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«Se calhar teria valor para jogar na Primeira Liga» – Entrevista BnR com Jordan Santos

Mário Cagica Oliveira · 15 min

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2019 foi um ano perfeito para Jordan Santos. Ganhou todas as competições possíveis a nível de clubes e de seleção e foi eleito o melhor jogador do mundo de Futebol de Praia. Com a saída de Madjer, o número um do Mundo quer continuar a somar conquistas e manter sempre a sua ambição bem alta para a conquista de novos troféus. Em entrevista ao Bola na Rede, Jordan Santos abre o jogo e, sem rodeios, fala sobre o seu passado, presente e futuro.

– As origens e o título de melhor do Mundo –

«Quero garantir um emprego, depois de jogar Futebol de Praia».

Bola na RedeJordan, temos de começar por aqui: qual é a sensação de ser eleito o melhor jogador do mundo de futebol de praia?

Jordan Santos: É um sentimento muito bom, é o atingir do topo para um atleta. Ainda para mais sendo de um país pequenino, de uma vila pequenina… Portugal teve poucos jogadores que são os melhores do mundo. Cristiano Ronaldo, Madjer, Ricardinho, Eusébio, Figo… E eu. É um motivo de muito orgulho, ainda para mais sendo de uma vila pequena como a Nazaré, e neste momento estou a desfrutar.

BnR: Depois de seres o melhor do mundo, o que ainda há para ganhar a nível individual?

JS: Depois de se ganhar o título de melhor do mundo, a nível individual há pouco para ganhar. Acabas por ganhar o prémio mais alto de todos. Em termos coletivos, praticamente também já ganhei os títulos mais importantes que há para ganhar e agora o melhor troféu que posso ganhar é garantir um emprego, depois de jogar Futebol de Praia, para sustentar a minha família. Espero que as pessoas se lembrem de mim.

BnR: Nasceste no Canadá, mas vieste cedo para Portugal. Podes explicar-nos de forma rápida a tua história inicial?

JS: Sim, vim com três meses para Portugal. Os meus pais estavam, na altura, no Canadá, e quando eu nasci vieram diretos para Portugal. Tenho lá família e já lá voltei, mas desde os meus três meses que toda a minha vida foi feita neste país.

O título de campeão do mundo foi a cereja no topo do bolo
Fonte: FPF

BnR: És pai, tens uma família grande. Como é que geres tudo isto, juntamente com a tua profissão?

JS: Às vezes, é complicado. Tenho três filhos e a minha mulher, que trabalha, tem sido uma grande mulher e uma verdadeira heroína. Não é fácil ficar sozinha com três crianças. Eu, quando estou cá, também passo praticamente os dias fora de casa porque estou sempre a treinar e então é difícil conciliar isso. Mas temos familiares que nos ajudam. Deixamos os meninos com a minha mãe ou com a tia dela e é assim que vamos gerindo isto.

BnR: O nome “Jordan” é raro em Portugal. Podes explicar-nos a origem do teu nome?

JS: É verdade… Acho que surge precisamente por causa do Michael Jordan. Ele estava, na altura, a aparecer e a minha mãe gostou do nome (risos). Pronto, há poucos nomes iguais. Aqui, na Nazaré, não há nenhum e acabo por ser o único. Também acaba por ser bom ser o único, não é? (risos).

– A paixão pelo Futebol de Praia e a possibilidade do Futebol de Onze –

«Se calhar, tinha valor para jogar na Primeira Liga».

BnR: Como é que surge a possibilidade de começares a jogar Futebol de Praia?

JS: Começo a jogar Futebol de Praia desde muito novo. Porque também tive a felicidade de viver perto da praia e desde pequeno que vou lá jogar à bola. Sempre estive ligado à praia, praticamente. A sério, a sério… Começou com dezassete anos quando ingresso no Sotão. Faço o primeiro campeonato nacional, somos campeões nacionais e o mister Zé Miguel convoca-me para o estágio da seleção nacional. Recordo-me como se fosse hoje: estava completamente contente, super contente, mesmo. E as coisas começaram a surgir aí. Comecei a ir regularmente à seleção nacional e foi até hoje.

