Publicidade

FPF eSports – O Futuro do Pro Clubs em Portugal

Francisco Miguel Craveiro · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Esta história tem início no final da época passada das competições FPF eSports, mais concretamente no fim do mês de Junho. Em declaração oficial, as actividades relativas ao Pro Clubs nacional foram suspensas até o passado dia 1 de Setembro, muito por causa das conversações com a EA Sports, FIFA e a FPF eSports. Sendo que, com essa suspensão toda a preparação com vista para o FIFA 20 e a época 19/20 esteve interrompida até novo comunicado da FPF eSports.

Pelas redes sociais gerou-se bastante polémica e ao mesmo tempo muita insegurança sobre o futuro do Pro Clubs no cenário nacional. Centenas de jogadores e equipas ficaram alarmadas com toda esta situação e sem perceber muito bem qual seria sobretudo a curto-prazo o destino das competições da FPF eSports.

É certo que durante este período de dois meses e meio muita especulação foi feita por parte dos jogadores e membros envolventes que simplesmente esperam um salto competitivo por parte da EA Sports e também um reconhecimento sobre o que o modo Pro Clubs traz para o eSports nacionais e internacionais.

Os símbolos das competições de eSports da FPF
Fonte: FPF eSports

Assim como prometido, um comunicado foi emitido no início desta semana na plataforma da FPF eSports no qual revelou que a suspensão foi levantada e as conversações com a EA Sports e FIFA terminaram.

Pode-se ler na declaração o seguinte: «Desde 2017, a FPF eSports tem feito um trabalho de desenvolvimento no modo Pro Clubs em conjunto com a comunidade, com resultados positivos e exemplares. Este trabalho tem sido, desde então, apresentado junto da equipa da EA e responsável pela gestão do videojogo FIFA e respetivo modo de jogo Pro Clubs. Infelizmente, no final da época 2018/2019, a FPF foi levada a limitar toda a sua atividade a nível de Pro Clubs por esta ser contra a estratégia da produtora do vídeojogo. Durante a transição desta última época, a FPF voltou a reunir com a EA para definir uma estratégia para o panorama nacional das competições de Pro Clubs».

Das conversações e reuniões feitas houve algumas mudanças, mas poucas. Sendo que a maior mudança é, após o primeiro evento físico de Pro Clubs na época passada com a final do Playoff da Liga 1 de Pro Clubs que coroou os actuais campeões nacionais FTW Legacy frente ao CD Feirense SAD eSports. Esta temporada não poderão haver eventos físicos de FIFA Pro Clubs, distanciando-se daquilo que muitos dos amantes da modalidade pretendem que são os eventos em LAN e a profissionalização do Pro Clubs em Portugal. Confira abaixo todas as medidas relatadas no comunicado:

– Toda a atividade de Pro Clubs da FPF eSports segue a diretriz imposta pela EA Sports dedicada a competições para a comunidade;

– As competições de Pro Clubs deixam de estar diretamente sob a chancela da FPF eSports e passam a ter um âmbito comunitário;

– A FPF eSports criou uma divisão dedicada exclusivamente à comunidade de futebol virtual sob o nome “Futebol Virtual”, gerida pela mesma equipa da FPF eSports e que fará a gestão de toda atividade de Pro Clubs;

– As competições – Supertaça Pro Clubs, Taça da Liga Pro Clubs, Liga Portuguesa de Pro Clubs, Liga 2 Pro Clubs, Campeonato de Portugal, Campeonato Nacional (Origin) e Taça Nacional (Origin), vão manter a sua atividade;

– A Taça de Portugal Pro Clubs será unida com a Taça de Portugal 1vs1 numa única prova “rainha” de futebol virtual dedicada a clubes e disputada em 2vs2 na fase final;

– Todas as competições terão direito a troféus e medalhas;

– A Supertaça Pro Clubs, Taça da Liga Pro Clubs e Liga Portuguesa de Pro Clubs vão contar com prizepool a definir;

– As competições continuam a ser asseguradas na plataforma esports.fpf.pt e toda a informação será divulgada de igual modo;

– Não poderá existir nenhum evento físico de Pro Clubs;

– O calendário segue a base da época 18/19 com algumas alterações derivadas do feedback dos clubes;

– Na PS4, a aceitação dos clubes será limitada e com base nos regulamentos apresentados para cada competição;

– Inscrições e regulamentos serão apresentados no dia 27 de setembro;

– A época 18/19 terá a sua continuidade de transição e os respetivos direitos dos clubes serão respeitados.

Para além disto, uma das excelentes notícias para a FPF eSports e todos os participantes é a criação de um plano de crescimento para os clubes inscritos na FPF eSports através dos seus meios de comunicação em conjunto com o recente e popular Canal 11 da Federação Portuguesa de Futebol.

Resta-nos saber como irá correr esta temporada para as competições FPF eSports com o FIFA 20, que tem data de lançamento a 27 deste mês. Todos os jogadores e equipas do mundo do Pro Clubs anseiam por novidades e por um modo de jogo melhorado que todos esperamos tenha tido em conta o feedback de todas as comunidades de FIFA Pro Clubs um pouco espalhadas por todo o mundo.

Foto de Capa: FPF eSports

artigo revisto por: Ana Ferreira

Francisco Miguel Craveiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.