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Portugal vira o marcador e vence Rússia por 3-1

Diogo Nunes · 4 min

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No segundo dia do Mundialito, Portugal tinha, teoricamente, uma missão mais complicada do que com a França e a jogo contra a Rússia confirmou o previsto. Embora esteja em fase de reconstrução, a seleção orientada por Mikhail Likhachev colocou várias dificuldades à seleção nacional que, mesmo assim, conseguiu vencer por 3-1.

O inicio foi equiparado, tal como havia sido o encontro da véspera, com o lance mais perigoso a ser um remate de Andrade aos dois minutos.

Muito do jogo português começava no guarda-redes português que, sempre que tinha espaço, tentava rematar, mas o segundo passe continuava sem sair, o que dificultava o trabalho ofensivo.

Decorridos seis minutos, Portugal controlava o jogo, mas não conseguia criar oportunidades de golo. Quem acabou por marcar foi a Rússia. Numa das primeiras vezes que chegou à baliza nacional, Kryshanov abriu o ativo.

Apesar do maior tempo de posse de bola atacante, as oportunidades criadas eram poucas, sendo que as que davam trabalho a Ostrovsski partiam do pé do guarda-redes português.

Aos sete minutos de jogo, a Rússia esteve perto do segundo, mas Zé Maria, em cima da linha, evitou o 2-0.

Numa das primeiras vezes que Portugal conseguiu fazer fluir o jogo, Madjer colocou o esférico em Zé Maria que, através de um pontapé de bicicleta, obrigou a uma bela estirada do guarda-redes russo.

Finalizado o primeiro período, Portugal estava em desvantagem por 1-0. Resultado algo injusto, porque mesmo sem criar muito jogo, assim como, oportunidades, os comandados de Mário Narciso controlavam a partida. Ia valendo a eficácia russa.

No retomar do jogo, era a Rússia quem conseguia ter mais posse de bola, chegando em mais ocasiões à baliza adversária. Por outro lado, a seleção portuguesa continuava na mesma, sem grandes ideias de cariz ofensivo.

Com o passar dos minutos, tudo permanecia equilibrado. Contudo, a meio do período, Portugal beneficiou de um livre direto em zona frontal. Relembrar que contra a França, os dois primeiros golos foram marcados através de um livre, por isso, este tipo de lance poderia voltar a ser importante para a seleção. Porém, Leo atirou ao lado. Logo a seguir, lance coletivo e Jordan acertou na barra. Na resposta, a Rússia também enviou o esférico à barra. Pouco depois, Andrade colocou a bola em Ricardinho e nova bicicleta à barra.

Bolas aos ferros foram uma constante no jogo. Neste lance, a Rússia poderia ter feito o 2-0 Fonte: Zé Paulo Silva
Bolas aos ferros foram uma constante no jogo. Neste lance, a Rússia poderia ter feito o 2-0
Fonte: Zé Paulo Silva

Portugal estava a crescer aos poucos e a cerca de três minutos do intervalo, novo livre a favor da seleção da casa. Mesmo muito longe da baliza contrária, Zé Maria ficou perto de marcar. Valeu o guardião russo. Apesar da melhoria, a Rússia não se deixava ficar e a um minuto e meio da pausa, voltou a estar perto do 2-0 devido a um remate que desviou na areia.

Terminada a segunda parte, o marcador continuava em 1-0 para a Rússia. No entanto, o resultado não demonstrava o que se passava no campo. Se Portugal continuava sem ter grande fluxo atacante, a verdade é que conseguiu criar oportunidades que foram mais do que suficientes para o empate. Contudo, a Rússia também esteve perto do 2-0 por algumas vezes.

O último período do jogo começou da melhor maneira para as cores nacionais, visto que, ainda no primeiro minuto, Madjer, depois de uma assistência de Torres a meias com dois jogadores russos, fez o empate.

Mesmo com o golo da igualdade, Portugal continuou a dar privilégio a bola vinda de Andrada para começar o ataque e a fluidez de jogo mantinha-se baixa. Todavia, à passagem dos vinte e sete minutos, uma recuperação de bola na defensiva portuguesa deu origem ao 2-1. Bernardo Martins pegou na bola, tirou um jogador da frente e disparou para o fundo das redes russas. Volvidos dois minutos, bela jogada coletiva da seleção nacional e Bernardo Martins, completamente soltou de marcação, bisou e apontou o 3-1.

Portugal estava melhor e começa a mostrar mais e os dois golos vieram confirmar isso mesmo. Contudo, a Rússia não baixou os braços e foi à procura de reduzir a desvantagem. Exemplo disso, foi a bela estirada de Andrade a um livre de Kartashov.

Os russos tentavam reentrar no encontro, mas Andrade ou um dos restantes jogadores de campo fecharam a parta da baliza nacional. Algo que se manteve até ao final, mas a solidariedade defensiva demonstrada pela equipa das quinas manteve o resultado em 3-1.

Dois jogos, duas vitórias. Estas são as contas de Portugal nos dois jogos que disputou no Mundialito. Sendo que, o segundo foi bem mais complicado do que o primeiro, tal e qual como se esperaria, onde apenas no terceiro período a seleção nacional esteve realmente bem e mostrou mais e melhor a nível ofensivo.

No jogo que deu início à segunda jornada da competição, o Brasil goleou a França por nove golos sem resposta.

No jogo que abriu o segundo dia do Mundialito, a seleção brasileira, capitaneada por Bruno Xavier, goleou a França por 9-0 Fonte: CNSB – Confederação de Beach Soccer do Brasil
No jogo que abriu o segundo dia do Mundialito, a seleção brasileira, capitaneada por Bruno Xavier, goleou a França por 9-0
Fonte: CNSB – Confederação de Beach Soccer do Brasil

Desta forma, o derradeiro dia do Mundialito vai ser o dia de todas as decisões. O tão aguardado Portugal e Brasil vai decidir o vencedor, enquanto Rússia e França vão lutar pelo terceiro posto.

A jornada de domingo é a seguinte:

14h30: Rússia vs França

16h00: Portugal vs Brasil

Todos os jogos do Mundialito de Futebol de Praia estão a ser transmitidos na internet, através do site www.beachsoccer.com e na CMTV.

Foto de Capa: Madjer Saraiva

Diogo Nunes

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