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    IEM Road to Rio: O sonho inalcançável | eSports

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    Há cinco meses, os sAw ficaram a cerca de duas décimas de segundo do apuramento para o Major de Antuérpia, depois de terem perdido os dois jogos finais, quando precisavam de apenas uma vitória. Depois, surgiram as mudanças na equipa. Stadodo e vts rumaram à então número um nacional, a FTW, arki assumiu o papel de treinador e, em sentido inverso, ewjerkz (jerkz) e story ingressaram nos warriors.

    Inicialmente, as críticas começaram por surgir, com a opinião pública a acusar a equipa de MUTiRiS (MUT) de ter influência direta na hipotética perda de qualidade da equipa rival. O que é que certo é que no primeiro embate entre ambas, sAw levaram a melhor em duas ocasiões e conquistaram o OMEN WGR Retake S4. Já com a nova temporada em andamento, lá surgiram os qualificadores para o RMR Europeu. A qualificação acabou por surgir apenas no último qualificador, mas em grande: a equipa de MUT venceu essa etapa e pelo caminho bateu GamerLegion, 1WIN e Astralis.

    Depois do primeiro objetivo ser cumprido com distinção, o calendário foi-se desenrolando. Chegou a ESL Challenger e a realidade voltou a ser traiçoeira: duas derrotas por 0-2 contra 1WIN e forZe, último lugar do grupo e sAw vai lutar pela manutenção nesta competição. Seguiu-se o Qualificador para a FiReLEAGUE, competição que iria ser decidida em pleno Camp Nou. Os warriors voltaram a apresentar-se bem, venceram vários adversários do mesmo nível, mas acabaram por cair, na final, diante de MASONIC. Já na Elisa Invitational Fall, uma vitória e uma derrota, contra Sprout. As dores do crescimento teimavam em aparecer tão perto da luta por um lugar no Rio de Janeiro.

    “O caminho faz-se caminhando”. Esta velha máxima pode perfeitamente aplicar-se ao conjunto português. As exibições podiam não ser as melhores, os resultados ficavam aquém, mas, aqui ou ali, iam aparecendo e, o mais importante de tudo, os portugueses começavam a (re)acreditar nesta equipa. Nas últimas semanas, as vitórias começaram a aparecer na Master League Portugal e na ESL Masters Espanha, mas, diga-se de passagem, contra equipas (Gravity 0 e Byteway) muito abaixo dos sAw. Já com a equipa em Malta – país que acolheu a fase europeia –, MUT elevava a fasquia e dizia publicamente que a equipa “está mais bem preparada” que anteriormente e “é possível fazer a história que queremos”, dizia numa entrevista à RTP Arena.

    Porém, o revés apareceu e os fãs foram do céu ao inferno muito rapidamente. A confiança estava lá em cima e desmoronou-se num instante. O tombo foi grande e aquela equipa que impressionou o mundo em abril eclipsou-se completamente nos primeiros jogos do Grupo B. Primeiro, Heroic confirmaram o favoritismo e venceram sAw sem grande contestação, em Nuke, o melhor mapa dos sAw. Ainda assim, boa réplica para o conjunto português que, sem grandes argumentos, teve duas ocasiões de se aproximar dos dinamarqueses. Depois, o malogrado Nuke teimava em não desaparecer dos nossos horizontes e, frente a uns Monte teoricamente inferiores, um 16-3. Claro. Autoritário. Sem qualquer resposta. “O que se passa?”, ecoava nas cabeças de todos, e o sofrimento ia prolongar-se por mais dois dias, pois os portugueses tiveram um dia de descanso. Dia esse que podia servir para dar o “clique” e mostrar a verdadeira qualidade desta equipa.

    Foto de Capa: sAw

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    Tiago Alexandre
    Tiago Alexandrehttp://www.bolanarede.pt
    O Tiago nasceu em Abrantes e, atualmente, estuda em Portalegre, cidade para onde partiu em busca do seu sonho no meio do Jornalismo. Está ligado ao Desporto desde sempre e gosta de rebater as suas opiniões até à última. O Ciclismo e o Futebol - não o 'jogo da bola' - são as suas paixões, sem nunca descurar o Hóquei em Patins, o Futsal e o brilhante mundo dos Esports.
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