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Portugal 5-7 Itália: Enormes doses de eficácia e Carpita em grande fizeram a diferença

Diogo Nunes · 6 min

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Naquele que era o jogo mais esperado da segunda edição dos Jogos do Mediterrâneo, que desta feita se realizaram em Patras, Grécia, Portugal e Itália deram um bom espetáculo. As seleções mais fortes presentes na competição não vacilaram na fase de grupos e alcançaram o jogo de todas as decisões, onde a formação italiana, bem ao jeito transalpino, foi fria e eficaz, contando ainda com um guardião bastante inspirado, tendo derrotado a equipa das quinas por 7-5. Revalidado o título conquistado quatro anos antes, em Pescara, Itália.

A Itália foi rápida a visar a baliza portuguesa, mas Andrade respondeu bem a um remate de Marinai. Pouco depois, foram Leo Martins e Coimbra, no canto que deu sequência ao encontro, a colocarem Carpita à prova.

O conjunto português continuava mais perigoso e perto da marca dos dois minutos de jogo, Léo Martins, ao segundo poste, quase deu o melhor seguimento a um remate de Coimbra. Porém, acabou por ser a Itália a fazer o primeiro da tarde em Patras. Jogada pela esquerda e após um bom passe de Marinai, Sciacca rematou forte e fez o 1-0.

Em cima da marca dos cinco minutos, uma boa jogada de Ruben Brilhante deixou Madjer isolado, mas ao não querer ser egoísta, o experiente capitão português tentou servir Von, viu o seu passe ser intersetado. Pouco depois, num remate que ainda foi desviado, Zurlo aumentou a vantagem transalpina para 2-0. Volvidos alguns instantes, Belchior sofreu uma falta a meio do meio campo, mas não conseguiu marcar.

A eficácia italiana voltou a atacar e passados alguns segundos, Sciacca, com um remate à meia volta, colocou o marcador em 3-0. Nada corria bem a Portugal e momentos depois, Léo Martins cometeu falta sobre Sciacca à entrada da área lusitana. Sciacca, com uma excelente oportunidade para fazer o quarto, não falhou e com um remate cruzado apontou o 4-0.

Tudo continuava a correr mal a Portugal, pois, no retomar o jogo, Belchior ficou isolado perante Carpita, mas voltou a não conseguir marcar. O esférico ainda sobrou para Von que tentou visar a baliza italiana de imediato, mas acabou por rematar contra Belchior.

Não conseguia reduzir Portugal, aumentava a Itália. Remate à meia volta de Palazzolo desde o meio campo e a bola, bem juntinho à areia, entrou a rasar o poste direito da baliza de Andrade.

A dois minutos do intervalo, a seleção portuguesa beneficiou de um livre em zona frontal. Madjer rematou forte, mas Carpita defendeu.

Contra a eficácia não há argumentos. Esta deverá ser a frase que melhor descreve os acontecimentos do primeiro período da final dos Jogos do Mediterrâneo. Portugal teve as suas chances, mas não conseguiu marcar. A Itália, por seu lado, teve as suas e aproveitou quase todas. Resultado extremamente inesperado ao fim de apenas doze minutos. Portugal tinha que dar um salto exibicional enorme e acertar com a finalização.
Von foi o melhor jogador de Portugal na partida, tendo marcado quatro dos cinco golos lusos
Fonte: Nazaré Beach Events

Portugal entrou forte nos segundos doze minutos, mas Carpita continuava em grande. Excelente pontapé de bicicleta de Belchior na zona de penalti, mas o guardião transalpino esticou-se todo e manteve as suas redes invioláveis. Pouco depois, foi Jordan a tentar uma bicicleta, mas Carpita, com uma sapatada, voltou a impedir o golo lusitano.

Os comandados de Mário Narciso bem tentavam chegar ao golo, mas o “muro” Carpita estava a defender tudo o que lhe aparecia à frente.

Perto da marca dos dezasseis minutos de jogo, Portugal beneficiou de mais um livre em zona frontal, mas Madjer voltou a ver Carpita negar-lhe o golo. Na sequência do lance, Tiago Batalha acabou por sofrer falta de Palazzolo à entrada da área italiana. Com uma chance única para marcar, Tiago Batalha ganhou muito balanco e perante Battini, que entrou para a defesa deste “penalti”, esteve muito perto de falhar, mas a “redondilha” lá entrou. Reduzindo a desvantagem para 5-1.

O golo fez bem a Portugal e após um remate cruzado de Torres, Von, solto no interior da área italiana, não falhou e reduzir o marcador para 5-2. Pouco depois, a Itália quase fez o sexto, mas Tiago Petrony, a dois tempos, manteve a diferença de três golos.

