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O Royal Rumble 2020 pode muito bem ter sido o melhor evento do género desde 2004, devido a regressos chocantes, aos combates e à vitória final e inesperada, foi mesmo uma noite incrível.
O destaque vai para Charlotte mas, principalmente, para Drew McIntyre, que teve um desempenho notável que lhe valeu um lugar na Wreslemania. No entanto, muito mais aconteceu neste fantástico evento.
Nota do evento: 8/10
ROMAN REIGNS CONQUISTA O REINO DE KING CORBIN
Um combate caótico para abrir as hostilidades, uma vez que a maior parte da acção ocorreu fora do ringue (não fosse este um Fall Count Anywhere Match).
Corbin foi quem começou melhor, fruto de dois chokeslams nas mesas de comentadores. O caos instalou-se rapidamente, já que os dois lutadores foram até às mesas de comentadores em várias línguas, onde Reigns aplicou dois Samoan Drops.
Infelizmente, Ziggler e Roode não se demoraram a envolver na acção, mas foram prontamente interrompidos pelos Usos, que equilibraram as contas.
Quando os dois lutadores foram para o topo do banco de suplentes do estádio, foi Reigns quem melhor se adaptou às condições e aplicou o Superman Punch, seguido do Spear para a vitória.
Nota do combate: 7,5/10
CHARLOTTE É A “QUEEN” DO ROYAL RUMBLE
O primeiro Royal Rumble da noite começou com Alexa Bliss e Bianca Belair em ringue e a primeira surpresa da noite não demorou a chegar, já que em terceiro lugar veio Mighty Molly. Após várias entradas, Lana foi a primeira a ser eliminada às mãos de Liv Morgan, que foi depois eliminada por Lana.
Até ao número 10 (que foi Sonya Deville), não havia muito a destacar, a não ser Otis a ajudar Mandy a ficar em combate, após aparecer debaixo do ringue. De seguida, foi Bianca Belair a ficar em evidência quando eliminou a sexta lutadora do combate (Tamina), quebrando assim o recorde de mais eliminações num Royal Rumble feminino.
Bianca estendeu esse recorde até às oito eliminações, até ela própria ser eliminada às mãos de Charlotte Flair.
Daqui até ao final, há que destacar o regresso de Beth Phoenix e a salvação incrível de Naomi (onde tirou uma página dos livros de Kofi Kingston e John Morrison). Infelizmente, Santina Marella também marcou presença, mas essa durou pouco tempo, até que chegámos à trigésima lutadora: Shayna Baszler.
O final foi entre esta, Natalya, Phoenix e Charlotte. Após Beth trair a sua amiga, esta também foi eliminada. De seguida, Charlotte não demorou muito a eliminar Baszler e a vencer o combate.
A vitória foi mais do que merecida, mas o confronto final entre Baszler e Flair poderia ter sido um pouco mais longo, de modo a aumentar a tensão. Ainda assim, no geral, foi um bom combate.
Nota do combate: 8/10
BAYLEY CONTINUA O SEU REINADO HISTÓRICO
Bayley tem desempenhado o seu papel de heel de forma impressionante e já contava com um reinado de 247 dias, tendo agora como desafio uma mulher que a derrotara há duas semanas – Lacey Evans.
Este combate deixou algo a desejar, até porque teve bons momentos, na sua maioria protagonizados por Bayley, desde às suas manobras menos vistosas, mas eficazes, às provocações para a filha de Evans, que estava na primeira fila.
Após Lacey falhar um moonsault do topo das cordas, Bayley fez o pin rapidamente, agarrou na gear da adversária e manteve o SmackDown Women’s Championship.
Nota do combate: 7/10
O REINADO DE TERROR DE THE FIEND CONTINUA
As expectativas para este combate não eram muitas por se tratar de um Strap Match, mas os dois lutadores tiveram um desempenho impressionante.
The Fiend não demorou a dominar, usando bem a strap que prendia os dois. Mas Bryan surpreendeu quando aplicou o Running Knee, sendo, no entanto, pouco eficaz.
Mas Bryan não desistia e voltava a atacar com um ddt na mesa de comentadores. Quando ia, novamente, aplicar o Running Knee, Wyatt surpreendeu-o e aplicou um Sister Abigail incrível, mas que não terminou com o combate.
Bryan ainda aplicou o LeBelle Lock e um segundo Running Knee, mas não teve resposta para a combinação do uranage com a Mandible Claw, que o colocou a dormir.
Daniel Bryan teve uma performance incrível, fazendo o público acreditar que ele podia ser o próximo Universal Champion. Mas no final, prevaleceu a força e invencibilidade de The Fiend.
Nota do combate: 7,5/10
THE MAN CONSEGUE A SUA VINGANÇA
Becky Lynch queria vingar a derrota do ano passado para a “Empress of Tomorrow” o mais rápido possível, mas foi Asuka quem começou melhor, aproveitando o nervosismo da campeã.