BnR: Estiveste no Futebol de onze, mas depois passaste para o futebol de praia. Por que motivo?

JS: Sim, comecei. Na altura, aqui na Nazaré, era complicado jogar muito Futebol de Praia. Era praticamente só no verão e, como eu gostava de jogar futebol, jogava futebol de onze. Depois, fui chamado à seleção nacional de Futebol de Praia e acreditei que as coisas podiam ficar sérias nesta modalidade. Foi tudo evoluindo e chegou a um ponto em que tive de optar pelo Futebol de Praia, em detrimento do Futebol de onze.

Jordan Santos e Bruno Torres são indispensáveis na equipa das quinas
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

BnR: No Futebol de 11, até onde é que poderia ir o Jordan em Portugal?

JS: Sinceramente, eu não sei. Ainda cheguei a jogar no Boavista FC, mas as coisas não correram bem. Não foi bem em termos desportivos, mas foi mais porque eu não aguentei as saudades da família. Era muito novo e custou-me muito abandonar a minha zona de conforto. Mas eu era um miúdo com qualidade! Reconheço isso. Se calhar, tinha valor para estar a jogar numa Primeira Liga. Mas, ao mesmo tempo, se calhar não teria atingido o que atingi hoje no Futebol de Praia.

BnR: Para quem não é muito entendido em relação à modalidade, como é que funciona uma época nesta modalidade?

JS: Hoje, o Futebol de Praia está muito mais evoluído. Falo de nós porque vamos iniciar o Mundial de Clubes, em fevereiro. O Futebol de Praia, praticamente, já se joga o ano todo. Agora começamos em fevereiro, depois é o início do estágio da seleção nacional para a época que aí vem. Depois já temos a Liga dos Campeões… É sempre a andar! Se tu fores um bom atleta, já jogas o ano todo, sim. Sem dúvida alguma que isto mudou porque antigamente o Futebol de Praia se resumia a umas duas semanas e era pouco discutido. Agora, joga-se com mais regularidade e já está uma modalidade mais profissional e com tudo para evoluir ainda mais.

BnR: Então, neste momento, não concilias o Futebol de Praia com outra atividade profissional, correto?

JS: Sim, neste momento jogo só Futebol de Praia. A minha outra atividade é ser pai (risos).

– A evolução do Futebol de Praia –

«Faço um apelo ao SL Benfica e FC Porto».

BnR: O que falta para que o Futebol de Praia seja ainda mais valorizado em Portugal?

JS: Acho que cada vez mais tem sido valorizado. Por exemplo, é aquilo que dizia anteriormente. Há uns anos, o Futebol de Praia resumia-se a duas semanas de competição. Hoje em dia, não. Já temos um campeonato nacional, uma Taça de Portugal, uma Liga dos Campeões… As coisas vão-se fazendo. Mas talvez falte mais atenção dos media. Também, durante o Inverno, quando não há competições, podia falar-se mais um bocadinho e procurar saber um pouco mais sobre a modalidade. Podia-se pagar mais aos jogadores para se tornarem profissionais na modalidade. Mas as coisas estão a ser bem feitas e têm evoluído bem.

BnR: A entrada do FC Porto e do SL Benfica poderia ser uma ajuda para a melhoria na modalidade?

