Viseu 2001 2-2 CR Candoso: Viseenses deixam escapar vitória no final

    A CRÓNICA: SEGUNDA PARTE FOI DO VISEU, SÓ A EFICÁCIA NÃO ESTEVE LÁ

    O Viseu 2001 voltava a entrar em ação frente ao Candoso, no terceiro jogo em oito dias, no Pavilhão Cidade de Viseu.

    Logo nos primeiros segundos de jogo, Dudu obrigou Henrique Antunes a aplicar-se depois de um remate que ia com selo de golo.

    Em toda a primeira parte, houve um equilíbrio dominante entre as duas equipas que tiveram várias vezes oportunidades para finalizar.

    O primeiro golo já se adivinhava, mas só surgiu a 9´ do intervalo. Do lado direito do ataque do Candoso, Amílcar fez um remate em esforço para a bola não sair pela linha lateral, mas a bola tomou a direção da baliza e entrou entre o poste do mesmo lado e o guarda-redes viseense, Côco, que ficou mal na fotografia.

    O marcador não parou de mudar e no minuto seguinte, Mamadu Ture, com espaço de fora de área, disparou forte para o empate na partida. No reatamento da partida, houve uma recuperação de bola do Viseu 2001 e o jogador emprestado pelo Sporting podia ter bisado depois de ter conseguido tirar o guarda redes do Candoso do caminho, mas em desequilíbrio atirou para fora.

    As duas equipas iam tendo oportunidades com destaque para dois lances de perigo do Candoso. Primeiro, numa reposição lateral, Thales pôs a descobriu Cris sozinho na área viseense, mas Côco foi rápido a antecipar as intenções do adversário e fez uma defesa de recurso com os pés.  Noutra jogada, foi Vini a atirar à barra da baliza.

    Antes do final do primeiro tempo, a equipa da casa completou a reviravolta por Dudu que, dentro da área adversária, aproveitou o alívio incompleto da defesa do Candoso ao calcanhar de Rafa Stocker.

    Na etapa complementar, o Candoso vinha apostado em chegar ao empate, enquanto que o Viseu 2001, satisfeito com a vantagem no marcador, tentava controlar o jogo.

    Só de fora de área, os visitantes conseguiam incomodar o guarda-redes do Viseu 2001. Já a equipa da casa, com mais espaço nas costas do adversário, conseguia chegar com perigo à baliza, mas igualmente sem sucesso.

    A pressão do Candoso em recuperar a bola perante o maior controlo do esférico dos viseenses obrigou os visitantes a chegar à quarta falta ainda nos primeiros minutos da segunda parte.

    Nos últimos três minutos de jogo, o Candoso apostou em Thales para guarda redes avançado e a solução, apesar de ter causado alguns calafrios com uma perda de bola do guarda-redes avançado, haveria de permitir chegar ao empate. A pouco mais de 1´ do final do jogo, Thales consegue colocar a bola à entrada da área para Amílcar, ninguém do Viseu 2001 foi à bola e o subcapitão do Candoso passou para Vini fazer o empate.

    O Viseu 2001 acabou por ser sofrer o empate na segunda parte, na qual foi a melhor equipa e explanou melhor o seu jogo com várias oportunidades para garantir a vitória.

     

    A FIGURA

    Fonte: CR Candoso

    Amílcar Gomes – O jogador foi importante ao fazer o primeiro golo da partida, num lance algo caricato, mas em que o subcapitão do Candoso arriscou e deu-se bem também com a displicência do guarda redes do Viseu 2001. Perto do final do jogo, a equipa estava desesperada para chegar ao empate e Amilcar conseguiu ter o discernimento para colocar a bola na área para Vini fazer o 2-2.

     

    O FORA DE JOGO

    Fonte: Pedro Meireles

    Côco – O guarda-redes suplente foi chamado à titularidade, à última hora e comprometeu. No primeiro golo do Candoso, o guardião deixou que a bola entrasse na baliza entre si e o poste mais próximo…. É verdade que o Viseu 2001 podia ter feito mais golos e este lance não ter sido decisivo, mas acabou por ser. No jogo de mãos, mostrou, por vezes, alguma insegurança, ao não conseguir amarrar o esférico.

    ANÁLISE TÁTICA – VISEU 2001

    Na primeira parte, Paulo Fernandes mudou a atitude da equipa, com o jogo a ser mais vertical para tentar chegar rápido à baliza adversária e menos com o jogo controlado em posse. Mesmo antes do início do jogo, o Viseu 2001 ficou sem o guarda-redes titular, Thiago, lesionado, dando lugar a Côco no cinco inicial.

    Em vantagem para o segundo tempo, os viseenses estiveram preocupados em abrandar o ritmo de jogo através de um maior controlo de posse de bola. A entrada de Douglas no jogo ajudou a defesa a ficar mais compacta. Contudo, a equipa teve dificuldades no 5×4 do Candoso e acabou por sofrer o empate.

