Publicidade

Portugal 4-2 Japão: Serviços mínimos de Portugal garantem liderança isolada no Mundialito

Diogo Nunes · 5 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Minutos depois da surpreendente derrota da Espanha contra o Senegal por 3-2, Portugal não vacilou e derrotou o Japão por 4-2 na segunda jornada do Mundialito. Desta forma, a seleção portuguesa encara o derradeiro dia de competição isolada com seis pontos somados, estando em excelente posição para conquistar mais uma edição deste mítico torneio de Futebol de Praia, que se disputa pela primeira vez na Nazaré.

O Japão entrou no jogo de forma bastante perigosa e logo no primeiro lance da partida Yamauchi rematou forte ao lado da baliza lusa. Portugal tentou responder de imediato, mas André Lourenço e Madjer viram as suas tentativas serem bloqueadas pela defesa nipónica.

Com o passar dos minutos, a seleção portuguesa, mais metódica, procurava construir lances de perigo. Porém, acabou por quase ser o Japão a inaugurar o marcador. Remate do meio da rua de Ozu Moreira e Andrade, com uma excelente estirada, negou o golo ao capitão adversário. Momentos depois, foi a vez de Coimbra tentar a sua sorte desde muito longe, mas Terukina travou o remate do defesa português.

Portugal estava melhor, mas sem conseguir ser muito perigoso. A exceção à regra foi uma bela movimentação ofensiva que permitiu a Belchior visar a baliza do Japão em boas condições. No entanto, Terukina fez uma boa mancha e impediu a abertura do marcador. Com maior ou menor dificuldade, a seleção portuguesa carregou à procura do primeiro tento da tarde, mas foi mesmo o Japão, num lance bastante caricato e com muita sorte à mistura, a fazer o 1-0 por intermédio de Ozu Moreira.

Terminado o primeiro período, o Japão vencia, surpreendentemente, Portugal por 1-0. Nuns doze minutos iniciais onde pouco mais fez do que estar na expetativa, obrigar Andrade uma tremenda defesa e à espera de um erro da formação lusa, foi na sequência de uma jogada estranha que chegou à vantagem. Os comandados de Mário Narciso tiveram sempre o controlo do jogo, mas faltou criar mais jogadas de finalização.

Coimbra viu um cartão vermelho direto no segundo período e não vai defrontar a Espanha no derradeiro jogo do Mundialito
fonte: Nazaré Beach Events

A segunda parte teve um início morno, sem que nenhuma das equipas conseguisse chegar à baliza adversária com muito perigo. Portugal continuava a deter as rédeas do encontro, mas era o Japão quem estava mais perto de voltar a marcar, tendo disposto de uma excelente oportunidade para fazer o segundo. Contudo, o remate de Yamauchi passou por cima da baliza de Andrade. Pouco depois, no seguimento de uma bela movimentação ofensiva da seleção nacional, Jordan rematou enrolado, mas conseguiu marcar, visto que Terukina estava muito fora dos postes.

No retomar da partida, Coimbra acabou por ver um cartão vermelho direto por ter impedido o Japão de repor a vantagem no marcador. Na respetiva grande penalidade, Ozu Moreira rematou forte e assinou o 2-1. Volvidos alguns instantes, Takaaki ganhou algum espaço e rematou, mas Andrade impediu o terceiro. Passados alguns segundos, foi a fez de Portugal usufruir de uma grande penalidade em virtude de uma falta de Ozu Moreira sobre Belchior. O número dez da seleção portuguesa ganhou muito balanço e com um remate forte e fez o 2-2, restabelecendo a igualdade.

O novo empate deu maior alento à formação portuguesa e num momento de muito alta pressão, Jordan antecipou-se a Terukina e tentou aproveitar o facto de a baliza japonesa estar deserta. Todavia, o remate do nazareno não levou a direção desejada.

A cerca de três minutos e meio do fim dos segundos doze minutos de jogo, Andrade lançou a bola rapidamente para Madjer e o capitão português, aproveitando o facto de Terukina estar muito adiantado no areal do estádio do Viveiro, penteou o esférico para o fundo das redes nipónicas. Já dentro do último minuto antes de uma nova pausa, Jordan dispôs de um livre em boa posição, mas viu Terukina negar-lhe o golo.

