Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
Não há outra maneira de explicar, nos últimos anos tenho estado viciado no jogo FIFA, apesar de o jogar há décadas, nos últimos anos fazia parte do meu quotidiano, era raro passar um dia sem jogar um jogo.
Organizava os meus fins de semana de forma a competir na FUT Champions a horas onde o servidor estivesse o mais livre possível de forma a não ser prejudicado. Inclusive, chegava ao ponto de, caso soubesse que iria passar um fim de semana longe da minha consola, fazia os trinta jogos na sexta-feira.
Era um vício, mas apelava à minha competitividade e gosto por gaming. Este ano, tudo mudou…
Ao contrário dos outros anos, a jogabilidade do jogo estava melhor, o fator sorte, embora existente, como sempre, parecia reduzido.
O jogo, muito à minha medida, estava mais perto de um simulador de futebol do que de um jogo de arcada, com o mínimo de real. Sim, como sempre havia situações e bugs absurdos, como qualquer jogo.
Por exemplo, o Elder Scrolls V, que foi recebido de forma carinhosa por fãs e críticos, era notório por todos os seus bugs, nomeadamente a física quando em cima do cavalo, onde se subia a montanha mais íngreme sem grande problema.
Este FIFA 22 parecia ter resolvido alguns problemas de anos anteriores, tanto na jogabilidade como nas recompensas, com a FUT Champions este ano a ter muito melhores recompensas, para não falar de um playoff de qualificação que tornava a competição mais intensa.
Contudo, este ano, o jogo “morreu” com dois meses de vida, isto se considerarmos o pré acesso, caso contrário nem dois meses tem.
Porque que digo tal coisa? Muito simples, basta olhar para o mercado, vamos pegar no exemplo da carta de Neymar.
Um jogador meta com boas ligações de química, e cujos atributos se mantiveram muito semelhantes a edição anterior do jogo, e a par de Cristiano Ronaldo e Mbappe, a melhor carta de ouro do jogo (o facto de Messi não estar incluído nas melhores cartas do jogo é outra atrocidade).
Vamos ver qual era o preço da carta de Neymar no mercado do FIFA 21 nesta mesma altura do ano. Continua connosco na próxima página.
Foto de capa: FIFA 22
Pesquisando no abençoado Futbin, podemos ver que no final do mês de Novembro custava cerca de 1M de moedas do jogo, enquanto nesta edição do jogo Neymar está no mercado por 500k moedas. A metade do preço que estava o ano passado.

Isto é apenas um exemplo, este ano pela primeira vez, uma carta de ouro era Gullit Gang (todos os atributos base estavam acima de 80).
Habitualmente, cartas deste género com boas ligações de uma posição do centro do terreno, como é o caso de Goretzka, o jogador em questão quando entra no mercado custa cerca de 1M de moedas e aguenta esse preço durante algum tempo, pelo menos duas semanas.
Recorrendo novamente ao Futbin, podemos ver que o preço máximo de Goretzka neste FIFA foi de… 190k. Neste momento, pode ser comprado por 25k.
I present the FIFA 22 market: pic.twitter.com/0IeFFNab6E
— schwartzy2017 (@schwartzy2017) November 22, 2021
Não sou um economista do FIFA, mas este tipo de crash não é bom sinal, é sinal que não há procura por jogadores, e quando não há procura por jogadores como Neymar ou Goretzka, há algo de errado com o jogo.
Esta crise do mercado do FIFA é um reflexo perfeito do que se passa com o jogo. As pessoas não estão cativadas, o jogo não está a prender e o conteúdo que tem saído está a desiludir.
A última promo que saiu com o patrocínio da ADIDAS foi uma gigante desilusão. Mas a EA, sendo a EA, continua à procura do que quer… DINHEIRO.
Crianças e jovens a comprar FIFA Points e a sonharem com o pack mágico onde encontram Neymar, Ronaldo, Messi e Mbappé e desta forma montam a sua equipa de sonho… Calma… Estes jogadores, se saíssem todos no mesmo pack trocável rendiam cerca de…. 2.5M de moedas.
Isto deve dar para comprar Gullit e Ronaldo Fenómeno, as melhores cartas do jogo que são competitivas até ao próximo FIFA, certo? Não!
Para além de ser impossível saírem as quatro cartas num só pack, se tal milagre acontecesse, o melhor que podiam fazer, era comprar cartas de grande qualidade, como um Eusébio ou Cruyjff.
Mas, se depois de dois meses da estreia do jogo, saírem as quatro cartas de ouro mais valiosas deveria-se ter poder de compra para fazer uma equipa de sonho.
Porque uma equipa de sonho devia ter as quatro cartas em questão, mas não, isto é o FIFA 22 e a base da economia do jogo são as cartas de ouro, e este ano não há procura por estas cartas, este ano não há procura ponto final.
Vários traders e wannabe traders estoiram milhares de moedas, e centenas de euros, a investir em cartas que lhes possam render e são poucos os que conseguem.
Este ano, o conteúdo do FIFA Ultimate Team tem sido tão fraco que ao fim de dois meses o jogo morreu!
Infelizmente, isto aconteceu no ano em que o jogo em si não está nada mau. Na verdade, sempre que joguei diverti-me, mas ao fim de três anos de viver e respirar FIFA, dou por mim a ligar o jogo e a desligar de seguida, porque o jogo não me cativa.
Se calhar dentro de um mês volto a fazer uns jogos, mas a verdade é que não tenho a certeza que isso vá acontecer, e sei que não sou o único cuja vivência do FIFA 22 acabou em Novembro de 2021.









