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Águia de Ouro | Hóquei em Patins

Tiago Alexandre · 5 min

Águia de Ouro | Hóquei em Patins
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Esta semana de festividades foi altura das melhores equipas de Hóquei em Patins do mundo rumarem até à Galiza, para disputarem a novíssima Golden Cup. Depois do boicote às competições europeias oficiais, organizadas pela WS Europe, as principais equipas europeias uniram-se para criar a sua própria competição, uma espécie de Superliga Europeia. Antes disso, e em jeito de teste, surge esta Golden Cup que decorreu na Corunha e serviu para comemorar os 50 anos do HC Liceo.

Doze equipas viajaram até à Galiza para disputar a competição. De Espanha, o leque foi composto por FC Barcelona, CH Caldes, HC Liceo, CE Noia e Reus Deportiu, aos quais se juntaram os portugueses FC Porto, SL Benfica, Sporting CP, OC Barcelos, UD Oliveirense e HC Braga, que foi chamado à última da hora para substituir o HC Forte del Marmi. A fechar a lista de equipas juntou-se o SCRA Saint-Omer, equipa que viajou de França.

Na primeira fase da competição, as doze equipas dividiram-se em quatro grupos de três e, nos três primeiros dias, discutiram quem seguiria para a fase a eliminar e quem seria eliminar. Aqui não se vislumbrou qualquer surpresa, com os favoritos a avançarem na competição. No Grupo A, Porto e Benfica alcançaram os dois primeiros lugares, com Caldes a ser eliminado. No B, seguiram Barcelona e Sporting, Saint-Omer eliminado. No C, Liceo e Barcelos, eliminado o Braga. E, por fim, no D, Oliveirense e Noia, com Reus a ficar pelo caminho.

Nos Quartos de Final, a equipa da casa começou por eliminar os seus compatriotas do Noia, numa partida sem grande história, que terminou em 6-0. De seguida realizou-se uma das grandes partidas da competição. O Benfica até começou melhor diante do Barcelona, vencia por 2-0 ao intervalo e por 3-0 no início do segundo tempo, com o Barça a reduzir para 3-1 e Gonçalo Pinto a voltar a aumentar para 4-1. Todavia, um final de partida infeliz quase que custou a derrota à equipa portuguesa, que viu o Barcelona marcar três golos em nove minutos e a levar a partida para os penáltis. Aí, as águias foram mais competentes e venceram por 3-2.

A fechar a primeira eliminatória, dois duelos entre equipas portuguesas. No primeiro, a Oliveirense até esteve a vencer por duas vezes, mas uma segunda parte de grande nível do Barcelos acabou por deitar por terra as aspirações da equipa de Paulo Pereira, que perdeu por 4-2. No clássico, o Sporting entrou melhor, o Porto virou e, ainda antes do intervalo, Ferran Font voltou a restabelecer a igualdade. Depois de uma segunda parte sem golos, Nolito Romero vestiu a capa de herói e, no prolongamento, deu a vitória aos leões por 3-2.

Chegados às meias-finais da prova, mais dois grandes jogos de enorme espetáculo. Ao final da manhã de sábado, Liceo e Benfica deram um grande show, com Pablo Álvarez a assumir-se como o Man of the Match, marcando os quatro golos da sua equipa. Para o Liceo marcaram Álex Rodríguez (2) e Marc Grau, deixando em campo uma excelente réplica. É certo que o Benfica nunca esteve em desvantagem, mas só nos minutos finais é que conseguiu garantir a vitória. Na outra partida, mais um clássico do Hóquei nacional. Dario Giménez e Alvarinho colocaram o Barcelos a vencer por 2-0 ao intervalo e, na segunda parte, Ferran Font acabou por reduzir. O Sporting ainda se acercou da baliza barcelense, mas apanhou pela frente uma defesa bastante compacta e aguerrida, que seguiu para a Final. O destaque desta partida vai, naturalmente, para Nolito Romero que, a meio do segundo tempo, foi atingido na cara pela bola e perdeu os sentidos. Segundo o Sporting, o jogador seguiu para o hospital “consciente, tendo apenas um golpe na face”.

A FINAL: «ÁGUIAS» NA LUTA PELO TÍTULO CONTRA OS «GALOS»

Chegados ao derradeiro dia, final portuguesa, em dia de Páscoa, em terras de Nuestros Hermanos. Benfica e Barcelos encontraram-se no Palácio dos Desportos de Riazor, num duelo que contou com 2523 espetadores, na sua maioria portugueses. Aos 2’, Rampulla assistiu Miguel Rocha para o primeiro da tarde, naquele que foi um golo fabricado por dois ex-Benfica. A partir daí, as águias assumiram as rédeas da partida, mas não conseguiram reverter a desvantagem até ao intervalo. No segundo tempo… só deu encarnado. Aos 33’, Nicolía empatou de Livre Direto e, três minutos depois, Ordoñez fez o 2-1 nas mesmas circunstâncias. Antes do marcador se avolumar, Pedro Henriques ainda defendeu uma bola parada de Luis Querido, mas os tentos de Gonçalo Pinto, Pol Manrubia e Pablo Álvarez fixaram o 5-1 final e permitiram que as águias conquistassem a primeira edição da Golden Cup.

Finda a competição, o Benfica perdeu apenas um jogo – 7-6 diante do FC Porto – e leva, assim, o troféu para Lisboa. O grande destaque individual do torneio foi Pablo Álvarez que, com cinco golos nas duas últimas partidas deu à sua equipa este troféu. Ainda assim, o francês Carlo Di Benedetto foi o melhor marcador da competição e, caso a sua equipa não tivesse sido eliminado nos Quartos de Final, figurava-se como o grande candidato a conquistar o prémio de Melhor Jogador.

Para finalizar, há que destacar o troféu da competição. A Taça que, em breve, estará nas vitrines do Museu Benfica – Cosme Damião, é uma réplica da Torre de Hércules, um dos grandes símbolos arquitetónicos da Corunha, sendo o mais antigo da região. Mede mais de 50 centímetros e é composto por uma base em madeira, onde estão dispostos os emblemas de todos os clubes da competição e a Torre que, no seu interior, contém sticks de todas as equipas eliminadas. No final de cada partida, o derrotado, por meio do seu capitão, depositou um stick evocativo do seu clube, configurando-se este simbolismo num grande gesto de fair-play.

Foto de Capa: Bola na Rede

Artigo redigido por Tiago Alexandre

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Manuel Nascimento · 5 min de leitura
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