JS: Isso sim, também. Evidentemente, as coisas seriam diferentes. Pelo nome que têm em Portugal, pelo que divulgam, pelo que são, pelas condições que teriam para dar aos melhores jogadores e pela visibilidade que iriam dar ao campeonato nacional. As televisões iam apoiar muito mais. Por isso, fica já aqui um apelo ao SL Benfica e ao FC Porto: se entrarem, o Futebol de Praia só fica a ganhar…

O talento na equipa das quinas cresce de ano para ano
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

BnR: Achas que o Futebol de Praia pode chegar ao patamar olímpico? Sei que essa era uma ambição pessoal do Madjer…

JS: Sim, nós já tivemos a felicidade de participar em dois jogos europeus; num deles fomos medalha de bronze e, neste ano, fomos medalha de ouro. É claro que isso é um sonho de todos os atletas. Acho que é o atingir do topo da modalidade e é para isso que a modalidade está a trabalhar. É também por isso que vão surgindo cada vez mais competições. Agora é esperar para ver o que é que vai acontecer, mas eu estou convicto de que o Futebol de Praia já merece ser valorizado dessa forma.

– As provas internacionais e o legado de Madjer –

«Fiquei surpreendido com o abandono do Madjer».

BnR: No ano em que ganhas o título de melhor jogador do mundo, vences também o Mundial e tens uma época de sonho no SC Braga. Foi o melhor ano da tua carreira?

JS: Sim, não escondo isso. Foi o melhor ano da minha carreira. Até porque acho que melhor é impossível para qualquer atleta. A partir do momento em que sou eleito o melhor jogador do mundo, sou campeão do mundo e europeu de seleções, sou campeão europeu de clubes, sou campeão do mundo de clubes, sou campeão nacional, ganho a Taça de Portugal… Acho que é impossível pedir mais! Com todo o respeito pela ambição que tenho, vai ser difícil repetir este ano. Mas sou um atleta determinado e continuo a trabalhar de forma igual para o novo ano.

BnR: Qual o papel de Mário Narciso neste sucesso e na forma como consegue retirar o melhor de cada um de vocês?

JS: O mister Mário Narciso, além de um grande treinador, é um grande homem. Sei que faz a força toda dele para nós. Ele foi atleta, sabe o que um jogador sente, e ele é um treinador, mas, acima de tudo, é um grande amigo nosso. É como se fosse um pai para nós. Tudo isso está a dar os seus frutos e a prova disso é termos conseguido ganhar tudo com ele.

BnR: O facto de Portugal ter sido eliminado em 2017 nos quartos-de-final foi também uma motivação extra para se fazer algo muito melhor neste ano? Ficou um amargo de boca?

JS: Não, não… Não foi uma espécie de vingança, sequer. Não foi por aí. Nós sabemos que existem outras seleções que também trabalham bem. Por exemplo, o Brasil, neste ano, foi eliminado como nós fomos em 2017. E o Brasil era o principal candidato e o campeão em título. O Futebol de Praia de hoje em dia não é como o Futebol de Praia de antigamente, que se baseava em três seleções, no máximo. Hoje em dia, a modalidade está muito bem trabalhada e há muitas seleções boas. Qualquer uma pode lutar pelo título. Em 2017, calhou-nos a nós ficar de fora e este ano calhou ao Brasil. É claro que, na altura, ficámos tristes porque tínhamos o sonho de ser campeões do Mundo, mas este ano tudo mudou e acabámos por ser nós a ganhar.

BnR: Consideras-te o herdeiro de Madjer na seleção nacional?

JS: O Madjer teve uma história bonita. O Madjer foi, durante muitos anos, a “cara” da seleção nacional. Mas o Madjer é o Madjer e o Jordan é o Jordan. Estou a construir a minha história e aquilo que podem esperar de mim é aquilo que tenho sido até hoje: um atleta determinado, com vontade de vencer em todos os jogos e com uma ambição enorme por ser o melhor em todos os jogos e competições. É isso com que Portugal pode contar, da minha parte. O Madjer teve a história dele e eu respeito-o muito, até porque fui, e continuo a ser, fã dele. Mas eu também estou a construir a minha história para um dia ser lembrado na modalidade.

Jordan é visto como o herdeiro de Madjer na seleção nacional
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

BnR: Existe uma responsabilidade maior por assumir o legado de Madjer, que foi, por diversas vezes, o melhor jogador do mundo?

