Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
Numa modalidade onde o dérbi lisboeta é sagrado, SL Benfica e Sporting CP voltaram a medir forças no Pavilhão da Luz. O pensamento das duas formações era o de vencer, mas com objetivos muito distintos: os leões para aumentar a vantagem sob o eterno rival e as águias queriam encurtar distâncias e passar até para a frente do Sporting, ficando líder.
O jogo começou muito equilibrado como já é normal em dérbis na modalidade. Porém, é bom destacar que também começou muito quente com entradas desnecessárias e confusões que não deviam acontecer. Ainda estávamos a ver um Benfica confiante e um Sporting controlador do jogo, principalmente sem bola.
Ao minuto oito, Taynan começou a jogada para o primeiro do jogo. O cazaque desfez Fits em fintas – o brasileiro ainda deve estar à procura da bola, sinceramente. O número três leonino algo atrapalhado conseguiu passar para Erick, que rematou cruzado e sem hipóteses para Roncaglio. Estava feito o 0-1 a favor do Sporting. O Benfica até estava melhor no jogo, mas o desporto é mesmo assim: não marca quem está melhor no jogo.
Não foi preciso esperar muito tempo para ver novo golo na partida e desta vez para os encarnados. Ao minuto nove, uma boa jogada pela esquerda de Fernandinho, que rematou primeiro e Guitta muito bem defendeu a primeira. Mas a bola sobrou para o brasileiro que viu muito bem Robinho do outro lado. O russo que só teve olhos para a baliza e marcou. Era o empate na partida a um golo e tínhamos o jogo em aberto.
Ao minuto 14, uma jogada mais do que típica do Robinho – a vir do seu meio campo adversário com a bola – e Cardinal não conseguiu acompanhar, deixando um espaço aberto para o russo progredir a seu belo favor. O número 10 encarnado encontrou Chaguinha numa ala e o brasileiro marcou um golo que acho que ninguém no pavilhão acreditou. A verdade é que a bola ultrapassou a totalidade da linha e acabou por contar. Um belo remate cruzado e estava feita a remontada do Benfica. O marcador mostrava agora 2-1.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
O Benfica não descansou com a vantagem e poucos segundos depois houve novo golo encarnado. Com a bola em profundidade parecia que o guarda-redes brasileiro estava com o lance controlado, mas afinal não… Erro colossal de Guitta – daqueles que não estamos habituados a ver – e estava lá bem Fábio Cecílio para fazer o desarme e mandar a bola para dentro da baliza. Estava feito o 3-1 para o Benfica e Nuno Dias teve mesmo de parar o jogo porque não acreditava naquilo que tinha acontecido.
As duas formações foram para o intervalo com cinco faltas, mas não houve tempo, nem faltas – pelos vistos – para que a seis houvesse. Fim da primeira parte com vantagem para o Benfica por 3-1 numa primeira parte como já não se via há muito em dérbis lisboetas – grande qualidade de jogo por parte das duas equipas.
Início da segunda parte e aos 30 segundos livre de Merlim com a bola a ir ao poste! O Sporting entrava melhor e o Benfica em apenas 40 segundos tinha já duas faltas… Um problema crónico desta equipa que tem de ter mais cuidado com esta situação porque no primeiro tempo aconteceu o mesmo.
Estava-se mesmo adivinhar que o cazaque ia ser expulso porque estava a ser demasiado agressivo em todas as suas entradas no jogo. E o resultado final foi mesmo um segundo amarelo no jogo e consequente expulsão. Um mau jogo a todos os níveis por parte do número três do Sporting… Ainda para mais decidiu fazer um jeito pouco amigável – “roubado” – e se o vermelho já é impeditivo de não jogar uma jornada… Não sei quanto vai parar o jogador cazaque.
Ao minuto quatro da segunda parte, veio mesmo o quarto golo para os encarnados. Depois de estar em superioridade numérica, com calma os encarnados conseguiram organizar golo e com a bola em Robinho foi fácil de encontrar o golo. O russo fez um passe que rasgou totalmente a defesa e ao segundo poste estava lá Hemni para marcar o quarto para o Benfica, dando ainda mais vantagem na partida.
Roncaglio perdeu totalmente a cabeça, aos 7 minutos, quando fez penalti sob Erick. Uma entrada imprudente do brasileiro visto que o número oito leonino não tinha muito ângulo para fazer o que quer que fosse… Mas marcado o penalti foi Cardinal que assumiu a responsabilidade de marcar a grande penalidade. A verdade é que dali o número nove não vacilou e marcou mesmo. Estava reduzida a vantagem para apenas dois golos (4-2).
