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Portugal 6-4 Itália: Terceiro título mundial

Pedro Cantoneiro · 3 min

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Depois de 2001 e 2015, a selecção portuguesa de futebol de praia repete a proeza de ser campeã mundial ao bater a selecção italiana, num jogo que controlou quanto baste, permitindo uma pequena reacção contrária mas sem nunca pôr em causa a vitória final.

Depois das vitórias sobre Omã e Japão rumo à final, a equipa lusa chegava ao último jogo no Los Pynandi como favorita e confirmou, naturalmente, a sua superioridade, com uma entrada forte; ainda assim, e à boa maneira italiana, Zurdo (que marcou em todos os jogos a eliminar) faz o primeiro para o adversário contra a corrente do jogo. A procura do empate demorou pouco, já que minuto e meio depois, a faltar 4:58’ para o final do primeiro período, Léo Martins faz golo num livre na zona lateral.

No segundo período, o domínio português manteve-se e Jordan aproveitou para acrescentar mais um tento à conta pessoal, antes de André Lourenço fazer o 1-3 que colocava Portugal em zona confortável, em doze minutos de total controlo da posse e sem grandes chances para a comitiva italiana.

No terceiro período, Del Luca troca Del Mestre por Carpitta, habitual suplente na baliza, e aposta no 2×2, circunstâncias que permitiram a Portugal cimentar a vantagem adquirida e chegar ao 1-5, com mais um golo de Jordan e outro de Léo Martins. A faltar seis minutos para o final da contenda, os comandados de Mário Narciso relaxaram demasiado e permitiram a criação de oportunidades aos italianos, que aproveitaram para reduzir para 2 e 3-5, numa fase em que se acercaram da baliza portuguesa: Andrade, porém, correspondeu quase sempre bem, exceptuando as aproximações de Gori (falhou um pénalti, defendido pelo guarda-redes português) e à promessa Gentilini, atleta de 19 anos que respondeu bem a um canto ao segundo poste para materializar uma cabeçada em golo.

Portugal reagiu bem a esta fase e voltou a ganhar o controlo do jogo, assegurando a posse de bola necessária (66%) e apostando sobretudo em jogadas individuais de Léo (excelente jogo) e Bé Martins. Com o tempo a passar, a equipa italiana desorganizou-se e Ramacciotti, num gesto cheio de frustração, provoca livre em zona central que Jordan não desperdiça, assegurando assim uma vitória justa no Paraguai.

Mário Narciso era um homem feliz no final do encontro, exultando com o seu segundo troféu da FIFA, ele que comandou a Selecção ao título há quatro anos em solo luso. Madjer, por outro lado, festejou em lágrimas o seu possível último grande título com a camisola portuguesa.

Recorde-se que em declarações ao Bola na Rede no passado mês de Novembro, o veterano jogador deixou o desejo de terminar a carreira no Mundialito de 2020.

CINCO INICIAIS

Portugal- Wellington Andrade; Coimbra, Jordan, Bé e Leo Martins.

Itália- Del Mestre; Gentilini, Chiavaro, Ramacciotti e Gori.

A FIGURA

Fonte: FIFA

Jordan- A confirmar toda a sua qualidade em mais uma noite de consagração. Foi o esteio da equipa portuguesa e confirmou a sua importância ao apontar um hat-trick e a justificar, mais uma vez, o prémio de melhor dos areais.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: FIFA

Ramacciotti- A sua conduta deitou por terra as aspirações italianas e a falta que provoca sobre Jordan, em posição privilegiada para os portugueses, demonstra a falta de controlo emocional. Num jogo difícil para a sua equipa, Ramacciotti abusou na intensidade física e provocou algumas faltas desnecessárias e perigosas.

Foto De Capa: FIFA

Artigo revisto por Joana Mendes

Pedro Cantoneiro

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