Com o andamento do encontro, a sorte do jogo parecia estar a querer trocar de lado. Após ter sido a favor de Itália, parecia começar a favorecer Portugal, pois várias situações de perigo junto à baliza de Petrony, com maior ou menor dificuldade, estavam a ser anuladas. Porém, essa sensação foi “sol de pouca dura”, porque em cima da marca dos dezanove minutos, Belchior cometeu uma falta à entrada da área portuguesa sobre Sciacca, que não falhou e fez o 6-2.

Tudo voltava a correr mal a Portugal e a cerca de dois minutos de uma nova pausa, Jordan viu um cartão vermelho ao fazer falta sobre Marinai, que aproveitou o livre, que mais parecia um novo penalti, para fazer o sétimo. Porém, com alguma sorte, pois rematou rasteiro e a bola foi direitinha ao poste direito e entrou nas redes portuguesas.

Terminado mais um período, Portugal estava em desvantagem por 7-2. A primeira fase até demonstrou uma seleção portuguesa melhor, mas depois tudo regressou à tónica dos doze minutos iniciais. Com a Itália a aproveitar quase todas as oportunidades de que dispunha. A competição estava definida, apenas bastava aguardar pelo fim da última parte.

A França conquistou a medalha de bronze, ao ter vencido Morrocos por 5-1 na partida de atribuição do terceiro e quarto lugar
Fonte: II Mediterranean Beach Games, Patras 2019
Portugal voltou a entrar melhor no derradeiro período, mas uma bicicleta de Léo Martins nos segundos iniciais, passou ao lado da baliza de Carpita. Todavia, minutos depois, boa iniciativa de Von e isolado diante o guarda-redes italiano, reduziu a desvantagem para 7-3. Pouco depois, contra-ataque rápido da seleção portuguesa e servido por Léo Martins, Von, com uma excelente receção, tirou o defensor transalpino no caminho e rematou para o fundo das redes de Carpita. O marcador passava a indicar 7-4 a favor da Itália.

O novo bom momento de Portugal na partida continuava e a possibilidade de reduzir a desvantagem para apenas dois golos era real. Contudo, Léo Martins rematou à figura de Carpita e desperdiçou um livre em ótima posição.

Os segundos passavam e o relógio ia ficando com cada vez menos tempo para se jogar. A formação portuguesa não deitava a toalha ao chão, mas Carpita estava novamente a ser decisivo. A equipa orientada por Mário Narciso arriscava tudo, o que lhe ia valendo uns sustos na defesa, mas com maior ou menor dificuldade estavam a ser superados. Faltavam aparecer os golos que ajudassem a manter a esperança viva.

À entrada para os últimos dois minutos, na sequência de um passe nos limites de Belchior, Von voltou a marcar, reduzindo o marcador para 7-5. Será que ainda haveria tempo para um golpe de teatro? A resposta é não.

Concluída a partida, a Itália venceu Portugal por 7-5 e revalidou a conquista o torneio de Futebol de Praia da 2º edição dos Jogos do Mediterrâneo. Partida equilibrada, tal como se poderia antecipar, onde a formação transalpina foi extremamente eficaz e contou com um Carpita em grande que, sobretudo no primeiro período, foi fundamental para a diferença alcançada no marcador e que se veio a relevar decisiva.

Nunca é bom perder, mas a competição que Portugal verdadeiramente quer vencer arranca na próxima quinta-feira. A Superfinal da Liga Europeia de Futebol de Praia, que se joga na Figueira da Foz. A seleção portuguesa defronta a Turquia na primeira jornada da fase de grupos e já sabe que não vai puder contar com Jordan para esse jogo, em virtude da expulsão no encontro deste sábado.

CINCOS INICIAIS:

Portugal – 12-Andrade (GR), 2-Coimbra, 5-Jordan, 10 Belchior e 11-Léo Martins

Jogaram ainda: 1-Tiago Petrony (GR), 4-Bruno Torres, 6-Ruben Brilhante, 7-Madjer (CAP.), 13-Ricardinho, 16-Tiago Batalha e 18-Von

Itália – 1-Andrea Carpita (GR), 5-Gentilin, 6-Marinai, 7-Ramacciotti e 19-Sciacca

Jogaram ainda: 12-Alessio Battini (GR), 9-Zurlo, 13-Chiavaro, 16-Marco Giordani, 17-Palazzolo e 20-Alessio Frainetti

A FIGURA

Fonte: II Mediterranean Beach Games, Patras 2019

Andrea Carpita – Como se costuma afirmar na gíria desportiva, Carpita engatou e para lhe marcar algum golo foi extremamente complicado. Tendo sido o elemento que permitiu à Itália construir uma tal diferença no marcador, que Portugal nunca mais conseguiu recuperar.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: FPF

Jordan – Tal como a maioria da seleção portuguesa, Jordan não esteve bem e ainda viu um cartão vermelho que o retira do primeiro jogo da Superfinal da Liga Europeia.

Foto de Capa: II Mediterranean Beach Games, Patras 2019

artigo revisto por: Ana Ferreira

Diogo Nunes

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