A CRÓNICA: JOGO DE NERVOS COM VITÓRIA HISTÓRICA PARA PORTUGAL

Não é exagero nenhum dizer que este era o jogo mais importante da vida dos nossos jogadores, uma final de um Campeonato do Mundo contra uma excelente seleção da Argentina, campeã mundial em título.

Também era a despedida provável de Ricardinho, que tinha o sonho de conquistar um inédito título mundial com Portugal, conforme se percebeu pela sua reação quanto tocou o hino nacional, em que o gondomarense se desfez em lágrimas.

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Com esse gesto, acho que toda a gente percebeu a importância deste jogo e consequentemente deste troféu para a carreira de Ricardo braga, já vencedor de múltiplas edições da Liga dos Campeões e do Euro 2018, entre muitos outros, mas este era ainda mais especial e todos percebemos o porquê.

Voltando ao encontro, entrámos com o esquema habitual dos últimos jogos, com muita experiência no cinco inicial, deixando os virtuosos Zicky Té e Pany Varela no banco de suplentes, entrando sempre que necessário ao longo do jogo.

Como habitual numa final de um campeonato do mundo, os minutos iniciais foram de estudo mútuo, sem grandes ocasiões claras de parte a parte. Já na segunda metade, a cerca de sete minutos do intervalo, surge um lance que ajudou a escrever a história da primeira metade: o cartão vermelho direto mostrado a Borruto, por agressão a Ricardinho.

Foi um lance tão claro e evidente que o selecionador português pediu a visualização das imagens por parte da equipa de arbitragem oriunda do Quirguistão (nomeação muito estranha por parte da FIFA, mas não me quero alongar nesse tema) e o árbitro viu-se “obrigado” a sancionar tal atitude com um cartão vermelho, obrigando a equipa das Pampas a jogar com menos um durante dois minutos ou até que Portugal marcasse um golo.

Houve alguns lances de finalização, com destaque para um remate de Ricardinho ao poste, mas parecia que o tempo ia passar sem golo português. Mas, no último lance em superioridade numérica, Pany Varela fuzilou Nico Sarmiento e colocou Portugal em vantagem.

Até ao fim, o tempo foi passando sem grandes lances iminentes de golo junto de ambas as balizas mas, sempre que chamados a intervir, Bebé e Sarmiento mostraram total qualidade, concentração e eficácia. Intervalo com uma vantagem mínima justíssima, também porque a Argentina pouco arriscou, algo que teria de mudar caso a seleção sul-americana queira mudar o rumo dos acontecimentos.

Na segunda parte, mais aberta porque era inevitável a Argentina arriscar bem mais, com especial destaque para uma jogada excelente de Erick Mendonça, cujo remate embateu caprichosamente na trave da baliza de Sarmiento.

A doze minutos do final, a após uma bola parada bem trabalhada, Pany Varela surge a rematar de fora e a mostrar que hoje era o seu dia. Vantagem preciosíssima, mas que infelizmente para nós não durou muito tempo, pois na jogada seguinte Claudino reduziu a diferença e aumentou a emoção para os minutos finais.

Os argentinos tentaram tudo, com guarda-redes avançado, alguma felicidade à mistura, um lance polémico, em que fica a dúvida se a mão de João Matos seria motivo para penalty ou não, mas a noite era nossa. Vamos celebrar, porque o troféu já cá canta!

 

 

A FIGURA
Fonte: UEFA

Pany Varela – Quem mais? Dois golos numa final de um Mundial, era impossível ser outro o grande destaque, embora a exibição de Bebé também tenha sido espetacular, também João Matos com a sua entrega total e excecional e todo o coletivo, incluindo a equipa técnica, tenham jogado mais ou menos minutos e claro, a claque que se juntou aos jogadores portugueses e foram claramente o sexto jogador!

 

O FORA DE JOGO

Borruto – Atitude infantil, a custar à sua equipa um grande desgaste físico durante praticamente dois minutos e a desvantagem no marcador. Vendo as imagens na repetição, foi tão óbvia e clara a agressão sobre o nosso jogador e os árbitros não tiveram outra alternativa senão mostrar o cartão vermelho direto ao jogador Argentino.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Jorge Braz montou uma equipa inicial na linha do que foi apresentando ao longo deste Mundial, um 4×0 onde a experiência imperava, mas que ao longo do jogo mudava para 3×1, com Zicky ou Erick Mendonça a jogarem na posição de pivot.

 

5 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Bebé (9)

Fábio Cecílio (8)

Bruno Coelho (8)

João Matos (9)

Ricardinho (9)

SUBS UTILIZADOS

André Coelho (8)

Tomas Paçó (8)

Afonso Jesus (8)

Zicky Té (8)

Erick Mendonça (9)

Pany Varela (10)

Tiago Brito (8)

Miguel Ângelo (8)

 

ANÁLISE TÁTICA – ARGENTINA

Matias Lucuix apostou numa tática muito semelhante a Portugal, mas não fez um bom jogo nos primeiros 20 minutos. Na segunda parte, tentou tudo o que podia mas não conseguiu inverter o rumo dos acontecimentos.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nicolás Sarmiento (8)

Angel Claudino (8)

Santiago Basile (7)

Alan Brandi (7)

Pablo Taborda (7)

SUBS UTILIZADOS

Damian Stazzone (7)

Lucas Bolo Alemany (7)

Maximiliano Rescia (7)

Leandro Cuzzolino (7)

Cristian Borruto (4)

Constantino Vaporaki (7)

Lucas Farach (7)

Foto de capa: Seleção Portugal

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