Cabeçalho modalidadesNo âmbito dos jogos particulares do fim do mês com a Rússia, saúda-se o regresso à convocatória do melhor jogador de futsal do mundo, o “mágico” Ricardinho.

Bem sei que a seleção não depende só do gondomarense, uma vez que, felizmente, temos outros jogadores capazes de decidir, mas a ausência do nosso capitão é um pouco comparável com a não-inclusão de Cristiano Ronaldo no lote de convocados da equipa nacional de futebol de 11. São intervenientes que nem precisam de fazer grandes jogos, somente a sua presença em campo serve para intimidar os adversários, que sabem que têm que prestar atenção redobrada ao jogador português. Recorde-se que este jogador falhou a última convocatória por lesão, num torneio amigável triangular, realizado no passado mês de Dezembro, na Macedónia, jogado entre a equipa organizadora, Portugal, e a Bósnia-Herzegovina, torneio esse que acabámos por conquistar.

A estrela maior do futsal português está de regresso Fonte: UEFA
A estrela maior do futsal português está de regresso
Fonte: UEFA

De facto, como disse há cerca de 15 dias, estes encontros servem para preparar o apuramento para o Euro 2018 e serão jogados contra a congénere russa, em solo nacional, uma vez que serão jogados no Pavilhão Municipal da Torre da Marinha, nos dias 27 e 29 deste mês. Também no mesmo recinto irá decorrer outro jogo de cariz particular, mas este perante a nossa equipa sub 21, no dia 26.

Em relação aos restantes convocados, não há grandes surpresas, optando o selecionador Jorge Braz por convocar o núcleo duro que levou até ao Mundial da Colômbia, com apenas 3 alterações na convocatória, quando comparado com o Campeonato do Mundo na América do Sul. Para além da troca de Victor Hugo por André Sousa, que não esteve nos 14 eleitos por lesão, notam-se mais 2 alterações nos convocados: Márcio, da AD Fundão, e Nilson, do SC Braga, por Djo, do Sporting CP, e Ré, do SL Benfica.

Apesar de, no geral, não haver muitas mudanças no lote, nota-se uma clara aposta em jogadores jovens, pois os dois jogadores de campo têm, respetivamente, 26 e 24 anos, contra os 31 dos jogadores que renderam, pese embora o facto de ambos serem jogadores muito importantes na manobra defensiva e ofensiva da equipa, em condições normais.

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Estes são jogos amigáveis e, como tal, é muito importante implementar algum sangue novo na seleção. Vão ser dois jogos muito bons de assistir e espera poder-se ver as jovens promessas em ação, nem que seja apenas durante uns minutos.

Foto de capa: FPF

Artigo revisto por: Francisca Carvalho