    5 INICIAL E PONTUAÇÕES

    Côco (5)

    Kiko (5)

    Peixoto (6)

    Dudu (7)

    Rafa Stocker (6)

    SUBS UTILIZADOS

    Mamadu Ture (6)

    Muskito (6)

    Daniel Ramos (6)

    Douglas (5)

     

    ANÁLISE TÁTICA – CR CANDOSO

    Henrique Passos apostou em dois quartetos diferentes na primeira parte e conseguiu provocar perdas de bolas aos viseenses pela pressão alta exercida. Depois do golo marcado, a equipa retraiu-se e acabou por sofrer à conta dessa opção.

    Na segunda parte, os visitantes tiveram de correr atrás do prejuízo perante um adversário que jogava mais na expetativa e que tentava abrandar o ritmo de jogo. A equipa teve dificuldade em penetrar na área viseense. Dentro dos dez minutos iniciais da etapa complementar, o Candoso chegou à quarta falta, o que pareceu limitar a ação do conjunto treinado por Henrique Passos. Nos últimos três minutos, a aposta no 5×4 com Thales permitiu à equipa chegar ao empate.

    5 INICIAL E PONTUAÇÕES

    Henrique Antunes (6)

    Thales Feitosa (6)

    Cris (6)

     Amílcar Gomes (7)

     Vini (6)

    SUBS UTILIZADOS

    Cigano (6)

    Pirica (6)

    João Vigário (6)

     Julinho (6)

    BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA:

    Viseu 2001

    Bola na Rede: O Viseu 2001 sofreu o empate, mesmo no fim do jogo. Que análise faz a este jogo com este resultado amargo?

    Paulo Fernandes (Técnico principal): Um empate que acaba por saber a derrota por aquilo que fizemos, que trabalhamos ao longo da partida. Isto não quer dizer que o Candoso não tenha tido as suas oportunidades, mas quem falha golos de baliza aberta, como o Viseu hoje falhou, não há muito mais a esperar. Pusemo-nos a jeito como se costuma dizer. A poucos segundos do fim, sofremos o empate. Nem tinham criado grande perigo, nas situações de 5×4, mas arriscaram e têm o prémio de um ponto e nós temos a amargura de ter perdido dois.

    Bola na Rede: Enquanto na primeira parte, o jogo esteve mais partido, na segunda, o Viseu 2001 esteve com mais bola, como gosta de jogar. Apesar de ter sofrido o golo do empate, considera que a equipa exibiu-se a melhor nível no segundo tempo?

    Paulo Fernandes (Técnico principal): Do outro lado, sabíamos que hoje seria um jogo diferente de todos os outros que já tivemos. Se ganhássemos, entraríamos diretamente nas posições do Playoff. Fugíamos dos adversários que estão atrás de nós. Assim, acabamos por ficar todos mais ou menos iguais. Só continuamos a depender de nós para os nossos objetivos que é o mais importante. Por isso, é continuar a trabalhar porque acredito que os vamos alcançar.

    Bola na Rede: Qual foi o objetivo da aposta no Douglas para o segundo tempo? Dar maior coesão defensiva à equipa?

    Paulo Fernandes (Técnico principal): O Douglas não jogou tanto na primeira parte porque veio de uma lesão. Já não jogou contra o Braga. Como tal, não o podíamos estar a expô-lo e à medida que foi ganhando confiança, foi jogando mais minutos e esse era o objetivo também.

     

    CR Candoso

    Bola na Rede: O Candoso acabou por chegar à igualdade, mesmo no fim, mas chegou a estar em vantagem na primeira parte. Que balanço faz deste jogo?

    Henrique Passos (Técnico principal): Muito difícil para as duas equipas.  Acho que foi um grande jogo. Duas grandes equipas estiveram nesta quadra. Penso que foi um resultado justo.

    Bola na Rede: Na primeira parte, apesar de o Candoso ter ido para o intervalo em desvantagem, a equipa teve bastantes mais oportunidades em relação à segunda. O que faltou na etapa complementar para não serem tão acutilantes ofensivamente?

    Henrique Passos (Técnico principal): Não nos faltou nada. Tínhamos o Viseu que também estava a jogar e obrigou-nos a cometer alguns erros, pressionou-nos e nós fomos obrigados a descer um bocadinho para sair bem com a bola dominada. Mérito do Viseu, não é demérito nosso. Nós fizemos tudo para empatar o jogo. Viemos aqui com vontade de vencer, mas dentro das quatro linhas, acho que as duas equipas acabam por ter mérito pelo que trabalharam e pelo que fizeram.

    Bola na Rede: O Candoso chegou à quarta falta nos primeiros minutos da segunda parte. Limitou a ação da equipa?

    Henrique Passos (Técnico principal): Nós não nos preocupamos com isso. Nós sabemos que temos cinco faltas para fazer. Se tivermos de fazer cinco faltas nos primeiros cinco/dez minutos para não sofrer golos, vamos fazer. É lógico que condiciona o jogo na entrada, mas sabemos o que temos de fazer e o que queremos e as faltas fazem parte do próprio jogo.

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    Pedro Filipe Silva
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    Curioso em múltiplas áreas, o desporto não podia escapar do seu campo de interesses. O seu desporto favorito é o futebol, mas desde miúdo, passava as tardes de domingo a ver jogos de basquetebol, andebol, futsal e hóquei nacionais.