Tardava o terceiro golo do Sporting na partida e tardava também a entrada de cinco para quatro dos leões, que facilitaria a possibilidade de marcar. Mas a 4.28 para o fim do jogo, Nuno Dias percebeu isso mesmo e lançou Merlim como guarda-redes avançado em busca de algo mais. O treinador dos leões sabia que seria algo arriscado, mas tinha de ser feito.
A faltar 1.24 para o final da partida veio o terceiro golo do Sporting no jogo. Uma boa jogada de cinco para quarto dos leoes. Depois a bola sobrou para Erick, que rematou cruzado sem grande hipótese para Roncaglio, que, mais uma vez, sofreu um golo muito semelhante ao primeiro. Um remate cruzado que não deu margem de manobra para a defesa. O marcador marcava 4-3 a favor do Benfica no Pavilhão da Luz e era emoção até ao fim.
A não ser uma bola à barra por Fernandinho não houve até ao final não houve mais motivos de grande destaque para salientar. O Benfica ganhou o derbi dos dérbis em futsal e passou assim a ser líder da Liga com 10 pontos num jogo que foi dos mais equilibrados dos últimos tempos. Um grande jogo por parte dos encarnados, que acabaram por sofrer, e muito, nos instantes finais da partida. Os dois clubes têm compromissos para a Liga antes de pensar para a UEFA Futsal Champions League na Main Round.
CINCO INICIAL
SL Benfica – Roncaglio (GR), Fernandinho, Chaguinha, Robinho e André Coelho
Sporting CP – Guitta (GR), João Matos, Taynan da Silva, Alex Merlim e Cardinal
A FIGURA

Chaguinha – Depois do jogo da Supertaça onde teve uma exibição menos conseguida, foi uma chapada de luva branca para todos aqueles que os criticaram. Fez um jogo muito bom e marcou um golo que muitos no pavilhão não acreditaram… Nem mesmo eu, que vi com os meus próprios olhos. Tem demonstrado mais uma vez que está ao nível dos melhores nesta equipa e foi, a par de Robinho e Fernandinho, o melhor em campo.
O FORA DE JOGO

Taynan da Silva – Apesar de ter sido importante no primeiro golo do Sporting, jogo não lhe estava a correr nada bem. Esteve muito agressivo em muitos momentos do jogo e esta agressividade não foi algo bom, pois resultou na sua expulsão. Ainda para piorar a sua situação foi o que fez depois da expulsão… Não esteve nada bem e veremos se não será pior para si aquilo que fez em pleno campo.
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SL Benfica
BnR: O Benfica começou o jogo sem um pivô de raiz com o Fernandinho a puder fazer essa posição e com o Fits a entrar em momento decisivos do jogo. Queria saber se o Benfica joga melhor deste tipo de forma e o que tem a dizer do trabalho dos dois?
Joel Rocha: São jogadores diferentes. O Fits é um jogador muito mais fixo e o Fernandinho muito mais móvel. Ambos foram decisivos nos momentos em que tiveram em campo. O Fits conseguiu segurar a bola e gastou a defesa do Sporting e o Fernandinho foi a mesma função só que obrigou os jogadores do Sporting a correr mais em campo. O que me deixa muito satisfeito é que esse dois argumentos [Fernandinho e Fits a pivô] foram feitos o que foi pedido no momento certo e o rigor com que foram feitos deixa-me também muito satisfeito.
Sporting CP
BnR: O SL Benfica teve cinco faltas tanto na primeira como na segunda parte. Acha que esta regra das cinco faltas tem de ser alterada e também o jogo sendo tão agressivo se deveria ter sido marcada uma sexta falta?
Nuno Dias: Parabéns ao Benfica, porque foi melhor no jogo e acabou por marcou mais golos e é assim que se ganham jogos. O facto de não fazer faltas durante 22 minutos, foi de um rigor defensivo excelente porque quem está a jogar contra o Sporting e não comete uma sexta falta. As regras não têm ser mudadas porque elas estão bem. Mas falta coragem para marcar algumas faltas. Mas parabéns ao Benfica.
Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede
artigo revisto por: Ana Ferreira












