Slalom Gigante em Esqui Alpino: Arthur Hanse cumpre e Hirscher duplica a conta

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Depois de não ter terminado nenhuma das duas provas em que competiu em Sochi 2014, Arthur Hanse voltou aos Jogos Olímpicos com algo a provar a si mesmo e aos portugueses e, com mais quatro anos de experiência, apontava a um lugar no meio da tabela em Slalom e Slalom Gigante, provas do Esqui Alpino em que voltava a participar. O esqui alpino é uma prova contrarrelógio de descida de montanha em velocidade, com passagens obrigatórias por pórticos.

Para a prova de Slalom Gigante, a primeira das duas com presença lusa, o maior favorito era inequivocamente Marcel Hirsher, líder da Taça do Mundo de Esqui Alpino tanto em Geral como na disciplina e já vencedor do ouro na prova de Combinado Alpino. Entre os seus adversários, Henrik Kristoffersen era o mais cotado, ainda que somente Alexis Pinturault e Stefan Luitz tenham conseguido ficar à sua frente em provas de Slalom Gigante na Taça do Mundo deste ano. No entanto, o alemão falhou as Olimpíadas por lesão, privando a disciplina de um dos seus melhores intérpretes.

Logo na primeira manga, o suíço assumiu a liderança com uma boa vantagem com Pinturault a ocupar a 2ª posição a 0,63 segundos e mais quatro homens a menos de 1 segundo do líder. Bem mais para baixo, Kristoffersen foi apenas 10º e perdia já 1,31 segundos para Hirscher. A segunda descida fez-se a menor velocidade e viu Kristoffersen estabelecer um tempo forte e ir subindo na classificação à medida que os adversários iam descendo e se mostravam incapazes de o bater.  O surpreendente italiano Ricardo Tonetti que foi 4º na primeira ronda sem ninguém contar, caiu e viu esfumarem-se as hipóteses do sonho da medalha olímpica. Finalmente, faltavam apenas Pinturaul e Hischer para disputar a vitória com Kristoffersen. O francês fez um tempo aquém, apenas 12º da segunda manga e acabou por ficar com bronze, a apenas quatro centésimos de segundo do norueguês. Os mesmos quatro centésimos deram a Kristoffersen a honra da melhor segunda descida face a Hirscher, mas o suíço confirmou confortavelmente o seu segundo ouro olímpico, terminando com uma vantagem de 1,27 segundos.

Arthur Hanse a descer a alta a velocidade Fonte: Facebook Oficial de Arthur Hanse
Arthur Hanse a descer a alta a velocidade
Fonte: Facebook Oficial de Arthur Hanse

Com 110 esquiadores inscritos, Hanse precisava, acima de tudo, de reescrever a história dos últimos Jogos e dos últimos Mundiais e terminar a prova. A primeira ronda decorreu sem incidentes, mas a mais de 14 segundos de Hirscher e apenas no 76º lugar. Na segunda descida, o tempo voltou a não ser dos melhores, mas o luso-descendente aguentou a pressão, ao contrário de vários dos seus oponentes e aproveitou mais algumas desistências para escalar até ao 66º posto.

É um resultado com sabor agridoce, já que falha o objetivo traçado de chegar aos 50 primeiros, mas consegue terminar a prova e obtém um resultado bem positivo para aquele que é o seu estatuto na cena internacional do Esqui Alpino. O português volta a competir na madrugada de quinta-feira para disputar o Slalom. A primeira manga começará às 1h15 e a segunda pelas 4h45 (horário de Portugal Continental).

Foto de Capa: FIS

José Baptista
José Baptista
O José tem um amor eclético pelo desporto, em que o Ciclismo e o Futebol Americano são os amores maiores. É licenciado em Direito (U. Minho) e em Psicologia (U. Porto).

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