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Depois de ter recebido a última edição do Campeonato da Europa de Hóquei em Patins, Paredes voltou a vestir-se de gala, desta feita para acolher a Final Four da Taça de Portugal 2021/22. Com dois grandes dias repletos de espetáculo, o FC Porto conquistou a competição, levando para o museu a sua 18.ª Taça.
A abrir as hostilidades do primeiro dia de competição, OC Barcelos e FC Porto entraram em ação na pista do Multiusos de Paredes. Depois de uma vitória para cada lado nos encontros do Campeonato, alguém teria de desempatar e avançar para a final da competição. Com um início de jogo bastante disputado, Alvarinho adiantou os barcelenses no marcador, aproveitando o facto de Mena ter visto o cartão azul. A vantagem pela margem mínima seguiu para o segundo tempo.
Com o Barcelos mais confortável no encontro, os dragões foram em busca do golo, que Carlo Di Benedetto acabou mesmo por alcançar, aos 35’, aproveitando, novamente, um cartão azul do adversário. A dois minutos do fim, Rafa Costa completou a reviravolta no marcador, mas o cinco para quatro do Barcelos valeu o golo do empate a 20 segundos do apito do árbitro. No prolongamento, Miguel Rocha fez o 2-3 e Mena respondeu com o 3-3, levando o jogo para as grandes penalidades. Aí, o FC Porto foi mais competente, venceu por 5-4 e avançou para a Final da competição. No cômputo geral, a vitória revelou-se justa, embora o resultado pudesse cair para qualquer um dos lados.
O FC Porto venceu, nos penáltis, o OC Barcelos e avançou para a Final da Taça de Portugal.
Ao final do dia, foi a vez de SL Benfica e UD Oliveirense se defrontarem. À semelhança do que acontecera no outro, cada uma das equipas somava um triunfo nos confrontos realizados esta temporada. Apesar disso, recorde-se que, na temporada 2018/19 – a última em que a Taça se jogou até ao fim -, a Oliveirense acabou por conquistar o troféu, ao bater o Benfica por 5-2.
Num duelo que, nos últimos anos, se tornou um verdadeiro clássico na modalidade, Lucas Ordoñez abriu o marcador logo aos dois minutos. De seguida, Pedro Henriques defendeu um Livre Direto de Marc Torra e o 0-1 acabaria por transitar para o segundo tempo, depois de se verificar uma partida bastante equilibrada, forte defensivamente e com os guarda-redes em evidência nos primeiros 25 minutos. Na etapa complementar, os guardiões continuaram a rubricar excelentes exibições. Todavia, aos 45’, Edu Lamas viu azul e, na cobrança, Lucas Martínez empatou a partida.
Lucas Ordoñez esteve em evidência e qualificou a sua equipa para a Final.
As águias reagiram bem e bastou apenas um minuto para Nicolia fazer o 1-2. A dois minutos do final, décima falta da Oliveirense e Lucas Ordoñez aproveitou para bisar, fechando a contagem em 1-3. Com esta justa vitória, após uma partida bastante intensa e equilibrada, os encarnados garantiram presença na Final, defrontando um dos seus grandes rivais.
No derradeiro dia, FC Porto e SL Benfica encontraram-se no Pavilhão Multiusos de Paredes. Olhando à história, este seria o 15.º encontro entre ambas em finais da Taça de Portugal, com o saldo a ser favorável aos dragões (oito vitórias contra seis). Já nesta temporada, e como não poderia deixar de ser… uma vitória para cada – 4-1 na Luz e 4-3 no Dragão. A juntar isto ao fantástico apoio dos adeptos às suas equipas, estavam reunidos todos os ingredientes para a Final.
Com apenas três minutos de jogo, o duelo ficou inevitavelmente envolto em polémica. Os dragões estavam no seu ataque e, inicialmente, a dupla de arbitragem assinalou uma falta ofensiva. Ainda assim, Gonçalo Alves foi inteligente, cobrou rapidamente o livre e colocou a bola no fundo das redes. Após a partida, o SL Benfica teceu sérias críticas a esta decisão e anunciou que “protestou o jogo […] devido a um erro técnico grave no primeiro golo do jogo”.
Voltando ao jogo, com o golo numa fase tão prematura, os dragões colocaram-se confortáveis na partida e controlaram bem o seu opositor. As águias procuraram o empate, mas não conseguiram, revelando-se incapazes de superar a muralha defensiva. Assim, o 1-0 seguiu para o intervalo.
A abrir o segundo tempo, Grande Penalidade a favor do FC Porto, com Gonçalo Alves a voltar a bater Pedro Henriques. O Benfica subiu as linhas, esteve mais pressionante, criou as suas ocasiões e reduziu, aos 38’, através de um Livre Direto de Nicolía. Porém, nem um minuto tinha passado até Mena voltar a fixar a vantagem em duas bolas. Aos 44’, no penálti para Gonçalo Alves converter. Os encarnados não gostaram da decisão e apresentaram um protesto na mesa. A quatro minutos do fim, novo penálti e novo golo, desta feita para Carlo Di Benedetto, que fechou a contagem em 1-5.
Com três golos, Gonçalo Alves foi a grande figura da Final.
No final, a festa vestiu-se, justamente, de azul. Apesar de ter sofrido sérias dificuldades diante do OC Barcelos, o FC Porto apresentou-se em Paredes com uma equipa bastante personalidade e coesa defensivamente. As bolas paradas acabaram por se revelar decisivas e a equipa de Ricardo Ares foi bastante competente.
A vitória💙 A festa 🥳As reações🗯
🏆A Taça de Portugal é nossa#FCPortoHóquei #FCPortoSports pic.twitter.com/sC5QPZkrDq
— FC Porto (@FCPorto) April 10, 2022
Assim, com esta goleada diante do seu rival, o FC Porto conquistou pela 18.ª vez a Taça de Portugal de Hóquei em Patins. Os dragões são mesmo a equipa que já levantou mais vezes o troféu, estando agora com três títulos de vantagem sobre os encarnados. UD Oliveirense (quatro), Sporting CP (quatro), OC Barcelos (quatro), HA Cambra (uma) e CD Malhangalene (uma) são as restantes equipas que já venceram o troféu.
Foto de Capa: CM Paredes
Artigo de opinião de Tiago Alexandre














