Publicidade

Sporting CP 2-5 SC Braga: Braga não dá hipótese e sagra-se bicampeão nacional

Diogo Nunes · 5 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Após uma fase regular onde foram as duas melhores equipas, Sporting e Braga chegaram à última jornada da fase final da divisão de elite, que se voltou a realizar na Nazaré, com seis pontos somados. Os verde e brancos venceram o Nacional por 8-4 e a Casa do Benfica de Loures por 6-1. Enquanto que os bracarenses começaram por golear a Casa do Benfica de Loures por 9-3 e no sábado o Nacional por 9-0. O Sporting até havia sido o conjunto que tinha ganho, por 7-5, o último jogo entre minhotos e os leões, realizado há algumas semanas na Costa da Caparica. Todavia, esta tarde tudo foi muito diferente e o Braga não deu qualquer hipótese, tendo vencido por 5-2, juntando o título nacional ao de campeão europeu pelo segundo ano consecutivo.

O Braga foi quem começou melhor e após alguns minutos com muita posse de bola, mas sem criar nenhuma chance de golo, Bê Martins apostou numa iniciativa individual e Torres, solto ao segundo poste, fez o 1-0.

O conjunto bracarense estava por cima e pouco depois de chegar à vantagem, teve algumas oportunidades para fazer o segundo. No entanto, não conseguiu acertar na baliza à guarda de Mão. Por seu lado, a equipa leonina procurava responder à superioridade minhota, mas não estava a conseguir superar o bloco defensivo do Braga. A única exceção à regra foi uma boa jogada dos verde e brancos que Belchior não conseguiu concretizar.

Com o passar dos minutos o encontro tornou-se cada vez mais equilibrado, com poucas chances de golo para cada lado. Apenas através de livres, Sporting e Braga estavam a conseguir chegar à baliza adversária.

Já com menos de três minutos para a pausa, Rafael Padilha arriscou um remate de meia distância, obrigando Mão a uma enorme estirada. Volvido cerca de um minuto, foi a vez do Sporting ter ficado muito perto de marcar, mas o guardião bracarense impediu o tento da igualdade. Nos últimos instantes dos doze minutos iniciais, Ozu Moreira quase fez o segundo, mas Mão disse não ao golo do brasileiro naturalizado japonês.

Terminado o primeiro período, o Braga vencia por 1-0. Resultado que se adequava, pois, havia sido superior durante a maior parte do tempo, tendo criado mais oportunidades para marcar e fechado os caminhos para a sua baliza.

 A segunda parte começou de forma equilibrada, com muitos duelos físicos e sem grandes chances para abanar as redes. O Sporting não conseguia encontrar os espaços necessários para chegar à baliza contrária, ao passo que o Braga, apesar de colocar o esférico na frente, não estava a conseguir construir tantas jogadas de finalização como no primeiro tempo.

Em cima da marca dos dezassete minutos de partida, excelente jogada coletiva do Braga e após um grande passe de Igor, Bruno Xavier, solto ao segundo poste, aumentou a vantagem minhota para 2-0.

O golo voltou a colocar o conjunto bracarense por cima, por isso, não é de estranhar que pouco depois do segundo tenha surgido o terceiro. Após uma defesa algo complicada, Rafael Padilha serviu Filipe Silva que, totalmente solto no interior da área leonina, executou um pontapé de bicicleta e fez o 3-0 para o Braga. Instantes depois, Torres teve uma grande oportunidade para fazer o quarto através de um livre-direto. Porém, Mão negou as intenções do jogador português com uma nova grande defesa.

A vencer por três golos sem resposta, os minhotos iam controlando o que se passava no areal do estádio do Viveiro, sendo a equipa que ia estando sempre mais perto de marcar. Era necessário muito mais Sporting para virar o rumo dos acontecimentos. 

A fase final dos segundos doze minutos foi bastante dura, o que obrigou a dupla de arbitragem a ter de ir ao bolso e mostrar alguns cartões amarelos a jogadores das duas equipas.

