Última horaJosé Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano
Publicidade

Playoffs? Isso é para meninos

André Eusébio · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab futsal

Hoje tenho a minha cadela como musa inspiradora, o que não está propriamente a resultar, porque eu olho para ela com carinho e ela olha para mim como se eu fosse atrasado mental;
no meio desta troca de olhares intensa, ainda rebola para eu lhe fazer festinhas na barriga.
Cadelas… há vários sentidos para a palavra cadela; caso não saibam, há pessoas que empregam a expressão “cadela” quando alguém está fortemente embriagado. “Eía ganda cadela” é uma expressão taberneira relativamente usual. O que é que se passa é que, depois de ver o jogo da selecção de ontem e a paragem cerebral do Rui Patrício, eu só posso acreditar que ele estava com “uma ganda cadela” quando se trocou todo e pensou que estava a jogar com os de branco.

http://www.zimbio.com/photos/Rui+Patr+cio/Portugal+v+Spain+UEFA+EURO+2012+Semi+Final/D5MQInNU1Mf
Fonte: zimbio.com

Podia ficar aqui o dia inteiro a falar do passe preciso do Rui Patrício ou das fintas fabulosas do Nani – se o deixassem, o homem fintava a grande muralha da china, isto sem passar a bola, porque o futebol para o Nani é um jogo de equipa: ele e a bola são uma equipa, os outros que se orientem.

Mas nem tudo é mau no panorama futebolístico nacional: enquanto jogadores como o Rui Patrício confundem o Pepe com o Ben Basat (o que é natural: agora que o Pepe tem cabelo, atrofia toda a gente) e a Selecção Nacional de Futebol vai de mal a pior, a Selecção Nacional de Futsal descobre quem vai defrontar no Europeu de Futsal 2014, que se vai realizar na Bélgica. E surpresa das surpresas, qualificaram-se… SEM PLAYOFFS! Sem espinhas, em primeiro do grupo, só com vitórias. Assim dá gosto!

http://pt.uefa.com
Quadro de Playoffs
Fonte: UEFA.com

Esperemos que se portem bem e que tragam o caneco para casa, tarefa nada fácil com selecções como a Espanha, o Azerbaijão ou mesmo a Itália a competir. Desde que não se lembrem de começar a jogar com os adversários em vez de contra eles, pode ser que consigam uma gracinha; equipa para isso temos, falta-nos, se calhar, um discurso motivacional do Ben Basat: “Acreditem até ao fim, pode ser que eles confundam as camisolas”.

André Eusébio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

José Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano

SEVILHA, ANDALUZIA- Espanha não tem sido notícia apenas por boas razões nos últimos meses, bem pelo contrário. A queda do governo de Pedro Sánchez está na ordem do dia e tal ‘crise’ justifica-se com vários pontos: alianças políticas que já não estavam a funcionar, aumento do descontentamento da população, salários que não acompanham o custo de vida, crise habitacional que levou a manifestações por todo o território… No entanto, a memória é traiçoeira. Faz-nos pensar que certos acontecimentos já ocorreram há bastante tempo, quando não é bem assim. Quantos se recordam do dia 30 de julho de 2026? Foi nessa data que ocorreu o começo da crise migratória de Ceuta e as consequências da mesma ainda se fazem sentir hoje em dia. 70 mil pessoas oriundas de Marrocos entraram no território a partir do mar durante as 48 horas, provocando uma crise migratória totalmente inesperada. As razões que estiveram na origem desta entrada em massa não são o foco desta análise. A maioria das pessoas teria uma boa índole, procurando o melhor para si e para os seus. Histórias de vida diferentes umas das outras, mas o objetivo comum de atingir a felicidade. No entanto, também existiu o outro lado da moeda: quem procurou o conflito e a criação de um ambiente tóxico.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Quem é o rei da Andaluzia? É o Real Bétis. Ah, bem me parecia!

SEVILHA, ESPANHA- As últimas temporadas permitiram confirmar um novo paradigma no futebol espanhol. A Andaluzia, recheada de históricos por todas as suas províncias, acabou por ver o Real Bétis transformar-se na instituição mais forte da região. O designado de número 1. Há poucas missões mais difíceis que esta. Uma Comunidade Autónoma larga, com cidades com um espólio enorme, não é fácil de dominar. Para isso, os béticos lograram montar um projeto com vários prazos e uma figura central, beneficiando também do mau momento vivido por outras instituições. Ao pensarmos no futebol na Andaluzia, sem dúvida alguma que o Real Bétis é um dos primeiros emblemas que nos vêm à cabeça. No entanto, o Sevilha já foi o Rei da Europa League e é lembrado em primeiro lugar por muitos. Málaga, Granada, Cádiz, Almería, Real Jaén… as preferências dividem-se, como em tudo. Porém, o domínio estabelecido pela instituição do Benito Villamarín é inegável. Vivemos tempos em que o verde e brancos está na moda no sul de Espanha.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.