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Portugal 1-6 Brasil: Lusos sem antídoto para Ferrão canarinho

Vítor Miguel Gonçalves · 4 min

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Portugal e Brasil enfrentaram-se no Pavilhão João Rocha no primeiro dos dois jogos de preparação entre a formação canarinha e os actuais campeões. No vigésimo primeiro jogo entre as duas equipas, a equipa de Jorge Braz queria conquistar a primeira vitória frente ao todo poderoso Brasil.

A equipa sul-americana, com alguns jogadores que actuam no Sporting CP no elenco (Guitta, Alex e Dieguinho), entrou da melhor forma no encontro e, à passagem do terceiro minuto, colocou-se em vantagem. O capitão de equipa Rodrigo entrou na quadra para bater um livre e, na transformação da bola parada, marcou o primeiro no João Rocha.

Já falámos de quatro jogadores brasileiros, mas este Brasil de Marquinhos Xavier tem outro craque que merece especial destaque: Ferrão. O pivot do FC Barcelona recebeu o legado de Falcão e é agora a figura maior do futsal brasileiro.

Nesta noite, Ferrão foi o claro destaque da constelação de estrelas que é esta selecção brasileira e brilhou a um nível superior a todos os outros, onde se inclui Ricardinho.

A formação sul-americana jogava com o guardião Guitta adiantado, jogando em 5×4 e pressionando os portugueses logo à saída da sua área, obrigando ao erro e não deixando que Portugal conseguisse construir com perigo ou que Ricardinho usasse a sua magia. Ao mesmo tempo, Portugal acumulava faltas e o seu melhor jogador era, neste momento, o guardião Vítor Hugo.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Com sete minutos para jogar na primeira parte, os canarinhos chegam ao segundo. Um erro defensivo lusitano fez com que a bola chegasse redonda aos pés de Dieguinho, tendo o pivot do Sporting apenas encostado para o fundo das redes. Um segundo golo merecido pelo trabalho que os visitantes mostravam em campo.

Em desvantagem, Portugal voltou a subir as linhas e conseguiu criar um momento de perigo por Erick, na sequência de um canto cobrado por Ricardinho. O universal do Sporting pegou na bola de primeira mas a bola saiu ao lado da baliza do seu colega de clube, Guitta.

Alguns momentos depois do segundo tento, o Brasil tentou recriar a jogada de sucesso mas Vítor Hugo remediou o erro do segundo golo e conseguiu antecipar-se aos intentos adversários.

O 0-3 chegou já dentro dos últimos minutos da primeira parte. Ferrão recebe a bola na direita e faz magia. O jogador do Barça finta André Coelho e remata forte e colocado, sem qualquer hipótese de defesa para o guardião português.

Na segunda parte, a equipa de Jorge Braz entrou com vontade de lutar pelo resultado e foi a primeira a criar perigo. Márcio Moreira tentou a sua sorte com um bom remate mas o inspirado Guitta voltou a negar os intentos portugueses.

Aos 23′, foi a vez de Arthur – mais um jogador do FC Barcelona – marcar e aumentar para 0-4 o resultado. Leo Santana consegue chamar a si dois jogadores portugueses e, com o desequilíbrio alcançado, serve um isolado Arthur que só tem que colocar a bola fora do alcance de Bebé, que tinha entrado ao intervalo na equipa de Portugal.

Portugal não baixou os braços e continuou a procurar o golo que já merecia. Fábio Cecílio, jogador do SL Benfica, tentou num belo remate mas o guardião brasileiro parecia intransponível na baliza.

A dez minutos dos quarenta, e já com Portugal a jogar no 5×4 com Tiago Brito como guarda-redes avançado, o Brasil chegou à mão cheia, com o capitão Rodrigo a bisar na partida. O fixo do Magnus Futsal aproveitou uma perda de bola no ataque luso e rematou fácil para o 0-5.

A equipa campeã europeia nunca mostrou ser tão inferior à sua congénere brasileira mas a qualidade dos elementos do escrete foi o factor decisivo na diferença existente no marcador.

O tento de honra português surgiu aos 36′, por Tiago Brito. A jogar como guarda-redes, o jogador do SL Benfica recebeu um passe de Ricardinho e fuzilou, em zona frontal, Guitta. Um golo muito merecido e festejado pelos mais de 2000 espectadores que estiveram no João Rocha. De referir também o apoio brasileiro nas bancadas que motivou os jogadores e que foram merecedores dos festejos do sexto golo canarinho.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Guitta, um dos heróis da partida, defendeu um remate frouxo e à figura de Ricardinho e chutou da sua área para uma deserta baliza portuguesa. Assim que marcou, o guarda-redes leonino correu até à bancada contrária e festejou com os seus compatriotas.

Num jogo com um resultado algo “mentiroso”, o Brasil de Marquinhos Xavier contou com as suas estrelas num nível bem alto e conseguiu contrariar o futsal português e a inspiração do melhor jogador do Mundo, Ricardinho.

Segue-se novo jogo na próxima sexta-feira. Desta vez, o encontro será no Pavilhão da Luz e onde Portugal poderá mostrar uma nova face e mostrar que continua com a qualidade que levou a equipa nacional ao título europeu.

CINCO INICIAL E SUPLENTES

Portugal: Vítor Hugo; Fábio Cecílio, André Coelho, Bruno Coelho e Ricardinho.
Suplentes: Bebé; Erick, Nílson, João Matos, Tiaguinho, Márcio Moreira, Pany Varela, Tiago Brito e Tunha.
Brasil: Guitta; Léo Santana, Dyego, Arthur e Ferrão.
Suplentes: Roncaglio, Rodrigo, Nando, Lino, Marcel Marques, Alex, Gadeia, Pito e Dieguinho.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Ferrão – Um jogador à parte neste Brasil. O jogador do Barcelona é um verdadeiro craque e ofuscou até o melhor jogador do Mundo neste jogo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Agressividade – Para um jogo amigável, as quezílias foram demasiadas. Muitas faltas, muita agressividade difícil de explicar e, por vezes, evitável.

 

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Vítor Miguel Gonçalves

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