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Espanha 2-4 Portugal (AP): Um grande jogo e já estamos nas meias!

Eduardo Nunes · 4 min

Portugal
Foto: André Sanano/FPF

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A CRÓNICA: DUAS GRANDES EQUIPAS E UM JOGO EMOCIONANTE

Era uma das “finais antecipadas”, a par do Argentina x Rússia, que terminou com a vitória da equipa sul-americana, e era aguardado com muita expetativa – não só por ser a reedição da final do Campeonato Europeu de Futsal 2018, mas pela qualidade dos intervenientes e por ser um sempre aguardado duelo ibérico.

Apesar de não terem sido registados golos nos primeiros 20 minutos, foi uma primeira parte extremamente bem disputada, com grande intensidade e emoção, mas com uma arbitragem que não esteve ao nível exigido para uma fase tão avançada de um Mundial.

Para começar, os árbitros assinalaram faltas por toques quase inexistentes, algo que levou a que Portugal atingisse as cinco faltas a mais de dez minutos do intervalo, e a Espanha a quatro minutos. Este critério muito apertado ia enervando os jogadores de parte a parte, mas o árbitro egípcio corrigiu o mesmo a partir do momento em que Portugal ficou “tapado”.

Houve um livre direto, a menos de um minuto do tempo de descanso, a penalizar um erro de Bebé, mas Adri atirou ao lado, num lance no qual Vítor Hugo entrou e cobriu de forma exímia todos os cantos da sua baliza. Houve oportunidade junto de ambas as balizas, mas tanto Bebé como Jesus Herrero responderam sempre com total eficácia quando chamados a intervir.

A segunda parte começou logo com uma grande oportunidade, mas a bola embateu caprichosamente no ferro. O aviso estava feito e pouco depois ia ter a sua confirmação com um golo de belo efeito de Adolfo, a não dar hipótese de defesa a Bebé.

Este início provou ser catastrófico para Portugal, com o segundo golo a surgir num livre cobrado por Adri, no qual a defesa portuguesa não fica isenta de culpas. A equipa lusa parecia estar sem forças para recuperar, mas a cerca de nove minutos do final surgiu uma esperança, com o golo de tiro exterior de André Coelho, contando com uma pequena ajuda de Jesus Herrero, que até então vinha fazendo uma exibição perfeita.

O público nas bancadas deu um apoio incrível à seleção e explodiu de alegria quando, a quatro minutos do fim, Zicky finalizou uma jogada brilhante com um remate dentro da área ao canto superior, após assistência de Miguel Ângelo, não dando hipóteses a Herrero e conseguindo assim o empate.

Os últimos minutos do tempo regulamentar decorreram com algumas incidências junto da nossa baliza, mas conseguimos aguentar o empate e seguir assim para o tempo extra. Por exemplo, no último segundo, a bola ia entrando na baliza defendida por Bebé, mas o poste impediu uma derrota trágica mesmo a acabar.

Em pleno prolongamento, um lance caricato originou a reviravolta total no marcador: jogada aparentemente inofensiva no ataque português, corte de Gaya que só parou no fundo das redes espanholas.

A partir daqui e com a nossa vantagem no marcador, seriam uns minutos finais de nervos e muita emoção. Numa altura em que a Espanha arriscava tudo com o guarda-redes avançado, Pany Varela marcou um golo de baliza aberta, praticamente sentenciando o encontro a nosso favor.

Os espanhóis tentaram de tudo, mas hoje era realmente o dia de Portugal, que inclusivamente contou com uma ajuda essencial da sorte, com bolas nos postes e o autogolo que permitiu a reviravolta. Creio que Portugal é um justo vencedor, tendo em conta aquilo que decorreu durante os 50 minutos de encontro.

 

A FIGURA

Zicky Té – É quase “ridículo”, mas este jogador tem apenas 20 anos completados no dia 1 de Setembro e já é um dos indiscutíveis na seleção. Há muitos outros valores a despontar, como Afonso Jesus, Tomás Paçó, etc, mas o que ele joga e faz jogar com esta tenra idade é incrível. E hoje foi decisivo ao marcar o golo do empate que levou o encontro para prolongamento.

O FORA DE JOGO

Entrada na 2.ª parte – Foi uma entrada terrível, depois de uma primeira parte bem conseguida. Sofremos dois golos sem resposta nos quatro primeiros minutos, mas felizmente não nos impediu de avançar na prova.

 

ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA

Federico Vidal pode-se queixar da sorte, mas o certo é que a Espanha não foi superior a Portugal, tirando em pequenos momentos do encontro. Aproveitou bem a quebra de concentração portuguesa no início da segunda parte, mas, na globalidade, não foi uma exibição muito bem conseguida de nuestros hermanos.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jesús Herrero (5)

Carlos Ortiz (6)

Adolfo Fernández (7)

Adri (7)

Raúl Campos (5)

SUBS UTILIZADOS

Marc Tolrá (5)

José António Raya (5)

Chino (5)

Miguel Mellado (5)

Raúl Gomez (5)

Francisco Solano (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Como em todos os encontros anteriores, entrámos sem pivot fixo na frente, entrando Zicky sempre que o jogo pedia essa mudança tática. Praticamente tudo correu bem hoje e o mérito tem de ser dado a Jorge Braz. Segue-se o vencedor do Irão – Cazaquistão na próxima quinta-feira.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bebé (7)

Fábio Cecílio (6)

Bruno Coelho (6)

João Matos (6)

Ricardinho (6)

SUBS UTILIZADOS

André Coelho (7)

Tomás Paçó (6)

Afonso Jesus (6)

Zicky (8)

Erick Mendonça (6)

Pany Varela (8)

Tiago Brito (6)

Miguel Ângelo (7)

Vítor Hugo (6)

 

Artigo revisto por Andreia Custódio

Eduardo Nunes

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