Finalizado o segundo período, o Braga estava na frente por 3-0. Vantagem justa pelo que havia demonstrado dentro de campo. O jogo não mudou muito de um período para o outro, sendo que as únicas diferenças terão sido a maior agressividade na disputa dos lances e a melhor eficácia do conjunto bracarense, que controlava a partida a seu belo prazer. Estando bem a atacar e ainda melhor a defender. Algo que impedia o Sporting de conseguir chegar a baliza defendida por Padilha e reentrar na partida.

O estádio do Viveiro teve lotação esgotada na partida de todas as decisões
Fonte: Nazaré Beach Events

A terceira e derradeira metade do encontro esteve perto de começar com um momento caricato, com Mão quase a ter sido traído por um desvio na areia. Contudo, o quarto golo do Braga chegou mesmo e apenas alguns segundos depois. Léo Martins rematou de primeira com o pé esquerdo e atirou a contar para o 4-0. Pouco depois, o Sporting respondeu e após um canto de Belchior, Coimbra, ao segundo poste, reduziu a desvantagem leonina para 4-1.

Apesar do golo, os leões continuaram sem apresentar grandes soluções ofensivas, sendo que os livres diretos foram principal forma do Sporting chegar à baliza bracarense, mas Rafael Padilha, com maior ou menor dificuldade, conseguiu defender todos. Madjer, Coimbra e Jordan que o digam.

Com cerca de cinco minutos para o fim da partida, bela jogada coletiva do Sporting e Jordan, com um remate de primeira, reduziu a diferença para 4-2. Os leões mantinham viva a chama da esperança. 

Infelizmente para os adeptos verde e brancos, o Sporting não conseguir manter o ímpeto do golo de Jordan e já com menos de três minutos para se jogar, Bruno Xavier recuperou o esférico a meio campo, tendo assistido Filipe Silva que, com um remate forte, fez o 5-2. Pouco depois, Jordan arrancou uma falta a Bokinha em zona extremamente favorável. Porém, o número cinco dos leões e natural da Nazaré, acabou por não conseguir bater Rafael Padilha.

Até ao final do encontro, nota apenas para um livre-direto a favor do Braga, onde Bokinha ficou muito perto do sexto, tendo enviado o esférico ao poste esquerdo da baliza de Tiago Petrony que, entretanto, havia entrado para o lugar de Mão.

Desta forma, o Braga alcançou o bicampeonato nacional, título que junta ao de bicampeão europeu. Aumentando, ainda mais, o domínio do futebol de praia português, visto que, desde que o campeonato é organizado pela FPF, soma um total de cinco títulos de campeão nacional (2013, 2014, 2015, 2017 e 2018), contra os dois de Sporting (2010 e 2016), um do Belenenses (2012) e, igualmente, um do Vitória de Guimarães (2011).

Sporting CP: 22-Mão (GR), 2-Coimbra, 5-Jordan, 10-Belchior, 17-Zé Lucas

Jogaram ainda: 1-Tiago Petrony (GR), 4-Rafael, 7-Madjer (CAP.), 8-Zé Maria, 11-Ricardinho, 15-Anderson e 16-Benjamin Júnior

SC Braga: 12-Rafael Padilha (GR), 4-Torres (CAP.), 7-Bokinha, 10-Bê Martins e 11-Léo Martins

Jogaram ainda: 4-Torres (CAP.), 5-Filipe Silva, 8-Bruno Xavier 7-Bokinha e 9-Igor

A FIGURA:

Fonte: Nazaré Beach Events

Bê Martins – Voltou a ter um dos principais agitadores do jogo do Braga, tendo ainda assistido para o primeiro golo da tarde.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Nazaré Beach Events

Belchior – Numa semana em que voltou ás convocatórias de Mário Narciso para a seleção nacional, Belchior não mostrou a qualidade que o faz ser um dos melhores jogadores portugueses de sempre. Muito conflituoso e pouco criativo.

Foto de Capa: André Botelho

Diogo Nunes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.