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WWE Elimination Chamber: Domínio de Shayna Baszler

Afonso Viana Santos · 6 min

WWE Elimination Chamber: Domínio de Shayna Baszler
Foto: WWE

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O que estava há muito previsto foi, finalmente, confirmado: na Wrestlemania, Becky Lynch enfrentará Shayna Baszler pelo Raw Women’s Championship. Infelizmente, o combate no WWE Elimination Chamber, que confirmou esse tal combate, acabou por ser o pior da noite, muito devido à sua previsibilidade.

O evento até começou da melhor maneira, mas a qualidade do que era demonstrado em ringue foi diminuindo ao longo do mesmo, o que fará com que este evento não seja recordado com bons olhos no futuro.

Nota do evento: 7/10

DANIEL BRYAN E DREW GULAK PROTAGONIZAM MELHOR COMBATE DA NOITE

Um duelo, no mínimo, curioso abriu o evento, com um campeão mundial, por cinco vezes, a enfrentar o antigo Cruiserweight Champion. Confesso que este embate despertou a minha curiosidade e, pode-se dizer, que as minhas expectativas foram cumpridas.

A técnica foi o factor dominante do início do combate, onde Gulak levou muitas vezes a melhor sobre Daniel Bryan, mostrando ter a lição bem estudada. Aquilo de que gostei mesmo neste combate foi o facto de os dois homens terem conseguido pegar num estilo que pode, por vezes, ser aborrecido e torná-lo num combate divertido.

O combate teve alguns momentos assustadores, dos quais se destaca o german aplicado por Gulak, que fez Bryan aterrar com a nuca no tapete.

Quando Drew pensava ter o combate ganho, Bryan surpreendeu-o com o Yes! Lock e venceu, após Gulak ter perdidos sentidos.

Nota do combate: 8/10

O UNITED STATES CHAMPIONSHIP CONTINUA COM ANDRADE

O combate começou com o campeão a todo o gás, mas Carrillo não demorou a responder com os seus pontapés.

Após alguns momentos de equilíbrio, Humberto aplicou um super-hurricanrana que não foi suficiente para derrotar o campeão.

Após várias trocas de pins, Andrade conseguiu mesmo vencer após um small-packcage, onde agarrou nas calças de Humberto, deixando este furioso com o árbitro. Mas o combate já acabara e o título manteve-se com “El Ídolo”.

Nota do combate: 7,5/10

THE MIZ E JOHN MORRISON AINDA SÃO CAMPEÕES DE EQUIPAS

Chegávamos ao primeiro combate Elimination Chamber da noite, no qual sabíamos, de antemão, que a última equipa a entrar em combate seria a de Robert Roode e Dolph Ziggler, uma decisão que retirou muito do entusiasmo desta estipulação.

Após a entrada da Lucha House Party, as coisas começaram a animar, sobretudo, quando Gran Metalik aplicou um swanton nos dois membros dos New Day.

Os campeões foram a quarta equipa a entrar em acção, mas foi Metalik quem se voltou a destacar quando aplicou um hurricanrana do topo de uma das pods.

Em penúltimo lugar, entraram os favoritos do público – os Heavy Machinery – e, após Lince Dorado aplicar um incrível 450 splash do topo da jaula, Otis eliminou Metalik.

Quando Ziggler e Roode entraram em combate, foram imediatamente um alvo para os Heavy Machinery, muito devido ao facto de Dolph ter arruinado o encontro entre Otis e Mandy Rose.

Após Tucker aplicar um swanton inacreditável em cima de todos os lutadores, Otis pôde, finalmente, pôr as mãos em Ziggler. No entanto, quando tentou ir contra ele, Dolph desviou-se e Otis saiu disparado para fora da chamber.

Com Tucker desamparado sem o seu colega de equipa, este não demorou muito até ser eliminado do combate. E, após Roode e Ziggler terem seguido o mesmo caminho, restavam três equipas.

Os New Day foram os primeiros a sucumbir quando Kofi tentou um crossbody do topo da pod que não terminou da melhor maneira, culminado com a sua eliminação. Restavam Miz e Morrison e os Usos.

