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Sporting CP 3-2 SL Benfica: Leões vencem 7ª Supertaça com patrocínio de Pany Varela

Pedro Machado · 2 min

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cab reportagem bola na rede

Não foi um bate-boca, mas foi parecido. Joel Rocha, treinador do SL Benfica, começou por afirmar que o Sporting CP era favorito a vencer a Supertaça. Nuno Dias, técnico do Sporting CP, comentou essas declarações «estratégia para aliviar pressão». Esta ‘discussão’, juntamente com a boa moldura humana e sonora sentida no Pavilhão Mário Mexia, contribuiu para que o dérbi se disputasse num clima ainda mais quente do que o calor que se fazia sentir fora das portas do recinto.

O Sporting CP fez jus às palavras do técnico contrário e entrou a mandar no jogo, chegando ao golo inaugural antes dos dois minutos de jogo por Pany Varela, num disparo a meio do meio-campo do SL Benfica.

Os encarnados conseguiram reagir, equilibraram o jogo, mas foi o adversário a ter a oportunidade de dilatar a vantagem, através de uma grande penalidade cometida por Hemni sobre Dieguinho, estavam decorridos 6 minutos e meio de jogo. Diogo, chamado à conversão, falhou, deu moral ao adversário, que aproveitou a “boleia” para igualar o marcador, um minuto depois. Hemni redimiu-se do lance do penalty e, numa jogada que parecia perdida, trabalhou sobre a linha lateral e disparou para o fundo das redes leoninas.

O equilíbrio, refletido no 1-1, foi nota dominante até ao intervalo.

O segundo tempo começou de acordo com o início do primeiro: com o Sporting CP a mandar no jogo e… a desfazer a igualdade. Pedro Cary, aproveitou perda de bola encarnada para, em zona frontal, disparar para o 2-1 com três minutos decorridos no segundo tempo. Desta vez, o SL Benfica não conseguiu reagir tão bem e o Sporting CP esteve mais perto do terceiro que os encarnados do empate. Não contava, porém, que o seu guarda-redes falhasse um passe de forma proibitiva sobre a linha do meio-campo e que Chaguinha aproveitasse para igualar o marcador, num disparo efetuado… à entrada da àrea do SL Benfica.

O Sporting CP, desta vez, não ficou abalado pelo golo encarnado e manteve o domínio de jogo, ameaçou chegar ao golo… e concretizou essa ameaça. Pany Varela, novamente, devolveu a liderança do marcador aos leões. O Benfica tentou contrariá-la, usou guarda-redes avançado, mas não conseguiu evitar deixar escapar o título para o rival.

Num jogo entre duas das melhores equipas de futsal da europa, a vitória sorriu à equipa apontada como favorita pelo… treinador contrário.

A FIGURA

Fonte: Sporting CP
Fonte: Sporting CP

Pany Varela (Sporting CP) – O número 18 dos leões disse presente quando foi preciso e colocou a sua equipa em vantagem por duas vezes, revelando-se decisivo para a conquista da Supertaça.

Para além dos golos, ainda revelou boa intensidade e capacidade para se bater com a defesa encarnada.

FORA-DE-JOGO

Desacatos entre adeptos – Num jogo com tão bom ambiente, é difícil encontrar algo negativo. Porém, os desacatos entre adeptos, que obrigaram a intervenção policial são merecedores do ‘prémio’.

Pedro Machado

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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