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Primeira derrota da temporada complica contas

Eduardo Nunes · 2 min

Primeira derrota da temporada complica contas

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Parece-me pertinente olhar para a atualidade da divisão secundária e da respetiva zona de apuramento do campeão-Zona Norte, na qual a máxima “isto não é como começa, é como acaba” nunca pareceu fazer tanto sentido como agora. É certo que ainda é cedo para falar em hipóteses goradas de lutar pelo título e principalmente pela subida de divisão, mas para já não se revela muito fácil o Unidos Pinheirense voltar à luta depois de três jogos disputados, com apenas dois pontos conquistados até ao momento.

Depois de uma época que estava a ser perfeita, com 22 triunfos em igual número de jogos disputados e o consequente apuramento histórico para a final-eight da Taça de Portugal, com uma série B também perfeita após disputar 18 jornadas, a máquina trituradora de Gondomar atravessa uma pequena crise de resultados que dificulta bastante o objetivo de levar o clube nortenho de volta ao principal escalão do Futsal português, depois de ter sido relegado na época passada. Talvez este pequeno abaixamento no rendimento se deva a um excesso de confiança, por causa da brilhante época até então.

A laranja mecânica já viveu dias bem melhores esta época Fonte: Futebol Clube Unidos Pinheirense
A laranja mecânica já viveu dias bem melhores esta época
Fonte: Futebol Clube Unidos Pinheirense

Obviamente que os adversários nesta fase são indiscutivelmente mais fortes do que na anterior, e uma derrota em Viseu não é um escândalo, ainda mais num jogo onde a vitória poderia ter caído para qualquer lado – e o parcial (8-6) demonstra isso -, mas é claramente um sinal de alerta no que concerne à luta pela promoção. Ao fim da terceira jornada, o sexto lugar não é um bom prenúncio para o que resta do campeonato, até porque só o primeiro lugar dá acesso imediato à Liga Sport Zone, indo os segundos classificados das Zonas Norte e Sul discutir um play-off para ver quem assegura o bilhete final para a principal divisão. Embora tenha sido claramente uma entrada em falso, ainda é perfeitamente possível recuperar a desvantagem para o topo da tabela, que se cifra agora nos cinco pontos.

Para que isso seja possível, é imperativo vencer o próximo jogo, no seu reduto, perante o Póvoa Futsal, para poder subir mais algumas posições e conseguir reentrar na discussão pela subida, pois já provou que é, de longe, uma das melhores equipas do escalão secundário e, a par do Viseu 2001, o mais forte candidato a lutar por outros lugares, algo só possível caso se inverta a atual tendência menos positiva da equipa de Valbom.

Foto de capa: Futebol Clube Unidos Pinheirense

Eduardo Nunes

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Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
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