Última horaJá está definida a final da Taça Sul-Americana
Publicidade

Académica numa situação delicada

Eduardo Nunes · 2 min

Académica numa situação delicada

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab futsal

É com muita tristeza e amargura que escrevo este texto, que comprova, mais uma vez, o efeito nocivo que as gestões ruinosas têm nos clubes aparentemente estáveis. A Associação Académica de Académica (secção de Futsal) vive, nesta altura, uma situação muito complicada, não devido à falta de empenho dos elementos do plantel, mas por causa de uma gestão muito pobre, que conduziu a esta situação que tanto me revolta.

Clubismos à parte, a Académica é um clube diferente de todos os outros. Não sei o que é que a difere dos outros, mas sei que quem passa por esta terra e/ou por este clube não mais esquece esta instituição mágica. Pode não ser designado um dos “grandes” do futebol português, mas a sua maneira de estar no desporto, a envolvência com os estudantes locais, sempre fez com que a Briosa se destacasse dos demais clubes.

Falando agora da situação que me traz aqui, o futsal da Académica já viveu dias bem melhores. Após uma temporada de 2012/2013 muito positiva, que culminou no apuramento para os play-offs, era de esperar que o bom trabalho fosse mantido nesta época que agora decorre. No entanto, ocorreu um aparente menosprezo da AAC/OAF por esta secção, cuja gestão foi delegada a pessoas exteriores ao clube. Não poderia ter corrido pior esta decisão, pois nem as condições mínimas foram asseguradas aos jogadores, desde o início da época. Coisas tão básicas como água quente nos balneários, fatos de treino, refeições aquando dos treinos bidiários, entre outros, não eram garantidas pela direção.

Ex-jogadores da Académica, todos eles contestatários da atual Direção Fonte: Futsalglobal
Ex-jogadores da Académica, todos eles contestatários da atual Direção
Fonte: Futsalglobal

Claro que os jogadores não se sentiam satisfeitos, mas, por amor à camisola, foram dando o seu máximo todas as semanas. Esta situação arrastou-se até meados de janeiro, altura em que estalou definitivamente o verniz. Saída massiva de jogadores do plantel principal, uma autêntica razia que apenas deixou, no plantel de séniores, Nilmar. Foi necessário o recurso à equipa de juniores para colmatar esta série de ausências, e por isso não é de esperar que os resultados desportivos sejam os mais brilhantes até ao fim da época.

No entanto, isso não é o mais importante. Estes jovens têm um grande amor à camisola e dão sempre tudo por tudo para que a Associação Académica de Coimbra seja representada de uma forma digna e prestigiante. É uma fase complicada, é certo, mas estes jovens representam o futuro do futsal da instituição e espero que possam ajudar a inverter esta tendência muito negativa.

Como verdadeiro adepto da Briosa, cá estarei para apoiar incondicionalmente a equipa, nos bons e nos maus momentos. Poderemos descer de divisão e passar um mau momento, mas a Académica nunca vai cair nem desaparecer.

Eduardo Nunes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Europa League

Resistir e Sonhar | Ferencváros x Torreense

Depois dos baldes de água fria frente a Tondela e sobretudo Sunderland, o Torreense vê nova oportunidade de espantar a Europa a ser providenciada por um dos mais rodados adversários que lhe calhou em sorteio. O histórico Ferencváros participa em fases de grupos ou liga europeias consecutivamente desde 2020 e ganhou a liga húngara sete vezes seguidas, até se deixar surpreender a época passada pelo Györ – ora, como grande dominador daquele futebol, restava apenas ao Ferencváros dar uma de Bayern, absorvendo o talento que se atreveu a meter em causa a hegemonia. E assim substituiu o lendário Robbie Keane por Balász Borbély, o eslovaco de 47 que cometeu a proeza (regressando assim a casa, ele que já tinha treinado juniores e equipa secundária do Ferencváros entre 2019 e 2022).  Antecipava-se, por isso, conto de fadas. Que Borbély conseguisse imprimir o registo dominador de outrora em contexto nacional e manter o sucesso recente fora-de-portas, conciliando harmoniosamente os índices competitivos. Enquanto se tem conseguido cumprir com a segunda expectativa (veja-se o percurso dos húngaros, que ultrapassaram todas as rondas de qualificação), as coisas não vão de feição na Liga, com cinco empates em nove jornadas. «Nem tudo correu como planeado nesta temporada», explicou assim na antevisão ao encontro desta quinta-feira. «Os resultados na Liga Europa são bons, mas não acho que exista uma grande diferença na forma como jogamos para as duas competições».

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.