JS: A responsabilidade existe sempre, independentemente de existir um legado. Se representas a seleção nacional, tens uma responsabilidade grande por representares o teu país. Neste caso, como fui eleito o melhor jogador do Mundo, é óbvio que há responsabilidade. Porque fui eleito o melhor e tenho mais olhos em cima de mim. Mas eu gosto disso e, se eu quero ser o melhor, tenho de lidar com essa responsabilidade. Mas é o que digo: estou a construir a minha história. Sem ser o Madjer, não houve mais nenhum português que tivesse sido o melhor do mundo. E é isso que eu quero que fique na memória das pessoas. Que se recordem de mim como um líder e um ícone do Futebol de Praia em Portugal.

BnR: Ficaste surpreendido com o anúncio da sua saída? Em declarações ao nosso programa, Bola na Rede TV, ele até tinha dito que só se devia retirar em 2020, após o Mundialito…

JS: Fiquei surpreendido pelo facto de ele não nos ter avisado antes de que se poderia retirar após este Mundial. Mas acaba por ser uma saída em grande, não é? O Madjer aproveitou o facto de termos sido campeões do mundo para sair em grande. Acho que ele fez muito bem, deixou a sua imagem e o seu legado, que foram espetaculares. Deu muita projeção ao Futebol de Praia e será sempre lembrado como uma lenda.


O momento em que Madjer anuncia, em primeira-mão, o adeus
ao Futebol de Praia, no Bola na Rede TV

BnR: Qual é a importância de Madjer dentro do grupo? Vai deixar um vazio na equipa ou há futuro na equipa de Portugal?

JS: O facto de o Madjer ter deixado de jogar não quer dizer que deixe de fazer parte de nós. Nós fomos liderados por ele durante muitos anos e é óbvio que ele não nos vai deixar a sós. Ele vai continuar ligado a nós. Mas também na certeza de que temos um futuro promissor. Temos vários atletas a surgir e a Federação Portuguesa de Futebol está também a trabalhar muito bem para termos mais jogos e mais competições. Mas o Madjer é o nosso líder, embora tenhamos outros líderes também. E o próprio Madjer sempre disse isso, várias vezes.

– O Futuro da modalidade e o ídolo, Cristiano Ronaldo –

«Cristiano Ronaldo acaba por ser um bocadinho como eu».

BnR: Depois de Madjer, Alan, Hernâni ou Belchior, quais são os próximos grandes talentos do futuro da modalidade?

JS: Isso só o futuro dirá, não consigo estar a dizer assim. Mas acho que vão aparecer outros talentos e sei que a Federação está a trabalhar para isso. Agora, não sei dizer especificamente quem será o próximo porque é muito difícil de adivinhar. Mas, por exemplo, aqui o Rúben Brilhante, da Nazaré, é um miúdo com muita qualidade e que nos pode ajudar muito, mas eu nem quero baralhar as coisas por ele ser de cá.

BnR: Fora do Futebol de Praia, acompanhas outras modalidades?

JS: Sim, sim. Mais Futebol e Futsal porque fui sempre fui fascinado por bola. Gosto de tudo o que seja futebol. Acompanho muito futebol de onze e, sempre que posso, futebol feminino também. Vejo tudo o que seja ligado a futebol. Aos poucos, mas vou acompanhando, sempre que posso.

BnR: Como é ser o melhor do mundo, juntamente com Madjer, Ricardinho ou Cristiano Ronaldo?

JS: É um sentimento de muito orgulho. Acabas por ficar na história do desporto e de Portugal. Aquilo que o Cristiano Ronaldo representa… o Ricardinho e o Madjer… Acabo por entrar na história e espero conseguir atingir este título mais vezes. Sou ambicioso, tenho 28 anos e quero vencer mais vezes este troféu para ficar ainda mais na história.

BnR: No mundo do Futebol, há muita discussão sobre quem é melhor: Ronaldo ou Messi. Achas que se perde demasiado tempo a discutir este tema?

