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A WWE realizou este sábado o Super Show-Down na cidade australiana de Melbourne. Digno de um live event bastante especial, e à semelhança de anteriores eventos, foi um cartaz composto por momentos muito interessantes.
A maior parte dos combates foram agradáveis de assistir, com destaque para o último capítulo da rivalidade entre Undertaker e Triple H, o embate brutal entre AJ Styles e Samoa Joe e as ótimas receções para as IIconics e Buddy Murphy, que conquistou o Cruiserweight Championship, entre muitos outros.
Acima de tudo, foi um evento que entreteve e que cumpriu com o seu propósito. Foi um bom esforço por parte da WWE e, acima de tudo, um evento histórico para a empresa, pela simbologia em torno do último embate entre Undertaker e Triple H.
Nota do evento: 14/20
The New Day (Kofi Kingston e Xavier Woods) © derrotaram Cesaro e Sheamus (WWE Smackdown Tag Team Championship)

Fonte: WWE
Xavier Woods e Kofi Kingston representaram os New Day, num combate interessante para abrir o evento. Os candidatos tentaram por tudo que Kingston não fizesse o tag em Woods, procurando dominar e ganhar os títulos do Smackdown pela primeira vez.
No entanto, não foram bem-sucedidos, porque os campeões conseguiram reverter a ofensiva dos candidatos e chegar à vitória, com um Trouble in Paradise em Sheamus e um golpe conjunto em Cesaro para consolidar a defesa do cinto com sucesso.
Já vimos um melhor produto vindo destas equipas e, neste evento, o combate foi razoável, sem nada de muito especial a acontecer. A vitória dos New Day era previsível, apesar da expetativa no combate em si ser elevada.
Nota: 12/20
Charlotte Flair derrotou Becky Lynch © por desqualificação (WWE Smackdown Women’s Championship)

Fonte: WWE
O segundo combate em PPV entre Becky Lynch e Charlotte Flair não desapontou e fez jus à história que as duas têm construído. Técnico como se esperava, Becky e Charlotte superiorizaram-se uma à outra e contaram uma história incrível em ringue.
Becky tentou fugir com o título, mas Charlotte apanhou-a no Figure Eight e foi, de imediato, travada com um ataque instintivo com o título, causando a vitória por desqualificação. Passada com a situação, a filha de Ric Flair atacou a antiga melhor amiga como sinal de revolta, mas Becky não se deixou levar e ficou por cima no segmento.
Apesar do final inconclusivo, fez sentido na história em si e mantém em aberto a rivalidade excecional entre Charlotte e Becky, que deverá ter mais um capítulo no primeiro evento feminino, Evolution.
Nota: 15/20
John Cena e Bobby Lashley derrotaram Kevin Owens e Elias

Fonte: WWE
Um dos bons momentos do Super Show-Down foi o regresso de John Cena aos ringues para fazer equipa com Bobby Lashley para defrontar a dupla de Elias e Kevin Owens.
A exibição foi maioritariamente carregada por Lashley, que tentou aguentar a ofensiva heel. Esta dinâmica teve lugar durante a maior parte do combate. No entanto, e como era esperado, John Cena entrou no ringue, para uma boa reação, fez os seus golpes habituais, a que juntou o Six Move of Doom que aprendeu na China e garantiu a vitória. E nada mais aconteceu, além da sua habitual promo numa altura tão especial como esta.
Gostei da dinâmica em si e contaram uma boa história em ringue. Owens e Elias fizeram um ótimo trabalho e gostava que tivessem direito a mais tempo de qualidade na programação. Esperava que Cena fizesse mais em ringue e, desse ponto de vista, foi a parte mais negativo do combate. De resto, cumpriu com o propósito de dar um bom momento aos fãs e especialmente a Bobby Lashley e ao regressado John Cena.
Nota: 13/20
The IIconics (Peyton Royce e Billie Kay) derrotaram Asuka e Naomi
A jogar em casa, por serem naturais da Austrália, as IIconics foram bem recebidas e alcançaram uma vitória calorosa e importante sobre Asuka e Naomi, que têm ficado por cima nos últimos episódios do Smackdown.
O combate foi curto e, apesar do bom momento para as IIconics, as expetativas não eram muitas e a vitória das australianas era mais do que esperada. Ainda assim, foi agradável de assistir.
Nota: 11/20
AJ Styles © derrotou Samoa Joe (No Countout, No Disqualification Match pelo WWE Championship)
Um dos grandes combates em perspetiva colocou frente a frente o campeão da WWE AJ Styles e o “Destroyer” Samoa Joe, que se encontraram pelo terceiro PPV consecutivo, desta vez num No Contout, No Disqualification Match.
O combate foi bastante físico e disputado a uma intensidade incrível, como se esperava à partida. Samoa Joe fez de tudo para ganhar o título, mas a inteligência de AJ Styles foi mais forte e submeteu o candidato à dor imensa de desistir enquanto sofria o Calf Crusher. Fez jus a toda a história e serviu para terminar esta rivalidade de forma épica.
Foi um dos melhores combates do evento e, apesar do favoritismo de Samoa Joe, ainda não foi desta que o longo e incrível reinado de AJ Styles terminou.
Nota: 17/20
Ronda Rousey e The Bella Twins (Brie e Nikki Bella) derrotaram The Riott Squad (Ruby Riott, Liv Morgan e Sarah Logan)

