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Os leões entraram no jogo mandões, não deixando a equipa croata respirar. Os lances de perigo sucederam-se e o primeiro momento quente foi aos oito minutos, quando os árbitros invalidaram um golo a Dieguinho, por terem considerado uma falta anterior sobre Merlin. Pouco depois, foi a vez de Matheus, da equipa croata, causar perigo, enviando uma bola ao ferro.
Depois do lance perigoso do Nacional Zagreb, voltou a só dar Sporting. Diogo foi um verdadeiro quebra cabeças para a defensiva croata, rematando duas bolas aos ferros e criando boas jogadas para os seus colegas. Foi num destes lances que o Sporting acabou por abrir o marcador – Diogo passou da linha de fundo para a entrada da área e Fortino abriu o ativo. Até ao intervalo, voltou a ser só Sporting, mas a primeira parte terminou com vantagem mínima para os leões.
A segunda parte começou como acabou a primeira, com o Sporting por cima a massacrar a equipa croata, mas sem conseguir marcar, apesar de alguns bons lances, destacando-se um remate de Pany Varela, que passou a milímetros da baliza, após um excelente passe de desmarcação de Divanei.

Fonte: Número F
Na resposta, a equipa de Zagreb deu um ar da sua qualidade, mas Matheus mandou novamente ao ferro, no que poderia ter sido um excelente golo. A 13 minutos do fim, o Sporting fez finalmente o segundo golo através de Pany Varela, golo que mudou tudo, uma vez que a equipa croata passou a jogar com o português André Gomes como guarda redes avançado.
Se ontem elegemos como ‘fora de jogo’ a defesa 5-4 do Sporting, hoje tudo mudou, também pela importância do jogo. O Sporting esteve irrepreensível, obrigando mesmo Robert Grdovic, treinador dos croatas, a trocar de guarda redes avançado, pondo Juan Portas nesta função para os últimos minutos. Apesar da excelente defesa, a equipa croata, a pouco menos de dois minutos do final, fez o 2-1, através do inevitável Matheus. Mas se a tática do guarda redes avançado tem vantagens, também tem desvantagens, como Pedro Cary fez questão de mostrar, ao fazer o 3-1 num remate ainda dentro da sua área para a baliza adversária deserta.
Vitória mais que justa do Sporting, que assim já assegurou a passagem para a Final Four, onde vai tentar finalmente o título europeu, objetivo que há tantos anos persegue.
A FIGURA:

Sporting – Os leões mostraram por que motivo são uma das melhores equipas da Europa e conseguiram dominar a equipa croata nesta ‘final’.
FORA DE JOGO:

Nacional Zagreb – É mais mérito do Sporting do que demérito da equipa croata, mas, numa final, que era o caso do jogo de hoje, não se pode fazer tão pouco em campo.
FP Halle-Gooik e ISK Dina Moskva abriram o segundo dia da Uefa Futsal Cup. As duas equipas derrotadas do primeiro dia queriam e precisavam de vencer para ainda ter alguma esperança na passagem para a Final Four, isto caso o jogo seguinte terminasse empatado.
A equipa belga teve maior controlo de bola do que a equipa do Dina, mas foram os russos a abrir o marcador logo aos cinco minutos de jogo, por intermédio de Starodubov, após assistência de Krutyi. Depois do golo, a equipa do Halle-Gooik continuou por cima do jogo, mas nunca conseguiu criar real perigo para a baliza defendida por Boytsov. Já os russos tentaram por várias vezes o contra golpe, mas também nunca conseguiram incomodar o guarda redes da equipa belga, Zaeamello. O resultado de 1-0 ao intervalo era um pouco injusto para a equipa de Moscovo, mas também não era muito escandaloso.
A segunda parte começou na mesma toada da primeira parte: a equipa belga por cima e a criar mais perigo, Grello deu o primeiro aviso e, muito pouco tempo depois, o Halle-Gooik chega mesmo ao empate através de Galan Carsi, após boa jogada com o Leitão.

Fonte: Bola na Rede
O golo do empate foi o que o jogo precisava. As duas equipas passaram a arriscar mais e o jogo melhorou muito. Razorenov quase devolveu a liderança à equipa russa, aos sete minutos da segunda parte, e como quem não marca sofre, a equipa belga deu a volta ao marcador, com golo do português Leitão, após passe de Gréllo.
Com os belgas na frente, o jogo baixou de ritmo, sempre controlado, muito graças à maior experiência dos jogadores do Halle-Gooik. Carpes falhou um livro de dez metros, que daria tranquilidade à formação belga, que sofreu nos últimos quatro minutos com o guarda redes avançado do Dina. A equipa russa, naturalmente, passou a ditar as leis do jogo, mas só por uma vez conseguiu criar perigo, através de Razoreno, já dentro do último minuto.
Vitória justa da equipa belga que fez mais pela vitória durante os 40 minutos, conseguindo assim os seus três primeiros pontos e sonhando ainda com o segundo lugar do grupo, que de pouco serve sem ser consolação.
A FIGURA:

Leitão – O jogador português assistiu para o primeiro golo, fez o segundo e fez um corte decisivo já dentro dos últimos dez segundos. Grande parte da vitória belga deve-se ao jogador português.
FORA DE JOGO:

Agressividade russa – A equipa do Dina, talvez fruto da inexperiência, foi várias vezes agressiva em demasia. No entanto, é de realçar que não aconteceu nenhuma ‘entrada assassina’.
Foto de Capa: Número F
Artigo de Francisca Carvalho e Rodrigo Fernandes









