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SL Benfica 5-5 Sporting CP (0-2 G.P.): Tudo para o quinto jogo!

João Neves · 7 min

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O Sport Lisboa e Benfica recebeu esta noite o Sporting Clube de Portugal no quarto jogo da Final do Campeonato Nacional com as águias a chegarem a esta partida com duas vitórias contra uma derrota. As águias venceram a última partida no pavilhão João Rocha por 9-6 depois de terem ganho em casa por 3-2. A primeira partida realizou-se em terreno leonino com a equipa de Alvalade a vencer por 5-4. Nota para a ausência de Nuno Dias, técnico do Sporting, do banco de suplentes, na Luz, por suspensão da federação portuguesa de futsal. Em caso de vitória do Sport Lisboa e Benfica o troféu nacional ficaria já no Pavilhão da Luz enquanto que caso o Sporting saísse da partida vencedor, levaria o derby a um último jogo para determinar o grande vencedor

O jogo começou com a bola a pertencer aos jogadores da casa que ficaram responsáveis por atacar a primeira parte a baliza do topo norte enquanto que os leões, com o objetivo de levar a final para o seu terreno, atacou inicialmente a baliza mais próxima da sua massa adepta. O primeiro remate pertenceu a Merlim que fez queimar as mãos de Cristiano. Na jogada seguinte, a resposta do Benfica foi de Fernandinho que na ala direita transportou a bola e rematou cruzado para o fundo das redes leoninas, ficava assim aberto o marcador. O Sporting empata a partida dois minutos depois com Cardinal a puxar o pé esquerdo, rodar, e o pivot de primeira faz o empate.

Cristiano ainda se esticou, mas a experiência do jogador leonino falou mais alto.  Os primeiros cinco minutos da partida resumem-se a dois golos, um para cada lado, muita velocidade e apenas uma falta que contribuiu para que estes primeiros minutos tivessem sido de bom futsal. Os segundos cinco minutos foram pobres em golos e acabou pela partida ficar marcada por mais paragens por falta, o primeiro cartão amarelo saiu para a camisola oito dos leões, Diogo. Contudo, era o Benfica quem tinha mais faltas nestes primeiros dez minutos da partida.

Na entrada dos últimos dez minutos da primeira o Sporting virou o marcador com Caio Japa a cabecear para a baliza aberta de Cristiano que tinha tentado defender alto, mas a bola acabou por correr mais alto ainda no cruzamento da esquerda. Aos treze minutos da primeira parte o Sporting chega ao terceiro golo com Cardinal a finalizar na perfeição uma jogada que tinha sido iniciada numa bola parada bem próxima da entrada central da área. O português precisou apenas de afinar a mira e marcar o terceiro para os leões e tranquilizar os adeptos leoninos.

O Benfica tentou responder da melhor forma ao golo sofrido com um remate perigosíssimo de Tiago Brito à malha lateral, isto, minutos após o time-out pedido pelo técnico das águias. Cardinal e André Sousa foram dois jogadores que fizeram a etapa final da primeira parte com dificuldades físicas devido a lesões na zona lombar, algo que poderá a ter haver com a intensidade do jogo e desta fase final da temporada do futsal. A três minutos do final da primeira parte o Sporting marca o quarto com um remate fortíssimo de Dieguinho que colocou a bola bem próxima do poste direito de Cristiano. Poucos instantes depois o Benfica dispôs da oportunidade de reduzir num livre de dez metros, mas Coelho não conseguiu marcar.

Foi um jogo escaldantes na Luz
Fonte: Sporting CP

Chegava na jogada anterior a quinta falta leonina quando o cronometro não marcava ainda o intervalo da partida. O Sporting pediu imediatamente o time-out para retificar os erros que tinha cometido após o quarto golo. Gonçalo Portugal acabou por ser o guarda-redes de serviço no primeiro livre de dez metros e no segundo, instantes depois. Desta vez, a falhar, foi Raul.

O próprio Raul acabaria segundos depois de rematar fortíssimo ao ferro da baliza leonina e no ressalto, também num remate fortíssimo, Deives reduziu para 4-2 e fechou o marcador na primeira metade da partida. A primeira parte fica marcada por um Sporting sereno, organizado e eficaz enquanto que o Benfica mostrou perder muito sentido de jogo ao longo dos momentos em que ia sofrendo golos. Os dois livres de dez metros, falhados, em nada ajudaram os encarnados a aproximar-se do Sporting.

