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WWE TLC: Kabuki Warriors vencem e Daniel Bryan está de volta

Afonso Viana Santos · 5 min

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O TLC começou muito bem com dois combates de alta qualidade. Mas com o decorrer do evento, a mesma foi-se desvanecendo e só voltou no combate principal.

Outra coisa boa a retirar do TLC foi a sua duração: apenas três horas e alguns minutos foram suficientes para o PPV e, na minha opinião, deveria ser duração normal dos eventos “secundários” como este.

Ainda assistimos a um regresso inesperado, mas não assistimos a nenhuma mudança de títulos.

Nota do evento: 7/10

GRANDE COMBATE A ABRIR O EVENTO

O TLC começou da melhor maneira com um Ladder Match pelos SmackDown Tag Team Championships dos New Day, que enfrentavam os Revival.

Como esperado, Kingston esteve em evidência devido à sua agilidade, que lhe permitiu aplicar um tonado-ddt vindo das cordas, seguido do Trouble in Paradise. Mas os Revival não demoraram a responder e aplicaram um Shattered Machne no ex-campeão da WWE do topo do escadote.

Quem também não demorou a responder foi Big E, que aplicou um spear através das cordas para fora do ringue, e um Big Ending do topo do escadote.

Mas os Revival também se evidenciaram quando Scott Dawson conectou um suplex em Big E em cima do escadote, seguido de um splash de Wilder que quebrou esse mesmo escadote.

O final ocorreu quando Kofi tirou Dawson do topo do escadote utilizando os títulos, e, de seguida, retirou os mesmos vencendo o combate para a sua equipa.

Nota do combate: 8/10

ALEISTER BLACK E BUDDY MURPHY DEMONSTRAM A SUA QUALIDADE

Muitos fãs (incluindo eu) tinham altas expectativas para este combate por envolver dois lutadores com imenso talento, mas que ainda não se destacaram no main-roster.

Ambos começaram com jogos psicológicos, que serviram de aperitivo para o que aí vinha.

Black demonstrou as suas habilidades de striker ao aplicar diversos murros e pontapés. No entanto, Murphy respondeu ao fazer o adversário cair em cima das escadas do ringue, quebrando o seu nariz.

O momento alto ficou reservado para o final. Murphy prendera a cabeça de Black no canto e aplicou quatro superkicks seguidos de uma powerbomb. Após Black escapar do pin, Murphy voltou a atacar, conectando uma série de golpes incríveis que culminaram com o brain-buster. Ainda assim, Aleister sobreviveu.

Após uma troca de golpes, o lutador holandês aplicou o Black Mass vindo do nada, que terminou de vez com o combate.

Nota do combate: 8/10

THE OC RESPONDERAM AO DESAFIO DOS VIKING RAIDERS

O reinado dos Viking Raiders não tem sido nada de especial. Desde que conquistaram os títulos só enfrentam competição local no Monday Night Raw e, claro, não demoram muito a vencerem os seus combates.

Portanto, quando se soube que iriam defender os seus títulos contra os The OC, esperou-se que podiam conquistar a sua primeira vitória convincente enquanto campeões.

No entanto, após um combate algo interessante, mas que não deslumbrou, o mesmo terminou em empate por contagem fora do ringue.

Mais um final desapontante num reinado que, também ele, começa a sê-lo. Resta-nos esperar por um futuro melhor.

Nota do combate: 6/10

KING CORBIN VENCE ROMAN REIGNS EM COMBATE DESINTERESSANTE

Seguiu-se um TLC Match, que, ao contrário do que Michael Cole disse, não é o mesmo combate que se estreou no Summerslam 2000. No confronto que opunha o Big Dog e o King, valiam todas as armas e só se podia vencer por pin ou submissão. Ainda assim, não foi nada de especial.

Corbin dominou a maior parte do combate, o que se traduziu num ritmo muito lento e que aborreceu o público, mesmo quando Corbin aplicou um chokeslam através de uma mesa. E quando Reigns parecia que ia recuperar após um Samoan Drop na mesa de comentadores, foi atacado por diversos lutadores.

Primeiro surgiu Dolph Ziggler, depois a “segurança pessoal” de Corbin e, finalmente, os Revival. Ora contra a força dos números, Reigns não pôde fazer nada e perdeu após um shattered Machine e o End of Days.

Nota do combate: 5,5/10

DANIEL BRYAN APÓS COMBATE ESTRANHO ENTRE WYATT E THE MIZ

The Miz dominou a maior parte deste combate e Wyatt, quanto mais dano sofria, mais parecia gostar.

O campeão Universal recuperou e aplicou dois Sister Abigail (um deles fora do ringue) para vencer o A-Lister.

Este combate foi muito estranho devido à aparente falta de noção de Wyatt e aos seus pedidos constantes por sofrer mais, mas acho que isso era mesmo o objectivo.

Nota do combate: 6/10

Quando parecia que The Fiend ia fazer uma aparição, surgiu Daniel Bryan, com um look que fez lembrar os seus tempos na Ring of Honor.

Após um breve ataque a Bray Wyatt, este simplesmente desapareceu e Bryan ficou a celebrar com o público o seu regresso.

O PESADELO DE RUSEV CONTINUA

De seguida tivemos a implosão da rivalidade mais pessoal actualmente na WWE.

Um dos momentos mais impressionantes do combate ocorreu quando Lashley aplicou um chokeslam em Rusev para cima de uma barreira de metal, deixando as costas do búlgaro em muito mau estado.

Este ainda recuperou ao conectar um Machka Kick, mas, após interferência de Lana, Lashley aproveitou a oportunidade de aplicar um suplex em Rusev através de uma mesa, terminando de vez com o combate.

Nota do combate: 7/10

KABUKI WARRIORS CONTINUAM A SER AS WOMEN’S TAG TEAM CHAMPIONS

Pelo segundo ano consecutivo, o TLC fechou com o combate feminino que envolveu Asuka, Becky Lynch e Charlotte Flair. A diferença para o ano passado, é que este ainda contou com Kairi Sane e tratava-se de um Tag Team TLC Match.

As Kabuki Warriors começaram por demonstrar a sua inteligência ao prenderem Becky Lynch a um escadote. No entanto, Charlotte não permitiu que a sua equipa perdesse o combate desse maneira.

Rapidamente, vimos mesas a partirem-se: Lynch aplicou um leg-drop do topo das cordas em Kairi Sane através de uma mesa; Sane respondeu com um splash em Flair e Becky (infelizmente dessa vez, a mesa não se partiu); e Charlotte aplicou uma powerbomb em Sane através de outra mesa.

Apesar da vitória, este combate não acabou da melhor maneira para Kairi, que sofreu uma concussão durante o mesmo. O facto de ela ainda se ter esforçado a terminar o combate é um feito incrível e que merece ser aplaudido.

Asuka veio em auxílio da sua equipa e aplicou um powerbomb incrível em Charlotte Flair, que voou do topo das cordas através de uma mesa que estava fora do ringue.

De seguida, a Empress of Tomorrow subiu um escadote e conseguiu retirar os Women’s Tag Team Championships.

Nota do combate: 8/10

Este combate foi a melhor maneira de terminar com o evento. Ou melhor, teria sido, não fosse uma luta entre todos o balneário vindo para o meio do público. A mesma só terminou quando Roman Reigns aplicou um Spear em Corbin para cima de todos os lutadores.

Foto de Capa: WWE

Artigo revisto por Joana Mendes

Afonso Viana Santos

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