Fonte: WWE
Depois de um combate incrível, os ânimos acalmaram com o duelo de trios entre a Riott Squad, as Bella Twins e a Raw Women’s Champion Ronda Rousey.
As expetativas não eram as melhores, mas, ainda assim, o combate não foi mau. Foi muito centrado em Ronda Rousey, que deu a tão esperada vitória para a sua equipa assim que entrou em ringue, com um Double Armbar em Morgan e Logan de grande qualidade. Porém, o processo da entrada de Rousey em ringue tardou a acontecer pelo ótimo trabalho da Riott Squad em imobilizar as adversárias o máximo possível. No entanto, e como esperado, acabaram por sofrer a derrota.
Pela forma como o combate foi construído, deu para entender algum desconforto entre Rousey e as Bella Twins, que tudo fizeram para ter todo o protagonismo. Segundo os rumores, é muito provável que algo mais concreto irá acontecer entre a campeã e as gémeas, principalmente Nikki Bella, para o Evolution.
Nota: 11/20
Buddy Murphy derrotou Cedric Alexander © (WWE Cruiserweight Championship)

Fonte: WWE
Tal como as IIconics, o australiano Buddy Murphy também teve uma ótima receção e o calor do público, juntamente com o imenso talento, permitiu-lhe ganhar o Cruiserweight Championship perante uma plateia incansável e que não parou de cantar pelo seu nome. Alexander fez de tudo para reter o título e com um excelente adversário pela frente construiu um combate estrondoso, onde foi visível a enorme química entre os dois atletas.
Com spots de grande qualidade e bem coordenados, foi outro dos melhores embates do evento e mostrou o verdadeiro material de que o 205 Live é feito. Após Murphy se ter escapado do Lumbar Check, que deixou Alexander incrédulo, o campeão não teve outra hipótese senão perder para o menino de Melbourne, que celebrou de forma efusiva e muito potenciada pelo público presente. Como disse, ótima exibição e um resultado esperado, mas construído de forma muito boa.
Nota: 16/20
The Shield (Roman Reigns, Seth Rollins e Dean Ambrose) derrotaram Braun Strowman, Drew McIntyre e Dolph Ziggler

Fonte: WWE
O segundo embate entre trios colocou frente a frente os seis homens que têm dominado a programação do Raw.
A exibição foi crescendo a cada momento e culminou de forma brutal, com Dean Ambrose a aplicar o Dirty Deeds em Dolph Ziggler quando os restantes membros estavam imobilizados e fora do ringue. A história girou em torno de Ambrose e se este se virava contra os atuais parceiros. A equipa heel incentivou a esse momento, mas o “Lunatic Fringe” não cedeu e deu um grande momento para a sua equipa e para o Universo WWE.
Daqui para a frente, os desenvolvimentos em torno de Ambrose poderão tornar-se realidade, mas, para já, os Shield levaram a melhor. As próximas semanas deverão estimular ainda mais a rivalidade entre as duas equipas, que não irá ficar por aqui.
Nota: 15/20
Daniel Bryan derrotou The Miz (Number #1 Contender pelo WWE Championship)

Fonte: WWE
A longa rivalidade entre Daniel Bryan e The Miz teve mais um capítulo no Super Show-Down, mas com uma oportunidade pelo WWE Championship em jogo. As expetativas eram muito fortes, mas a WWE resolveu tornar a situação mais simples do que se pensava inicialmente.
Até este sábado, The Miz tinha declarado que Bryan só conseguiria vencer se roubasse de alguma forma. E foi isso que aconteceu! Quando se preparava para o Skull Crushing Finale, Bryan foi mais esperto e aplicou o roll-up, garantindo a vitória num combate com apenas dois minutos e segurando uma oportunidade pelo WWE Championship no Crown Jewel.
Na perspetiva da história, estes desenvolvimentos adequam-se. No entanto, se tivermos em conta o combate, já vimos muito melhor entre Bryan e Miz. Não fiquei desiludido, mas sim ansioso pelos próximos desenvolvimentos.
Nota: 14/20
Triple H derrotou The Undertaker (No Disqualification Match)

Fonte: WWE
Independentemente do contexto ou da forma física dos lutadores em causa, Undertaker vs. Triple H com Kane e Shawn Michaels em ambos os cantos vende bilhetes de qualquer forma e foi exatamente o que aconteceu com o Super Show-Down, um evento construído maioritariamente em torno destas quatro personalidades e de toda a sua história.
O combate foi ótimo, com um ou outro pormenor que denunciou a falta de competitividade mais regular em ambos os lados. Contou com a brutalidade necessária e suficiente para potenciar um bom espetáculo e uma dose um pouco excessiva de interferência por parte Shawn Michaels.
Fiquei com a sensação de que Triple H só venceu graças a HBK e, em parte, foi essa a direção tomada. Desde que perdeu para Brock Lesnar e Roman Reigns na WrestleMania, ver Undertaker perder têm se tornado banal na WWE, o que não é de todo positivo para um lutador que teve uma das mais impressionantes ondas invictas da história da empresa. Apesar de tudo, a vitória de Triple H acabou por surpreender e encaixar bem na longa história entre os dois, que contou com mais vitórias de Taker do que do “King of Kings”.
A celebração final foi algo para ficar na história da empresa para todo o sempre e uma imagem da marca do que foi esta rivalidade. O ataque dos Brothers of Destruction aos DX não me surpreendeu e clarificou os rumores de um Tag Team Match no Crown Jewel, em novembro. Assim espero que aconteça, mas, para já, fica o ótimo espetáculo proporcionado por todos os intervenientes.
Nota: 16/20
Foto de capa: WWE















