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Cinco contra e cinco e no final… ganha o Leão | Futsal

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Está fechada mais uma edição do Campeonato Nacional de Futsal. O Sporting CP venceu, na Final, o SL Benfica por 3-0 e sagrou-se Bicampeão da modalidade. Com este troféu, os leões conquistaram um inédito triplete, vencendo todas as competições nacionais disputadas na presente temporada.

Uma vez mais, a história voltou a repetir-se e os rivais de Lisboa defrontaram-se na Final do play-off pela 12.ª vez. Foi a 15.ª Final para cada um, logo, apenas cinco das 17 finais não foi um Sporting-Benfica. A abrir a série, o vencedor da Fase Regular, Sporting, recebeu o Benfica, que se via privado do seu capitão, Robinho, ao passo que Nuno Dias voltava a contar com Zicky Té.

O Pavilhão João Rocha registou lotação esgotada – à semelhança de todos os jogos desta Final – e viu a sua equipa emendar o desaire de 1-3 ao intervalo, levando o jogo para prolongamento, após o empate a quatro. Foi na etapa complementar que os leões carimbaram a primeira vitória, depois de um golo de Pany Varela na ressaca de um canto, cobrado pelo mesmo. Foram mais de duas horas e meia de Futsal de excelência, que certamente não defraudou quem assistiu. Para a história fica o facto do Benfica ter estado praticamente todo o jogo em vantagem e de só ter caído nos derradeiros três minutos, algo inédito nos últimos duelos com o Sporting e que, esperavam os benfiquistas, podia ser um sinal de mudança.

Quatro dias depois, novo dérbi, desta feita no Pavilhão da Luz, que registou nova enchente… e novo prolongamento. O Benfica voltou a começar bem e ao intervalo vencia por 2-0. Todavia, uma reação espetacular do Sporting virou o resultado em menos de dois minutos. Na reta final, Erick marcou na sua própria baliza, após um centro perigoso de Rocha e levou a partida para prolongamento. Aí, Pauleta e Zicky construíram o golo da vitória no início do segundo tempo e os leões voltaram a bater as águias.

No regresso ao Pavilhão João Rocha, desta feita os papéis inverteram-se e a equipa de Nuno Dias aproveitou uma primeira parte desastrosa do Benfica para chegar ao intervalo a vencer por expressivos 3-0. No início do segundo tempo, André Sousa reduziu a desvantagem, marcando à sua antiga equipa, mas rapidamente Zicky tratou de meter o resultado em 4-1. Aos 34’, uma jogada individual de Arthur colocou o resultado em 4-2. Com o cinco para quatro já na quadra, Arthur voltou a reduzir para 4-3 e, literalmente no último segundo, acertou no poste esquerdo da baliza de Guitta – a quinta bola das águias enviada aos ferros, a terceira do brasileiro. A “sorte” estava mesmo do lado leonino que, assim, evitaram novo prolongamento e sagraram-se Campeões Nacionais.

E falar de sorte quando se refere a esta equipa do Sporting, é ser, no mínimo, ignorante. Foi a primeira vez na história do Futsal português que uma equipa foi Campeã sem perder qualquer jogo no play-off. Este foi sétimo título nacional consecutivo da equipa de Nuno Dias, que soma 13 (em 17) nos últimos cinco anos. Em dez temporadas, o técnico conquistou o seu 25.º troféu. A sorte trabalha-se e se há exemplo de trabalho e de competência, os nomes de Nuno Dias e da equipa de Futsal do Sporting têm lá estar incluídos.

Nestes três jogos da Final, o Sporting foi mais competente e provou que é superior ao seu rival nos momentos chaves. É certo que a equipa de Pulpis apresentou melhorias face às temporadas anteriores, mas voltou a bater na trave e sai sem conseguir ganhar um único jogo, mesmo quando essa vitória esteve perfeitamente ao seu alcance no Jogo 1 e 2. As baixas por lesão e por castigo – Robinho só jogou o Jogo 3, Nilson lesionou-se com gravidade no início do Jogo 2 e Jacaré foi expulso no Jogo 1 – condicionaram o Benfica, mas não explicam tudo. Nos últimos 20 dérbis, o Benfica apenas venceu o Sporting, no tempo regulamentar, em três deles. O problema está identificado, menos para quem de direito.

Voltando ao Sporting, os grandes vencedores, de destacar que Nuno Dias utilizou a mesma ficha de jogo em todas as partidas, apostando na estabilidade da sua equipa. Só Gonçalo Portugal não foi utilizado com regularidade, o que demonstra a confiança do treinador e a qualidade que todos os jogadores deste plantel têm. Os leões marcaram 13 golos, apontados por nove jogadores diferentes, dos 10 de campo – só Merlim (quem diria!) não marcou. Quanto mais se procura pelos números, maior é a surpresa e o encanto por esta equipa que continua a conquistar cada troféu como se fosse o primeiro.

Até ver, a velha máxima germânica pode perfeitamente aplicar-se ao conjunto de Futsal do Sporting: são cinco contra cinco e no Final… ganham os leões.

Foto de Capa: Sporting CP

O Tiago nasceu em Abrantes e, atualmente, estuda em Portalegre, cidade para onde partiu em busca do seu sonho no meio do Jornalismo. Está ligado ao Desporto desde sempre e gosta de rebater as suas opiniões até à última. O Ciclismo e o Futebol - não o 'jogo da bola' - são as suas paixões, sem nunca descurar o Hóquei em Patins, o Futsal e o brilhante mundo dos Esports.

O Tiago nasceu em Abrantes e, atualmente, estuda em Portalegre, cidade para onde partiu em busca do seu sonho no meio do Jornalismo. Está ligado ao Desporto desde sempre e gosta de rebater as suas opiniões até à última. O Ciclismo e o Futebol - não o 'jogo da bola' - são as suas paixões, sem nunca descurar o Hóquei em Patins, o Futsal e o brilhante mundo dos Esports.

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