Quando as duas foram para a berma do ringue, Becky aplicou um front-suplex que causou danos significativos em Asuka. Mas The Man não ficou por aí, aplicando um dropkick e o Beck-sploder.
As duas lutadoras voltaram à berma do ringue e desta vez foi Asuka que aproveitou a situação ao conectar o Hip-attack contra o poste do ringue. De seguida, a japonesa pôs em evidência o seu conhecimento em submissões e castigou Lynch com um armbar e o Asuka-Lock.
Quando, finalmente, Becky teve algum tempo para respirar, Asuka tentou provocar uma distracção para aplicar a green-mist. Mas o tiro saiu-lhe pela culatra uma vez que Becky se desviou e, não perdendo tempo, aplicou o Disarm-Her que terminou com o combate.
Nota do combate: 7,5/10
McINTYRE VENCE O ROYAL RUMBLE E EDGE ESTÁ DE VOLTA
Chegávamos ao combate mais esperado da noite e, como anunciado, Brock Lesnar começou o Royal Rumble. De seguida, veio Elias, que começou a cantar, mas Lesnar não tinha paciência para o ouvir e eliminou-o num abrir e fechar de olhos.
De seguida, todos os lutadores que entraram foram imediatamente eliminados pela “Besta”: Erick Rowan, Robert Roode, John Morrison.
De seguida, apareceram Kofi Kingston, Rey Mysterio e Big E, que formaram uma aliança interessante e que quase derrotava Lesnar. Mas este recuperou rapidamente e eliminou os três. Até esse momento, o combate pertencia-lhe.
Cesaro, Shelton Benjamin e Shinsuke Nakamura (que já enfrentara Lesnar em 2006, num combate pela NJPW) foram os seguintes que tentaram a sua sorte, mas falharam. Depois MVP provocou um dos choques da noite ao regressar, mas isso não lhe valeu de muito quando entrou no ringue com Lesnar.
De seguida, ocorreu um confronto interessante: Keith Lee e Braun Strowman entraram em combate e o ringue encheu-se de massa humana. Mas, como até aí, Lesnar eliminou os outros lutadores, atingindo o recorde de eliminações num 30-Man Royal Rumble Match: 13 no total.
O número 15 foi Ricochet, que aguentou até ao número 16, Drew McIntyre. Enquanto este olhava Lesnar nos olhos, Ricochet aplicou um low-blow no WWE Champion, que depois foi eliminado pela Claymore de McIntyre. Estava feito o primeiro grande momento de uma noite inesquecível para o escocês.
Após não ter problemas em eliminar Ricochet e The Miz, o ringue começou a ficar preenchido com as entradas de AJ Styles, Dolph Ziggler, Karl Anderson e de… Edge!
O Rated-R-Superstar protagonizou um regresso memorável que irá ficar na história do Royal Rumble, e não demorou a aplicar o seu Spear. De seguida, após a entrada de King Corbin, Edge eliminou AJ Styles.
Matt Riddle foi o número 23, mas, após uns escassos segundos, foi eliminado por Corbin, sendo este eliminado por Edge, que não demonstrava nenhuma ferrugem no ringue. No número 25, veio Randy Orton e a equipa Rated-RKO voltou a formar-se por mais uma noite.
Ainda vieram Roman Reigns, Kevin Owens, Aleister Black, Samoa Joe e Seth Rollins, que se fazia acompanhar pelos AOP e Buddy Murphy.
Estes não demoraram em ajudar o Monday Night Messiah a eliminar Black, Joe e Owens, mas estes três responderam e deixaram Rollins sem a ajuda dos seus seguidores.
Seth ainda tentou reatar os laços de amizade com Reigns, mas este respondeu com um Superman Punch e Rollins foi eliminado por McIntyre.
E assim, restavam quatro: Randy Orton, Edge, Roman Reigns e Drew McIntyre.
Os Rated-RKO voltaram a dominar, aplicando um Spear, um Rko e um duplo RKO em McItyre. No entanto, quando as coisas estavam a correr bem, Orton tentou atacar Edge. Este apanhou-o, e após um aparente entendimento entre os dois, o regressado eliminou Orton. De seguida, foi Reigns que, após uma luta intensa na berma do ringue, eliminou Edge. Restavam Reigns e McItyre.
Drew não demorou a aplicar o Claymore e aproveitou a oportunidade para eliminar Roman e vencer o Royal Rumble Match!
Este combate foi fantástico e muito bem feito. Mesmo a primeira metade foi fantástica, apesar da pouca acção em ringue. Depois, o regresso de Edge foi incrível e todos os legítimos vencedores foram deixados para a segunda metade do combate, o que foi muito inteligente, uma vez que só aumentou a tensão em volta do final.
Final esse que foi inesperado, mas muito merecido para Drew McIntyre. Finalmente, após todos estes anos, terá a sua primeira oportunidade por um título mundial, e logo na Wrestlemania. Resta saber quem será o seu adversário.
Nota do combate: 9/10
Foto de Capa: WWE
Artigo revisto por Joana Mendes