De referir também o incrível ambiente que se fez sentir nas bancadas da Luz tanto nesta primeira parte como na segunda metade da partida. Tanto os adeptos dos leões, estes em minoria, tanto com os adeptos da casa, a festa do futsal nacional fez-se sentir e de que maneira fora das quatro linhas do retângulo.

A segunda parte começou com o Benfica a tentar tomar conta da corrente de jogo, mas muitas vezes era travado em falta com o Sporting a chegar cedo aos quatro cartões amarelos. Em contrapartida o Sporting foi subindo as linhas e o Benfica não conseguia entrar com facilidade no último terço do terreno. Fernandinho acabaria por chegar ao primeiro da segunda parte com um remate rasteiro depois de uma assistência longa. O Benfica chegava assim ao 4-3 com um golo de pormenor do jogador da equipa da casa que bisava na partida.

À entrada dos últimos dez minutos da partida Dieguinho partiu a defesa dos encarnados com uma finta genial e deu a bola para Divanei escrever o seu nome na ficha de golos da partida. O Sporting chegava assim ao 5-3 quando o cronometro marcava meia hora de jogo. Enquanto corríamos para o final da partida ia-se percebendo claramente que o Benfica era a equipa com maior frescura física, mas que nada tinha vantagem com a eficácia do Sporting na hora de rematar à baliza de Cristiano.

Fábio Cecílio fez estremecer a baliza de André Sousa com um remate fortíssimo ao ferro da baliza, um lance que surpreendeu qualquer adepto de futsal. Após a jogada André Sousa precisou de ser assistido devido ao cansaço, calor no pavilhão e dificuldade em respirar devido ao fumo que vinha das bancadas. A quarta falta do Sporting foi cometida por Varela que, não querendo, acabou por levar o amarelo e o Sporting a aumentar o número de amarelados. O livre foi marcado mesmo à entrada da área, do lado esquerdo, depois de uma paragem forçada devido à falta de condições para a prática do futsal. O motivo foi o fumo existente dentro do pavilhão. No livre, André Sousa foi o protagonista ao dar o corpo à bola para não sofrer golo.

E se nesse lance foi André Sousa o homem do momento, no seguinte lance foi Cristiano a superiorizar-se aos adversários. Dois lances que mostraram toda a qualidade individual dos dois guarda-redes dos rivais. Fernandinho marcou o terceiro da conta pessoal segundos depois do Benfica passar a jogar com guarda-redes avançado, sendo este, Bruno Coelho.

O Benfica reduziu assim para um golo de diferença numa altura em que as bancadas estão cada vez mais ao rubro com o futsal que os jogadores estão a praticar dentro das quatro linhas. A trinta e quatro segundos do fim o Benfica chegou ao empate com um belíssimo golo de contra-ataque com o camisola 17 das águias a rematar pelo meio das pernas do guarda-redes leonino. Assim sendo, o jogo foi para prolongamento com mais duas partes de cinco minutos cada para tentar desempatar o 5-5.

A primeira parte do prolongamento ficou marcada por ser talvez o período mais físico de todo o jogo. Muitas faltas e paragens fizeram os cinco minutos parecer uma eternidade com, tanto o Benfica como o Sporting, a atingirem as cinco faltas. A segunda metade do prolongamento fica agora marcada pela diminuição do ritmo de jogo devido ao estado físico de todos os jogadores em campo. Sem golos nestes dez minutos de prolongamento o jogo acabaria por ter que ficar decidido nas penalidades, a serem cobradas na baliza mais próxima das claques leoninas.

O Sporting venceu o quarto jogo da final e leva a decisão final para o próximo sábado no Pavilhão João Rocha em Alvalade. Depois de uma partida cheia de emoção, com muita velocidade e qualidade individual e coletiva, foram os leões a vencer as grandes penalidades e a adiar a decisão final da liga portuguesa de futsal.

Foto de Capa: Sporting CP

A FIGURA

Fonte: Sporting CP

André Sousa – Numa partida cheia de qualidade é difícil destacar apenas um jogador, mas André Sousa podia facilmente ser esse jogador de destaque. O experiente guarda-redes teve ao melhor nível e mostrou o porquê de ser uma peça chave da equipa leonina. Não foi o senhor dos penaltis mas dentro do tempo regulamentar e prolongamento foi várias vezes o jogador mais importante da partida.

O FORA DE JOGO

Fonte: SL Benfica

Adeptos do SL Benfica – Estragaram a festa do futsal com a explosão de objetos pirotécnicos que em nada acrescentaram ao real jogo. Os árbitros da partida tiveram de colocar uma pausa na partida até que o imenso fumo fosse desaparecendo dentro do Pavilhão da Luz.

João Neves

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