Finalizado o segundo período, o marcador já apresentava um resultado mais normal, com Portugal a bater o Japão por 3-2. Vantagem que demonstrava a ligeira superioridade da equipa das quinas nos areais da Nazaré, numa partida muito marcada pelo equilíbrio e poucas oportunidades de golo.

Na sequência deste corte/assistência de Torres que Von fez o 4-2
Fonte: Nazaré Beach Events

Os derradeiros doze minutos tiveram um arranque equilibrado, bem ao jeito do que havia sido a partida até então, sendo que somente aos vinte e sete minutos de jogo, Portugal conseguiu criar perigo na sequência de um pontapé de bicicleta de Belchior que passou ao lado da baliza de Terukina.

O fim do encontro aproximava-se a passos largos, mas nem Portugal, que continuava a controlar o jogo, conseguia criar espaços na defesa japonesa ou o Japão, quando em posse, jogar de maneira próxima e que permitisse criar perigo para as redes lusas. Somente a cerca de quatro minutos do fim, no seguimento de um corte/assistência de Bruno Torres, Von virou-se rapidamente para a baliza de Terukina, rematou rasteiro e apontou o 4-2. Pouco depois, Torres quase entregou o “ouro ao bandido” com um atraso algo curto, mas Andrade conseguiu resolver o lance.

A faltarem vinte nove segundos para o fim, o Japão beneficiou de um livre em posição frontal à baliza de Andrade, mas o remate forte e cruzado de Ozu Moreira passou ao lado das redes portuguesas.

Concluído o terceiro período, Portugal confirmou a sua segunda vitória na edição de 2019 do Mundialito de Futebol de Praia, tendo derrotado o Japão por 4-2. Partida de serviços mínimos por parte da seleção comandada por Mário Narciso, mas onde o essencial foi alcançado, ou seja, a conquista dos três pontos.

Assim, a uma jornada do final do Mundialito, Portugal lidera a competição com seis pontos somados, contra os três da Espanha, que na primeira partida desta quarta-feira foi surpreendida pelo Senegal, tendo sido derrotada por 3-2. Desta maneira, a seleção africana encosta à “La Roja” na terceira posição com três pontos, sendo o Japão o “lanterna vermelha” sem qualquer ponto conquistado.

Amanhã, o calendário da 23ª edição do Mundialito de Futebol de Praia é o seguinte:

17h00: Japão vs Senegal

18h30: Portugal vs Espanha

Os jogos desta competição podem ser acompanhados através da Beach Soccer TV na plataforma Mycujoo ou através do Canal 11.

CINCOS INICIAIS:

Portugal: 12-Elinton Andrade (GR), 3-André Lourenço, 4-Bruno Torres, 7-Madjer (CAP.) e 8-Rúben Brilhante

Jogaram ainda: 2-Coimbra, 5-Jordan, 10-Belchior e 18-Von

Banco: 1-Tiago Petrony (GR)

Japão: 1-Shingo Terukina, 9-Shusei Yamauchi, 10-Ozu Moreira (CAP.), 11-Masanori Okuyama e 7-Takaaki Oba

Jogaram ainda: 5-Teruki Tabata, 3-Tomoyuki Ilno, 8-Masayuki Komaki e 2-Takuya Akaguma

Banco: 12-Yusike Kawai (GR)

A FIGURA:

Belchior

Fonte: Nazaré Beach Events

Foi dos poucos jogadores de Portugal que tentou mexer com o jogo e criar perigo da seleção japonesa. Arrancou uma grande penalidade a Ozu Moreira e aproveitou para marcar.

O FORA-DE-JOGO:

Von

Fonte: Nazaré Beach Events

Exibição discreta do jovem pivot português. Ozu Moreira não lhe deu espaço e das poucas bolas que recebeu em condições, não conseguiu executar o seu belíssimo pontapé de bicicleta.

 

 

 

Diogo Nunes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.