Ali aplicou um frankensteiner que quase lhe deu o título. Contudo, acabou por ser Murphy a levar a melhor ao aplicar dois powerbombs e o Murphy’s Law para a vitória.

Penso que este combate excedeu as expetativas de muitos e acabou mesmo por ser um dos destaques da noite.

Nota do combate: 8/10

Team Raw (Bobby Lashley, Drew McIntyre, Braun Strowman, Dolph Ziggler e Finn Bálor) venceu Team Smackdown (Samoa Joe, Jeff Hardy, Shane McMahon, The Miz e Rey Mysterio) – Men’s 5 on 5 Survivor Series Elimination Match

Seguiu-se um dos combates mais esperados da noite, que infelizmente não cumpriu todas as expetativas. Para já, Samoa Joe foi eliminado após um Claymore de McIntyre. É verdade que é o seu finisher, mas o combate nem ia em um minuto e um dos melhores lutadores do SmackDown não precisava de sair tão cedo.

Após a primeira eliminação, Strowman e McIntyre começaram a atacar-se. Deste modo, o SmackDown aproveitou para colocar Strowman fora de jogo, com Shane a acertar um Elbow Drop na mesa de comentadores. 

De seguida, foi Bálor a atacar McIntyre, mas depois de entrar em ringue, teve a oportunidade de o partilhar com Rey Mysterio. Os dois proporcionaram os melhores momentos do combate, sendo que o lutador mascarado conseguiu vencer Bálor após o 619.

Bastou Strownman recuperar e acabar por eliminar o resto da Team SmackDown praticamente sozinho. Este vai agora ter mais uma oportunidade para enfrentar Brock Lesnar pelo título Universal.

Nota do combate: 6/10

Ronda Rousey vs. Charlotte Flair terminou de forma chocante

Este combate opôs as duas melhores wrestlers de cada marca. Após a lesão de Becky Lynch, Charlotte foi a escolhida para a substituir e levar Ronda Rousey de vencida.

O início do combate foi bastante físico, com as duas mulheres a apostarem na força e na técnica para levarem a adversária ao chão. Neste capítulo, foi Charlotte quem levou a melhor, começando logo a focar-se no joelho de Rousey. Já esta, tentava atacar o braço de Charlotte.

Rousey estava em claras dificuldades após começar a sangrar da boca, dando a Charlotte a oportunidade de aplicar um longo Figure Four. Após conseguir chegar à corda, Ronda conseguiu montar uma boa ofensiva e tentou aplicar o seu Armbar várias vezes, mas sem sucesso. 

Caminhando para o fim do combate, Charlotte deu tudo o que tinha ao conectar um spear monstruoso, que colocou Rousey em sofrimento. Isto também não foi suficiente para acabar com a sua invencibilade. Só quando a acção veio para fora do ringue é que Charlotte perdeu a cabeça e atacou Rousey com kendo sticks e uma cadeira, deixando-a em muito mau estado.

Desta forma, o “combate de sonho” terminou abruptamente, mas não tenho dúvidas de que veremos uma desforra no futuro.

Nota do combate: 6,5/10

Daniel Bryan leva Brock Lesnar ao limite

O main-event foi também outro dream-match, um que nunca pensámos que viesse a acontecer e que acabou por ser um bom final para o Survivor Series.

Logo de início, Daniel Bryan tentava desconcentrar Brock Lesnar com mind-games. Bastou a Besta aplicar um german-suplex para começar a dominar o combate. A cada golpe, Bryan parecia ficar cada vez mais desgastado e a vitória para Lesnar parecia iminente.

Após um F-5, o árbitro preparava-se para contar até três, mas Lesnar tirou Bryan do pin. Grande erro. Assim que teve oportunidade, Bryan acertou um golpe baixo e um Running Knee que quase lhe dava a vitória. Brock Lesnar estava agora em sérias dificuldades e Bryan renascia das cinzas.

Apesar de já ter sofrido muito, Bryan dava tudo o que tinha. Pontapés ao joelho, suicide-dives, e dropkicks alimentavam o sonho de conseguir a vitória chocante. Mais uma vez, conectou um Running Knee e aplicou o Yes Lock, mas nada disto derrotou Brock Lesnar.

Bastou este levantar-se para pegar em Bryan e aplicar um segundo F-5, que lhe deu a vitória. Apesar do low-blow, Bryan deu uma ótima réplica e levou a Besta ao limite. Apesar da lentidão inicial, o combate ganhou o ritmo desejado e acabou por ser um bom final para o evento.

Nota do combate: 7/10

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: WWE

Afonso Viana Santos

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