
Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google


fonte: WWG
Desenganem-se se pensam que a lista é dominada pelos países que estamos habituados a ver. Oh, sim, está lá a Alemanha, os Estados Unidos, a China… mas está também a Jordânia, o Paquistão, o Líbano, a Estónia e outros. E Portugal? Portugal está longe, bem longe neste aspecto. Embora haja por cá alguns bons porta estandartes da comunidade portuguesa, a verdade é que nenhum logrou atingir os 100 mil dólares em prémios ainda. Pode ser visto como um problema e extrapolar-se por esse caminho. Mas pode, também, ser visto como uma tremenda oportunidade. Números de jogadores não faltam. Falta o investimento financeiro, de tempo e de trabalho, para que os números subam também.

Fonte: Rubber Chicken Games
O cenário nacional tem, de momento, duas grandes competições. A LPLOL e a LPGO. As ligas Portuguesas de League of Legends e de Counter-Strike: Global Offensive, respectivamente. A LPLOL já conta com uns anos de actividade e é a maior liga Nacional, crescendo gradualmente de ano para ano. A LPGO nasceu recentemente e procura trilhar por um caminho semelhante, num jogo que, em Portugal, granjeia mais espectadores. Regra geral, o cenário português vai sendo dominado por três equipas: K1ck, For the Win e Alientech.
Há excepções e altos e baixos, mas, por norma, os vencedores dos eventos mais relevantes saem daquela lista. Os vetustos K1ck contam com um palmarés invejável, com perto de 800 conquistas no pódio desde o longínquo ano de 1999. Mais recentes, a FTW logrou atingir também um palmarés de respeito, cobrindo uma inigualável quantidade de jogos diferentes. Com menos tempo de actividade e centrando-se quase exclusivamente no Counter-Strike, a Alientech consegue também um historial digno de registo, alargando o seu ramo de actividades à organização de eventos. A estas juntam-se outras equipas nacionais em diferentes patamares de antiguidade, estabilidade e resultados a quem recentemente começaram a juntar-se os clubes de Futebol. Estes trazem uma aura de seriedade para um negócio que, convenhamos, fruto do desconhecimento e do preconceito, ainda vai sendo visto como uma coisa para crianças.

Fonte: LPLOL
Como aqui referimos, há umas semanas, o Sporting CP terá sido o pioneiro. Com uma estutura robusta, não deixou de revelar algumas fragilidades na forma como entrou no mundo dos eSports. O desconhecimento do mercado terá provocado esse faux pas. O nome do Sporting não carrega, no mundo dos eSports, o mesmo que carrega no mundo do futebol ou do atletismo. Não há, portanto, jogadores dispostos a largar as suas equipas só pelo gozo de envergar a camisola do seu clube de eleição – partindo do princípio que seja esse o caso, porque não sendo, até poderá haver alguma resistência. Acresce a isso o facto de, com as melhores equipas, o mercado ter evoluído a ponto de, tal como no futebol, haver contratos com os jogadores e cláusulas de rescisão a pagar.
A promessa de uma entrada de Leão no mundo dos eSports terá, portanto, ficado curta, com o Sporting a não conseguir, conforme anunciara ser sua pretensão, equipas competitivas para Counter-Strike: Global Offensive e League of Legends. Nem tão-pouco para Dota 2 ou Hearthstone. O máximo que conseguiu, na altura, foi uma cara conhecida para FIFA 17, um jogo que na altura se encontrava ainda numa fase muito embrionária da sua vertente competitiva. A coisa terá mudado, aos poucos, e o Sporting tem vindo a adaptar-se às realidades do mercado dos eSports nacionais. Em todo caso, seguiram-se outras equipas. O CF ” Os Belenenses”, o SC Farense, o CD Feirense e, mais recentemente, o Boavista FC (este a adquirir uma equipa de League of Legends a competir na LPLOL).

Fonte: FPF
As coisas vão crescendo, sim, mas aos poucos. Em lume brando. E com um foco demasiado no nacional, num mercado que, como vimos, é maioritariamente global e que depende de patrocinadores libertos das amarras locais para crescer. Com algumas aventuras curiosas no estrangeiro, com destaque para K1ck, Grow uP e For The Win, faltará ainda uma presença constante e ambiciosa em eventos internacionais de topo, seja com equipas, seja com jogadores. Há matéria-prima para isso, como vamos vendo pelos casos de Fox, maniaKK, xico ou Quinzas. Mas parece faltar por cá o nível de empenho e o investimento necessário para que tal passe a suceder-se com equipas mais do que com jogadores individuais.
Foto de Capa: LGW
Artigo revisto por: Francisca Carvalho











