BSC Spartak Moscow 3-5 SC Braga: Minhotos não vacilam e garantem presença nas meias-finais

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Numa partida que se antecipava bastante difícil e equilibrada, o Braga voltou a demonstrar a sua superioridade e levou de vencida a sempre complicada equipa do Spartak por 5-3.

O Braga entrou da melhor forma na partida, pois logo no primeiro lance Bokinha obrigou Bazhenov a defesa apertada e no respetivo canto, Bruno Xavier sofreu uma falta para grande penalidade de Zemskov, que acabou por ver um cartão amarelo. Com tudo para abrir o ativo, o brasileiro dos minhotos rematou com força e colocado, mas Bazhenov realizou uma enorme parada e impediu o golo. 

A formação minhota continuava melhor e com três minutos de jogo teve uma nova grande chance para chegar ao primeiro. Porém, Filipe, totalmente isolado perante Bazhenov, rematou por cima da baliza russa. Não marcou o Braga marcou o Spartak. Stepliani ganhou a frente do lance e com um remate potente fez o 1-0. Pouco depois, Bokinha sofreu falta em zona frontal e não falhou, restabelecendo a igualdade no jogo. 

Com o andamento do relógio, a partida foi-se tornando cada vez mais equilibrada, com os dois conjuntos encaixados um no outro e sem conseguirem construir lances de finalização. Situações que só surgiram através iniciativas individuais ou livres. Exemplo disso foi um remate desde muito longe, por volta dos seis minutos, por parte do guardião russo. Momentos depois, na sequência de uma jogada muito parecida, Zemskov quase marcou através de um ligeiro desvio, mas Rafael Padilha estava mesmo à sua frente e defendeu. 

A cerca de quatro minutos para a pausa, um canto bem trabalhado pelo Spartak resultou no 2-1. Cruzamento de Shkarin e Josep Jr., totalmente solto no interior da área bracarense, atirou a contar. Passados alguns segundos, a equipa encarnada poderia ter chegado ao terceiro, mas Padilha realizou uma enorme parada com a luva esquerda. A ação no areal do estádio do Viveiro não parava e momentos depois, Bokinha apostou numa iniciativa individual e com um remate ainda a algo distante, assinou o 2-2. 

Segundos depois de reposto o empate, o Spartak dispôs de duas enormes oportunidades para voltar a adiantar-se no marcador, mas Padilha fechou a baliza dos guerreiros do Minho. Volvidos alguns instantes, na sequência de um livre ainda longe das redes russas, Bê Martins disparou rasteiro e forte, recolocando o Braga na frente por 3-2. 

Finalizado o primeiro período, o Braga vencia o Spartak por 3-2. Resultado justo, tendo em conta o número de oportunidades que os minhotos haviam criado, nuns doze minutos jogados a alto ritmo e intensidade. Contudo, se o marcador indicasse um empate, também seria justo, pois com o passar do tempo, a formação russa aumentou os seus índices exibicionais e obrigou Rafael Padilha a brilhar.

Rafael Padilha voltou a realizar uma enorme exibição na baliza dos minhotos
Fonte: Nazaré Beach Events

A segunda metade começou a um ritmo um pouco mais baixo, com ambas as equipas optarem por um estilo de jogo mais pensado, com construção desde o seu guarda-redes. Depois de algumas tentativas desperdiçadas pela formação russa, quando conseguiu colocar o esférico no interior da defensiva bracarense criou muito perigo. Inicialmente, Padilha ainda conseguiu evitar o golo de Novikov com uma excelente defesa, mas passados alguns segundos nada pode fazer em relação a um remate de Zemskov. Estava resposta a igualdade.

Num ritmo e intensidade completamente diferentes daqueles dos doze minutos iniciais, o Braga, apesar dos bons sinais deixados no arranque do período, não estava a conseguir encontrar o caminho para a baliza de Bazhenov. A sua melhor chance surgiu, a cerca de cinco minutos de nova pausa, através de uma iniciativa individual de Léo Martins, cujo remate deve ter tirado tinta ao poste esquerdo da baliza moscovita.  

Com o fim do segundo tempo cada vez mais próximo, o Braga começou a melhorar o seu desempenho e a conseguir ter oportunidades para marcar. Todavia, nem Bê Martins, através de uma iniciativa individual, ou Bokinha, em combinação com Jordan, conseguiram concretizar. 

Terminado um segundo período bem mais calmo, em termos de velocidade, mas equilibrado, o marcador indicava um empate a 3-3 entre Braga e Spartak. Cada formação teve algumas chances para finalizar, mas o equilíbrio e as defesas acabaram por prevalecer em relação aos ataques. 

Diogo Nunes
Diogo Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Adepto ferrenho do Benfica, o Diogo deixou de sofrer golos nos rinques de Hóquei em Patins, a sua modalidade de eleição, para passar a descrevê-los em artigos.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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