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O Sonho Europeu

João Pedro Barbosa · 2 min

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No Pavilhão Multiusos de Gondomar, no Porto, vão estar as quatro melhores seleções femininas de futsal. Estarão na luta por aquele que será o primeiro europeu desta modalidade, no contexto feminino. Portugal, Espanha, Rússia e Ucrânia são as equipas que chegaram até esta fase final e apenas uma será consagrada como a melhor da Europa.

Para chegar a esta fase final, as seleções passaram por uma ronda de qualificação, que é já habitual nas competições da UEFA. A equipa espanhola ultrapassou, com alguma facilidade, os seus adversários no grupo 1 e somou três vitórias em três jogos. A seleção das Quinas teve a mesma prestação que as nuestras hermanas e acabou a fase de qualificação com nove pontos. Espanha e Portugal acabaram esta primeira fase com os mesmos pontos (nove) e os mesmos golos marcados (26) e sofridos (um).

As duas equipas do leste europeu, Rússia e Ucrânia, passaram com dificuldade os seus respetivos grupos, mas conseguiram alcançar um lugar na tão desejada final four, em Gondomar. A equipa russa venceu o seu grupo com sete pontos, enquanto que a seleção ucraniana, que também fez sete pontos, passou somente pela diferença de golos – mais quatro do que a seleção húngara.

A seleção das Quinas tenta ser a primeira equipa a vencer a UEFA Women’s Futsal EURO e tenta escrever mais uma bela página no futsal português
Fonte: FPF

O sorteio ditou que Rússia e Espanha são as primeiras seleções a entrar em cena e a mostrar o seu talento na quadra. Já no segundo jogo, Portugal defronta a Ucrânia numa partida que deve contar com casa cheia para apoiar a seleção portuguesa.

Por ser a primeira vez que esta competição se irá realizar, as quatro seleções vão estar mais do que motivadas no que diz respeito a jogar para ganhar, e dificilmente alguma deverá apresentar-se como grande favorita a vencer o torneio.

A seleção das Quinas, devido ao facto de ser a anfitriã da UEFA Women’s Futsal EURO, poderá sentir uma pressão acrescida para corresponder às expetativas. Porém, ter um pavilhão cheio a cantar a uma só voz “a Portuguesa” e a apoiar a equipa durante os 40 minutos pode constituir um fator de motivação extra para as atletas nacionais.

O desejo é o de que Portugal vença esta competição, tornando-se a primeira seleção feminina a levantar o mais prestigiado troféu da UEFA. Deste modo, poderíamos ser, também, a primeira seleção europeia a ter lado a lado os troféus do europeu feminino e do masculino, que já foi ganho em 2018 na Eslovénia. Enquanto for possível sonhar, sonharemos, mas façam com que seja possível que este sonho… se torne realidade.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: UEFA

João Pedro Barbosa

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Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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