Quando os campeões isolaram um dos membros da equipa samoana e aplicaram um duplo pin, com a ajuda das cordas, para manterem os seus SmackDown Tag Team Championships.

Nota do combate: 7,5/10

UNDERTAKER DEIXA AVISO PARA A WRESTLEMANIA

Seguia-se um combate baseado numa rivalidade construída nas últimas duas semanas. E, tendo em conta o que acontecera no último Raw, tratava-se de um No DQ Match, onde era previsível a eventual interferência de Luke Gallows e Karl Anderson.

Aleister Black começou por dominar AJ Styles com os seus pontapés, mas os OC rapidamente entraram em cena. Deste modo, permitiram que o seu líder conseguisse utilizar um kendo stick e uma cadeira, focando-se na perna de Black.

Após aplicar o Calf Crusher, Styles ameaçou um Tombstone, mas Black não o permitiu e conectou o meteora fora do ringue e através de uma mesa.

Após uma segunda interferência dos OC, o combate parecia estar perto de terminar, mas não da maneira esperada.

Sempre que se ouve o som de um sino, o público da arena entra em histeria, e esta não foi excepção. Undertaker emergiu das trevas para atacar Gallows e Anderson, e depois aplicar um chokeslam em Styles.

Após o “Deadman” desaparecer, Aleister ainda aplicou o Black Mass que confirmou a sua vitória.

Nota do combate: 7,5/10

STREET PROFITS CONTINUAM NA ONDA VITORIOSA

Após uma grande entrada dos campeões na arena, estes começaram por dominar Murphy com relativa facilidade. De resto, foi preciso os Viking Raiders virem em auxílio dos campeões para retirarem os AOP da zona à volta do ringue.

De seguida, tanto Dawkins como Ford sofrera um duplo superkick e Seth Rollins mostrou as suas habilidades quando reverteu um frog splash para um pin, que foi inconsequente.

Depois assistimos a um incrível Tower of Doom, mas foi a presença de Kevin Owens que determinou o resultado deste combate.

Após distrair Rollins com o seu balde de pipocas, ficou a ver Murphy sofrer um splash de Montez Ford, que terminou com o combate.

Nota do combate: 7/10

SAMI ZAYN É O NOVO INTERCONTINENTAL CHAMPION

Confesso que não tinha muitas expectativas para este combate, porque nunca me atraiu o conceito de um lutador defender um título num combate Handicap.

Ainda assim, Strowman até começou melhor, mas, rapidamente, deixou de conseguir ter resposta para a força dos números.

Nakamura foi quem mais castigou o então campeão Intercontinental, com um sleeper e dois Kinshasa (um deles contra o poste).

A partir daí, Strowman não conseguiu fazer muito mais e Zayn capitalizou após uma combinação entre um suplex e um Helluva Kick.

Na minha opinião, Zayn já merecia ganhar um título relevante. Por outro lado, há dois ou três anos atrás, Strowman teria vencido um Handicap Match com relativa facilidade. Infelizmente, penso que o seu potencial continua a ser desperdiçado.

Nota do combate: 7/10

DESEMPENHO IMPECÁVEL DE SHAYNA BAZLER

Qualquer fã que tenha visto este combate não terá dúvidas nenhumas de que Baszler foi a única estrela do mesmo, eliminando todas as adversárias com relativa facilidade e confirmando a sua posição, como a adversária mais perigosa de Becky Lynch, no momento.

Do início do combate, há que destacar apenas o crossbody de Sarah Logan em Runy Riott e Natalya. Depois Shayna entrou em acção.

Usando sempre a mesma combinação de manobras, que terminava com o Kirifuda Clutch, eliminou as lutadoras uma a uma. Ainda houve um embate interessante entre esta e Asuka – as duas maiores NXT Women’s Champions de sempre –, mas a japonesa não esteve à altura da brutalidade da “Queen of Spades”.

De resto, este combate sofreu um pouco com o cansaço do público, que nunca demonstrou muito interesse ao longo do mesmo. Também acabou, infelizmente, por ser o combate mais previsível da noite.

Nota do combate: 6,5/10

Foto de Capa: WWE

Artigo revisto por Joana Mendes

Afonso Viana Santos

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