JS: Eu acho que as pessoas devem apreciar mais, em vez de falarem tanto. São dois atletas fenomenais. Se calhar, nunca mais aparecerão dois iguais no futuro. Nós temos o prazer de os ver, de os acompanhar, jogo após jogo, e então, em vez de estarmos a discutir qual é o melhor, vamos apreciá-los. Cada um é melhor à sua maneira. Se um é melhor numa época, o outro será melhor na outra. Nós temos é de apreciar e não entrar em discussões. Temos dois atletas destes que nos apaixonam e que nos deixam colados à televisão para ver os jogos deles.

Cristiano Ronaldo é uma inspiração para Jordan
Fonte: Juventus FC

BnR: Sei que és fã de Cristiano Ronaldo. Em que é que te revês na postura do capitão da seleção de futebol?

JS: Revejo-me muito no Cristiano – porquê? Porque o Cristiano acaba por ser um pouco como eu. Não venho de uma família rica. A minha família não tem dinheiro, não escondo isso. E eu acabo por ser o líder de uma família, conquistando todas as coisas com o meu trabalho. Com o dinheiro que ganho com o Futebol de Praia consegui comprar uma casa! Tenho três filhos saudáveis e a quem não falta nada. Tenho uma mulher trabalhadora. Consegui ter as minhas coisas com aquilo que eu gosto de fazer. E não é fácil teres estas coisas, só a trabalhar no Futebol de Praia. Por isso é que eu dou muito valor. Para conseguires comprar uma casa, um carro, tens três filhos… Aguentares tudo isto só com Futebol de Praia não é fácil, é só para quem é bom. Por isso é que me revejo no Cristiano Ronaldo. Esteve lá em baixo e a família dele agora está toda bem, graças ao esforço dele. Eu não pus a minha família toda bem. Pus só os meus filhos e a minha mulher. Mas foi tudo com o meu sacrifício.

BnR: Por quantos mais anos teremos Jordan no areal?

JS: Espero que seja por muitos anos. Tenho 28 anos e espero estar ao mais alto nível, pelo menos, até aos 38 anos. Sou um atleta de muito treino, trabalho todos os dias a fundo, não fumo, não bebo e dedico-me a 100% a isto. Então, acredito que ficarei até aos 38 anos, e depois logo se vê. Vamos tentar até dar. A partir do momento em que sentir que não sou útil e que não estou a conseguir tirar o melhor de mim, aí retiro-me logo. Obrigado por tudo e vamos à nossa vida.

– Os melhores momentos da carreira –

«Mão foi o guarda-redes mais difícil de bater».

Passes-Curtos: BnR: Qual foi o melhor momento da tua carreira?

JS: Ser campeão do mundo.

BnR: E o pior momento?

JS: Não me qualificar para o campeonato do mundo, no Taiti (2013).

BnR: Qual foi o jogador com quem mais gostaste de jogar?

JS: Tive vários. Não consigo dizer só um. Felizmente, tive a felicidade de jogar ao lado de vários jogadores com muita qualidade.

BnR: E o guarda-redes mais difícil de bater?

JS: Talvez o Mão. É o que me deixa mais memórias do meu início de carreira. Eu era mais franzino e lembro-me de ele proteger muito bem a baliza. Ele era grande, pronto. Mas tenho outros, como o Rafael Padilha ou o Dona. Vá, principalmente estes três.

BnR: Qual foi o adversário mais difícil de marcar?

JS: Se calhar foi o Benjamín, do Brasil. Agora já não joga. Lembro-me de que ele era muito rápido e tinha uma mudança de velocidade estrondosa, tanto ia para a direita como para a esquerda.

BnR: Um sonho que ainda guardas para a tua carreira?

JS: Já sou realizado. Se hoje deixasse de jogar, já sairia realizado. Se tivesse de abandonar hoje, ficaria realizado em relação ao que ganhei na modalidade. Por isso, só quero agora garantir um futuro para mim e para a minha família, jogando sempre ao mais alto nível.

Foto de Capa: FPF

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Mário Cagica Oliveira

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